22
maio

Resenha | O livro dos espelhos – E. O. Chirovici

Categorias: Livros

Hoje vamos de O livro dos Espelhos, um dos mais recentes lançamentos publicados pela Editora Record, escrito por E. O. Chirovici e que trás um enigmático romance policial que irá te surpreender do início ao fim.

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Título: O livro dos espelhos / Autor: E. O. Chirovici

Editora: Record / Páginas: 322 / Skoob: Adicione

Sinopse: A verdade de um é a mentira de outro. Um livro com uma trama tão perturbadora que bota o leitor num jogo de espelhos. Quando o agente literário Peter Katz recebe por e-mail um manuscrito parcial intitulado O livro dos espelhos, ele fica intrigado. O autor, Richard Flynn, descreve seus dias em Princeton, e documenta sua relação com Joseph Wieder, um renomado psicólogo, pesquisador e professor. Convencido de que o manuscrito completo vai revelar quem assassinou Wieder em sua casa, em 1987 — um crime noticiado em todos os jornais mas que jamais foi solucionado —, Peter Katz vê aí sua chance de fechar um negócio de um milhão de dólares com uma grande editora. O único inconveniente: quando Peter vai atrás de Richard, ele o encontra à beira da morte num leito de hospital, inconsciente, e ninguém mais sabe onde está o restante do original. Determinado a ir até o fim neste projeto, Peter contrata um repórter investigativo para desenterrar o caso e reconstituir o crime. Mas o que ele desenterra é um jogo de espelhos, uma teia de verdades e mentiras, e uma trama mais complexa e elaborada que a do primeiro lugar na lista de mais vendidos dos livros de ficção. 

A estória começa com Peter recebendo o manuscrito parcial do livro com o título O livro dos Espelhos, que o deixa mais intrigado pela carta de apresentação do autor Richard Flynn. No breve manuscrito, que está dividido em três capítulos, Richard conta parte de sua trajetória do momento em que conheceu o renomado professor universitário Joseph Wieder até ao assassinato brutal e misterioso do mesmo. Richard, na época, era aluno da universidade de Princeton e aspirante a autor e acabou conhecendo o professor através de sua colega de quarto Laura Baines, que apresentou os dois e a partir daí eles criaram um vínculo, pois Joseph contratou Richard para desenvolver um projeto de reorganização de  sua biblioteca.

“A gente não sabe o que é dor até sofrer um corte tão profundo que nos permita perceber que as feridas passadas não foram nada mais que arranhões”. Pagina 31

Quando o professor foi assassinado, em 1987, a lista de suspeitos era pequena, pois ficou comprovado que não teria sido roubo seguido de morte, visto que não foi levado nada de valor da casa; o que até então ninguém sabia era que Richard era apaixonado por Laura e na noite fatídica eles haviam discutido e depois disso Richard havia ido a casa do professor. Richard então passa a ser visto como um dos principais suspeitos do crime e por causa disso, anos mais tarde, decide contar a estória no manuscrito enviado a Peter, numa tentativa de, quem sabe, revelar quem seria o verdadeiro autor do crime.

“Você sabia que nossos cérebros, não conseguem diferenciar ficção da realidade a maior parte do tempo?” Página 30

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Quando Peter termina de ler parte do manuscrito sabe que precisa dar continuidade a ele, não por ele ser o livro que venderá milhares de exemplares, mas também porque ele quer saber quem matou Joseph Wieder. O que ele não esperava era que quando fosse atrás de Richard, ele estaria numa cama de hospital à beira da morte e que dias depois morreria sem revelar o “paradeiro” do restante do livro. É então nesse momento que a trama começa a se desenvolver, porque Peter contrata um jornalista investigativo (John Keller) para ir à caça ao livro, e é uma surpresa atrás da outra, pois no meio dessa busca John acaba despertando a atenção de Roy, um ex-detetive que trabalhou na investigação do assassinato.

“Os mortos deviam ser deixados em paz e os vivos deviam seguir com sua vidas.” Página 225

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Apesar de o livro ser divido em três partes, ao longo da narrativa nos deparamos com quatros narradores diferentes, todos em primeira pessoa, o que em alguns momentos nos deixa um pouco confusos, pois eles têm praticamente a mesma fala. Provavelmente isso tenha sido uma tática do autor pra prender ainda mais o leitor nas pistas deixadas ao longo dos capítulos e assim chegar ao fim do caso.

O livro dos Espelhos está repleto de mistérios e, quando finalmente descobrimos a verdade, percebemos o quanto a trama é complexa e que realmente faz jus ao título, pois parece mesmo um jogo de espelhos. No entanto, o desfecho pra mim não foi tão surpreendente assim, visto que eu consegui descobrir a verdade com as pistas que o autor foi dando ao longo da narrativa, apesar de eu achar que em alguns momentos ele deixou alguns fatos importantes passar pra nos mostrar só no final (que maldade! Hahaha). Então só comprovei minha teoria e agora sou quase uma detetive agora kkkkkk).

Diante de tudo que foi exposto aqui, SIM, eu recomendaria a leitura de O livro dos Espelhos a todos vocês. Não somente porque a trama é bem escrita, envolvente, com quotes reflexivos e capaz de prender a atenção do leitor logo nas primeiras páginas, mas também pelo fato de a editora ter me conquistado com a maneira carinhosa que enviou esse livro pra gente, o que foi uma surpresa, pois não estávamos esperando.

