15
set

Resenha | Minha vida (não tão) perfeita – Sophie Kinsella

Categorias: Livros

Sabe aquelas vidas perfeitas que são mostradas nos feeds do Instagram? Onde todo mundo parece imensamente feliz, viajando, frequentado festas maravilhosas e comendo comidas que nos deixam com água na boca? Pois é basicamente em cima desses aspectos que a história de Minha vida (não tão) perfeita, o mais recente lançamento de Sophie Kinsella, se desenvolve.

Título: Minha vida não tão perfeita / Autor (a): Sophie Kinsella / Editora: Record

Páginas: 406 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita, mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok… Não é bem assim… Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Katie é uma garota de Somerset apaixonada por Londres. Sempre foi seu sonho viver todo o glamour e o agito londrino e, mesmo seu pai sendo contra, ela resolveu deixar tudo para trás para se mudar para Londres e começar a trabalhar numa empresa de marketing. Katie até adotou um novo apelido, Cat, para parecer mais descolada, e começou a criar uma nova personalidade; se livrou do sotaque do interior, cortou a franja, passou a fazer escova todos os dias e a se maquiar de outra maneira. Ficou totalmente diferente.

O que Katie não imaginava era que a vida em Londres não seria tão perfeita como ela sempre sonhava; a realidade é que ela dividia um flat pequeno com duas pessoas que mal conhecia e seu emprego não era exatamente o que ela esperava, já que a nossa protagonista só consegue uma vaga como estagiária e o trabalho fica muito longe da sua casa.

No ambiente profissional, a pessoa em que ela se espelha é sua chefe Demeter, que apesar de ser uma megera, tem a família perfeita, zilhões de amigos, uma casa maravilhosa, frequenta os melhores restaurantes e vai a festas, premiações e aos eventos mais badalados do momento, ou seja, tudo que Katie sempre quis.

Mesmo passando por dificuldades, ela se esforça muito e faz de tudo para se manter no emprego e tenta não demonstrar suas emoções, além disso ela passa a postar no instagram fotos bem diferente de sua realidade, mostrando assim o quanto sua vida é perfeita, mas no fundo tudo que ela quer é uma chance de mostrar todo seu potencial, mas quando ela menos espera sua chefe acaba demitindo ela e com isso sua vida começa a virar do avesso.

Minha vida (não tão) perfeita é um chick lit cheio de diversão, confusão, descobertas, aceitação e claro, um romance fofo. Sem falar que nada é tão óbvio quanto parece; quando achamos que já sabemos de tudo, Sophie Kinsella sempre acrescenta algo a mais. Ah! E eu já mencionei o quanto a história é divertida?! Porque é muito, muito, muito divertida! Mas calma, eu sei que vocês devem estar se perguntando “mas não tem romance dessa vez?” Claaaarrrooo que tem, só que o romance não é o foco principal do livro; e no meio de todo “babado, confusão e gritaria” ela conhece Alex, bem o que ela não podia imaginar era que ele era superior a Demeter, ou seja, seu chefe, e que também não era o tipo que se apega a lugares e principalmente as pessoas.

É impossível não se envolver com a história, a Cat é muito engraçada, eu ri “um bocado” com ela e rio cada vez que lembro das loucuras dela kkkkkkkkkkkkkk… e apesar de ter mais de 400 paginas  a leitura é tão leve e cativante que elas voam. Não posso deixar de mencionar que amei a mensagem que a autora quis passar a respeito de quem vive de aparências, daqueles que se consideram superior aos outros e principalmente quando ela mostra que nossas escolhas determinam onde queremos chegar!

Então não só pra quem ama a autora como eu ou não dispensam um livro desse gênero, mas eu recomendo pra todos esse livro incrível e desejo boa leitura!!!

Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação à vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se: essa pessoa também tem seus momentos não tão perfeitos. Claro que tem. E sempre que você vir sua própria situação não tão perfeita, se sentir desesperado e pensar ‘minha vida é isso?’, lembre-se: não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar, às vezes.”

Um beijo e até a próxima!

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13
set

Resenha | O Príncipe Corvo – Elizabeth Hoyt

Categorias: Livros

Calma, leitores!

Já me foi repassado que vocês estão com os ânimos tempestuosos esperando essa resenha. Então, ânimos revigorados porque vamos embarcar nessa viagem!

Título: O Príncipe Corvo / Autor (a): Elizabeth Hoyt / Editora: Record

Páginas: 350 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu amante. 
Chega uma hora na vida de uma dama… 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável… 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.

O ano era 1760, e a senhora Wren não passava de mais uma viúva distinta da sociedade mas, diferente de muitas damas bem casadas e com um montante de dinheiro significativo para gastar, a senhora Wren estava passando por sérios apuros financeiros; seu marido lhe deixara apenas um pequeno chalé, que ela dividia com a sogra e uma ajudante atrapalhada e, depois de tantos anos que ele morrera, mesmo ela economizando ao máximo, o dinheiro ia se esgotando. Era hora dela fazer alguma coisa para mudar aquela situação.

Por outro lado, vemos o Conde de Swartingham, bem-nascido, herdeiro de uma grande fortuna, mas solitário devido à perda de sua família para a varíola. Dono de um temperamento que fazia as pessoas a sua volta tremerem de pavor, ele precisava urgentemente de um novo secretário, pois todos que contratava fugiam por medo de seu patrão.

Um momento inusitado coloca os dois em situação de complemento; Anna, que precisava de um emprego para sustentar sua família, e Edward precisando de um secretário para transcrever seus manuscritos. Mesmo sendo de baixa estatura diante daquele homem que mais parecia um poste, Ana não se dobrou às suas vontades.

