20
fev

Resenha | No Mundo da Luna – Carina Rissi

Categorias: Livros

No Mundo da Luna: um livro cheio de graça, magia e muita confusão mas também um amor que rompe todas as barreiras e faz seu coração se derreter. Em mais uma obra da Carina Rissi, passamos a enxergar o mundo através dos olhos da protagonista que em alguns momentos vamos do amor ao ódio por ela.

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Título: No Mundo da Luna / Autor (a): Carina Rissi / Editora: Verus / Páginas: 476

 Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: A vida de Luna está uma bagunça! O namorado a traiu com a vizinha, seu carro passa mais tempo na oficina do que com ela e seu chefe idiota vive trocando seu nome.
Recém-formada em jornalismo, ela trabalha como recepcionista na renomada Fatos&Furos. Mas, em tempos de internet e notícias instantâneas, a revista enfrenta problemas e o quadro de jornalistas diminuiu drasticamente. É assim que a coluna do horóscopo semanal cai em seu colo. Embora não tenha a menor iJdeia de como fazer um mapa astral e não acredite em nenhum tipo de magia, Luna aceita o desafio sem pestanejar. Afinal, quão complicado pode ser criar um texto em que ninguém presta atenção?
Mas a garota nem desconfia dos perigos que a aguardam e, entre muitas confusões, surge uma indesejada, porém irresistível paixão que vai abalar o seu mundo. O romance perfeito — não fosse com o homem errado. Sem saída, Luna terá que lutar com todas as forças contra a magia mais poderosa de todas, que até então ela desconhecia: o amor.

“Parece que está tudo bem (obrigada!) na sua vida profissional. É hora de sair um pouco por aí e perder a cabeça. Aproveite aquele vestido novo para passear.”  Página 37

O livro conta a história de Luna e Dante. Logo nas primeiras páginas percebemos a que vida da nossa protagonista está “de pernas para o ar”! Ela descobre que seu namorado a traiu com sua vizinha, o carro que ela tanto ama vive mais na oficina do que funcionando e o seu chefe nem ao menos sabe seu nome.

Jornalista recém-formada, Luna trabalha como recepcionista na revista Fatos&Furos, que não anda “bem das pernas” devido a era digital; fora isso, a revista ainda está perdendo boa parte de seus jornalistas para sua maior concorrente. É nesse momento que a coluna semanal de horóscopo cai no colo dela. Apesar de não saber nem ler um mapa astral e de não acreditar em nada relacionado a magia, Luna aceita o novo desafio pois vê nele a oportunidade de crescer e ganhar seu espaço na renomada revista.

Mas ela nem desconfia dos perigos que a esperam e que mesmo em meio a tantas confusões surge uma paixão avassaladora capaz de abalar as estruturas do seu mundo.

“Homens são destemidos por natureza, caçam o perigo como um prêmio, mas uma mulher de TPM faz até o Dalai-Lama bater em retirada e se refugiar nas montanhas.” Pagina 118

“Você não devia me abraçar assim – falei, fechando os olhos.- Desse jeito vou acabar gostando de você mais do que devia.” Pagina 235

O romance era pra ser perfeito, não fosse com o homem errado. Ao se ver sem opções, Luna luta com todas as forças para arrancar de seu peito todo esse sentimento que até então ela não conhecia e com isso acaba se metendo em algumas confusões que ela mesma cria. E é exatamente em um desses momentos de “surto” que ela vê sua vida mudar da maneira que sempre sonhou.

Eu não tenho palavras pra dizer o quanto fiquei apaixonada por esse livro. Eu nunca fui muito fã de autores nacionais mas quando me deparei com a Carina Rissi, foi tipo “amor a primeira leitura”, ela simplesmente se encaixou em todos os meus critérios de leitura. Eu já havia lido outro livro dela, princípio fique meio receosa quanto ao desenrolar da história, pois este foi um dos primeiros livros da autora, mas com o passar das páginas meu amor pela história e pelos personagens foi aumentando.

Todos os personagens são cativantes e mesmo tendo algumas poucas histórias secundárias, em nenhum momento a autora desviou o foco dos personagens principais e ainda conseguiu com muito estilo e criatividade desenvolver todas de forma divertida e bem humorada. Eu posso afirmar com todas a letras que esta é sem dúvidas aquele tipo de leitura viciante, em que você não consegue passar um dia sequer sem ao menos ler algumas páginas. Me apaixonei por praticamente todos os personagens, embora em alguns momentos eu tenha sentido vontade de dar “uns tapas” na cara da Luna. E como vocês já devem imaginar, me apaixonei principalmente pelo Dante. Gente do céu, que homem é aquele?! Quem poderia imaginar que por trás daqueles óculos horrorosos se escondia praticamente um “semideus”?

E pra finalizar gostaria de acrescentar que este livro já está na lista dos “melhores livros que li na vida”. No mundo da Luna é um daqueles livros que você começa a ler com um sorriso no rosto, devora em poucos dicas e fica com aquela sensação gostosa de quero mais. Espero que assim como eu, vocês também apreciem essa leitura e compartilhem sua experiência conosco!!!

“Se deixar, eu vou te fazer feliz. Muito. Não só porque você merece ou porque desejo isso mais do que qualquer outra coisa, mas porque preciso te fazer feliz.” Pagina 329

 

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Até a próxima!