A princípio recatada por sempre pensar na boa forma como uma dama deve se portar, Anna tentou ao máximo segurar seus impulsos de devolver as alfinetadas que o novo patrão lhe dava, mas chegou o momento em que ela soltou a língua e lhe mostrou que tinha coragem suficiente para lhe encarar de frente. O conde, por sua vez, não sabia se ficava encantado ou furioso, afinal ninguém nunca lhe desafiara dessa forma. Os dois se viram atraídos instantaneamente assim que se conheceram, mas donos de uma grande teimosia, eles preferiam as alfinetadas diárias.

Irreverentes, ardentes, donos de uma personalidade única, ambos adoravam o momento que podiam ficar trocando farpas, e Jock, o pobre cão horrendo do conde, observava tudo e só abanava seu rabo, coitado, servia de desabafo para os dois, e nem ao menos podia responder.

Uma atitude inconsequente de Anna e ela se viu viajando para outra cidade para realizar a maior de todas as loucuras! Vestida para matar, ela embarca em algo nunca havia pensado antes, tudo em nome do prazer e da sedução. O que ninguém podia saber era que ela esteve ali, porque a estratégia era apenas divertir-se e depois esquecer. Mas nem tudo sai como planejamos não é mesmo?

Vigiada de perto pela rainha das falsianes, dona de diversas indiretas e afrontas voltadas a pobre Anna, ela se viu numa encruzilhada, e ainda fez grandes descobertas de seu passado. Anna teria de encarar ou se retrair; qual terá sido sua escolha?

Será que Anna Wren, uma distinta dama da sociedade irá se entregar aos prazeres da carne, esquecendo-se de suas obrigações com a sociedade? Ou será que ela irá por um ponto final nesse jogo antes mesmo de ele ficar mais interessante?

O Príncipe Corvo vem com uma temática diferente de tudo que você já leu; a autora Elizabeth Hoyt coloca uma fábula dentro da própria história, o que leva você a devorar cada capítulo como se sua vida dependesse daquilo. É a descoberta da história, junto com encantamento de cada trecho da fábula, é uma mistura de tensão com realização, com vergonha alheia, com “Por essa eu não esperava”.

É um misto de muitas emoções, uma reviravolta dentro de você. Só não recomendo para pessoas portadoras de problemas cardíacos por motivo de: ou você enfarta de raiva ou de emoção!

Mas é uma leitura muito gostosa. Estou ansiosa pelo próximo da trilogia!

 

Beijão Môres

Vejo vocês na próxima leitura!

Até lá divirtam-se com O PRÍNCIPE CORVO!

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11
set

Resenha | Dumplin’ – Julie Murphy

Categorias: Livros

Oi, gente!

Hoje vamos falar sobre um dos mais recentes lançamentos da Editora Valentina, Dumplin’, uma história divertida sobra uma garota que mostra que ser confiante e amar a vida e a si mesmo nem sempre está relacionado aos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Se você ficou curioso para saber um pouquinho mais sobre esse livro, vem comigo que vou te contar mais.

Título: Dumplin’ / Autor (a): Julie Murphy Editora: Valentina

Páginas: 300 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Willowdean Dickson ou simplesmente Will, é uma adolescente que vive em Clover City, uma pequena cidade do Texas, com a mãe (uma ex-miss). Ela tem uma paixão enorme por Dolly Parton, algo que herdou de sua tia Lucy, a qual nunca esqueceu, mesmo depois de sua morte, e foi justamente essa paixão que a aproximou de sua melhor amiga Ellen.

Apesar de serem muito diferentes, Will e Ellen se amam e se completam de maneira que só melhores amigas conseguem. Quando a situação na casa de Will fica complicada, ela começa a trabalhar em um fast food para ajudar nas despesas da casa e lá conhece Bo, o garoto mais lindo que ela já tinha visto, e também o mais fechado e calado (o que será que ele esconde, hein?). O que sabemos é que a maneira como ele olha para Will demonstra algum tipo de interesse…

Mesmo passando por alguns momentos delicados e estando fora dos padrões de beleza, Will lida com isso tudo de maneira confiante e sempre tira algo de bom de cada situação adversa que enfrenta. Não bastasse o fato de ela se aceitar, ainda ajuda algumas meninas a fazerem o mesmo.

“A perfeição não é nada mais que um fantasma que perseguimos”

Quando Will começa a se envolver com Bo, ela muda completamente. Começa uma briga dos sentimentos dele por ela e dela com seu corpo, sua fragilidade fica ainda pior quando questões familiares vão se agregando a tudo isso, principalmente porque é nesse momento que a amizade com sua melhor amiga está estremecida.

 

“Fazer bem a coisa não significa que se tenha obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo.”

A narrativa é muito boa, há alguns acontecimentos engraçados e outros bem reais, o que traz certa veracidade ao livro. É uma história que eu tenho certeza que muitas garotas vão se identificar, pois Will representa boa parte da sociedade atual, por ter uma protagonista que dá voz às mulheres que não se encaixam em determinados padrões; pelo contrário, ela se aceita da maneira como é e, independente do número que veste, não mudaria nada em seu corpo.

Dumplin’ aborda ainda outros temas como perdas, bullying, empoderamento feminino, perda da virgindade e outros.

E pra encerrar, não poderia deixar de mencionar que essa edição da Editora Valentina está caprichadíssima. A capa está linda e os marcadores personalizados de Dumplin um espetáculo!   

“As vezes descobrir quem você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin. Will. Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.”

Um beijo e até a próxima!

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