10
fev

Resenha | Quando finalmente voltará a ser como nunca foi – Joachim Meyerhoff

Categorias: Livros

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi: um livro que já desperta a curiosidade pelo título enorme e pela capa que sugere uma criança com raiva. Parece algo bem incomum e realmente é. Nessa obra do alemão Joachim Meyerhoff, passamos a enxergar o mundo pelos olhos de um menino que cresce em meio aos loucos e dentro de um lar carinhoso mas ao mesmo tempo desestruturado.

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Título: Quando finalmente voltará a ser como nunca foi / Autor (a): Joachim Meyerhoff / Editora: Valentina

Páginas: 352 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade – e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica – e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

A trama é narrada por Joachim, o filho mais novo do diretor do hospital psiquiátrico Hesterberg para crianças e adolescentes. A família, composta ainda pela mãe e por mais dois irmãos, vive numa casa que fica dentro do terreno da Instituição. O chefe da família é um médico psiquiatra brilhante, mas que como pai e marido deixa muito a desejar. Ele prefere ler a sair com a esposa ou dedicar um pouco de atenção aos filhos. A mãe vive somente para a família, e toda essa entrega e dedicação, no fundo, lhe causa uma frustração por nunca ter saído do lugar onde vive. Os outros dois filhos em certos momentos se mostram carinhosos, mas na maior parte do tempo tramam maldades e formas de humilhar o irmão caçula. O próprio Joaquim é um garoto esperto, curioso, criativo, porém a qualquer momento pode ter ataques de raiva que o fazem ter atitudes irreconhecíveis. Como deu pra perceber, a família toda é muito inconstante, e é nesse ambiente tão conturbado que o nosso protagonista cresce, faz amizades incomuns e trilha seu caminho para o futuro.

“Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro.” Página 345

Minha experiência de leitura teve pontos altos e baixos. O início do livro foi bem empolgante porque a narrativa indicava que haveria um dilema principal. Porém os capítulos seguintes não apresentaram uma continuidade, e sim situações corriqueiras na vida do protagonista e de sua família. A impressão que eu tive era de uma pessoa me contando como tinha sido sua infância, com quem ela tinha convivido, como eram essas pessoas e quais lições ela extraiu de suas experiências de vida. Por um lado isso foi muito bom, porque os episódios relatados a cada novo capítulo vinham sempre carregados com alguma reflexão. Além disso, ao longo de toda a trama, temos a oportunidade de conhecer diversos personagens secundários. Alguns deles me cativam muito, como Margret, uma das internas do hospital que tinha uma forma peculiar de falar, como se toda frase fosse uma só palavra e sua exclamação favorita era: Minhanossanãoacredito! ( kkkk, eu adorei essa personagem). Outros eram tão peculiares que não tinha como não ficar interessada por eles, como Marlene, uma menina de catorze anos que possuía uma letargia altamente contagiosa e queria morrer (essa última era bem sinistra).

Por outro lado, a narrativa é arrastada e cansativa, o que fez com que eu demorasse mais do que imaginava para concluir a leitura. Provavelmente os leitores acostumados com esse tipo de descrição não tenham o mesmo problema que eu tive e talvez eles até aproveitem melhor o livro. Mas se você, assim como eu, prefere livros mais dinâmicos, eu aconselho a procurar um momento certo para fazer essa leitura.

De qualquer forma, valeu a pena ter perseverado até o fim, pois achei que os melhores capítulos ficaram no final e porque, analisando a obra como um todo, foi um livro que me fez sair da minha zona de conforto; Quando finalmente voltará a ser como nunca foi abordou um assunto totalmente diferente de tudo que eu já havia lido, além de ter sido meu primeiro contato com a literatura alemã.

Por fim, vamos falar dessa edição belíssima da Editora Valentina. A capa, as ilustrações, as orelhas, tudo torna o objeto livro ainda mais atraente e totalmente de acordo com a temática abordada. Outro aspecto muito importante a ser mencionado é que ao longo da leitura encontramos várias notas de rodapé esclarecendo termos que são peculiares da cultura alemã, o que enriquece em muito a experiência para qualquer leitor.

Eu poderia falar ainda muito mais dessa obra que despertou em mim tantas sensações diferentes, mas prefiro deixar que vocês descubram isso por si mesmos. Encerro esse post encorajando todos que se interessaram pela premissa da história e pelas minhas impressões sobre o livro a lerem Quando finalmente voltará a ser como nunca foi e tirarem suas próprias conclusões.

 

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Até a próxima!

06
fev

Como usar: Meia arrastão (fishnet)

Categorias: Moda

Meia arrastão ou fishnet é o nome da nova tendência de moda (que de nova não tem nada). Essas meias, que originalmente eram usadas somente por mulheres “suspeitas” em bares escuros, foram colocadas em evidência por jovens rebeldes nos anos 1920. De lá pra cá ela acompanha o vai e volta da moda e hoje é a febre do momento de fashionistas que buscam um visual moderno, cool e sensual.

Imagem: Viihrocha.com

As meias-arrastão são extremamente sensuais quando usadas corretamente e de extremo mau gosto quando usadas de modo errado. Pra ficar do lado certo, fiz uma seleção com várias inspirações bacanas de como usar essa trend:

Uma versão curtinha também vale! Às vezes uma amostra da meia no calcanhar pode favorecer mais que mostrar uma perna inteira com meias-arrastão, salto alto e saia curta.

E aí, vai encarar essa tendência ou deixar passar? 😉

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Beijos no coração!

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Helen Dutra - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2017