Bom, eu já dei minha opinião e agora quero saber de vocês: seria mesmo Richard capaz de tamanha brutalidade ou estaria ele apenas “acobertando” alguém importante? Não sei não… me contem vocês.

“Lembranças são como projéteis.

Alguns passam rente e só nos assustam.

Outros abrem um buraco em nós e nos deixam dilacerados.”

Beijos e até a próxima!

15
maio

Resenha | Uma longa jornada para casa – Saroo Brierley

Categorias: Livros

Eu não sei vocês, mas filmes ou livros baseados em fatos reais sempre despertam muito o meu interesse. Não foi diferente com Uma longa jornada para casa, livro que conta a história de Saroo Brierley, um garoto indiano que se perde do irmão mais velho aos 5 anos de idade e que vê sua vida mudar completamente.

Título: Uma longa jornada para casa / Autor: Saroo Brierly  / Editora: Record

Páginas: 224 / Skoob: Adicione /  Compare e Compre: Buscapé

Sinopse: Aos 5 anos, Saroo pede ao irmão mais velho que o deixe acompanhá-lo à cidade onde ele passava os dias em busca de dinheiro e comida. Durante a viagem, o menino adormece. Ao despertar, confuso, se vê sozinho na estação de trem. Ele não sabe onde está o irmão, mas vê um trem parado. Imaginando que Guddu poderia estar lá dentro, Saroo embarca no vagão, e isso o faz atravessar a Índia. Sem saber ler nem escrever, e sem ideia do nome de sua cidade natal ou do próprio sobrenome, ele é obrigado a sobreviver sozinho nas ruas de Calcutá até ser levado para uma agência de adoção e ser escolhido por um casal australiano. Os anos se passam e, ainda que se sinta extremamente agradecido pela nova oportunidade que os Brierleys lhe proporcionaram, Saroo não esquece suas origens. Até que, com o advento do Google Earth, ele tem a oportunidade de procurar pela agulha no palheiro que costumava chamar de casa, e investiga nas imagens de satélite os marcos que poderia reconhecer do pouco que se lembra de sua cidade. Um dia, depois de muito tempo de procura, Saroo encontra o que buscava, mas o que acreditava ser o fim da jornada é apenas um novo começo.

Saroo era apenas um garoto quando desapareceu. Sua família era composta basicamente por cinco pessoas: Saroo, sua mãe e mais três irmãos. O pai não vivia com eles, de modo que a mãe e os filhos mais velhos passavam dias fora de casa trabalhando ou vasculhando as ruas em busca de qualquer coisa para comer. Eles eram muito pobres, mas dá pra perceber, no modo como Saroo descreve sua infância, que eles eram felizes. Tinham muita liberdade e gostavam disso.

Certa noite, quando quase toda a família estava reunida, Saroo decide ir junto de seu irmão Guddu, em uma de suas viagens. A ideia de sair sem planejar quando voltar ou onde dormir tinha animado o menino, porém, nessa mesma noite, ele se perde do irmão numa estação de trem e não consegue mais voltar pra casa.

Sozinho, sem muito conhecimento (ele sequer sabia seu sobrenome) e com medo, Saroo passa a lutar pela sobrevivência nas ruas. Se alimentando de restos de comida que encontrava no chão e enfrentando diversos perigos, ele percebe que fica cada vez mais difícil encontrar seu lar. Até o dia em que é levado para uma casa de adoção e um casal australiano muito generoso decide adotá-lo.

“Além de pensar em como se manter, é preciso refletir sobre o que consideramos mais importante na vida.” Página 115

A vida de Saroo nunca mais foi a mesma; das multidões e a poluição de um dos lugares mais populosos do mundo às ruas vazias e limpas da Austrália. Foi nesse ambiente tão diferente, onde não havia ninguém com uma pele tão escura quanto à dele, que Saroo cresceu e se tornou um homem. Ele foi criado como australiano em uma família amorosa. O destino lhe tirou de uma situação extremamente difícil e lhe deu uma vida confortável. Ele teve a opção de aceitar que o passado tinha ficado para trás e seguido em frente, mas as recordações de sua infância nunca o abandonavam e, com muita persistência, ele decidiu ir em busca de seu passado.

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A leitura de Uma longa jornada para casa me fez ter várias sensações diferentes; a primeira delas foi pena das milhares de crianças que moram nas ruas. A parte que o autor narra sua sobrevivência é dolorosamente triste, principalmente por saber que é algo tão comum na nossa sociedade. Outro sensação que tive foi a de que o autor estiva ali ao meu lado, numa conversa bem informal, me contanto sua história. Eu conseguia visualizar as cenas na minha mente e acho que o fato de o livro conter fotos de Saroo, sua família, amigos e os lugares por onde passou ajudou em muito nisso.

Ler algo, pela primeira vez, escrito por um indiano e ser introduzida um pouco à essa cultura também foi algo enriquecedor.

E como vocês já devem saber, o livro ganhou uma adaptação cinematográfica e recebeu seis indicações ao Oscar, inclusive o de melhor filme (ó trailer aqui). A história inacreditável de Sarro está ganhando cada vez mais força e eu fico feliz porque tanto o livro quanto o filme passam uma mensagem linda de amor e nos faz crer, mais uma vez, na existência de milagres.

“Alguns dos nossos mistérios jamais serão solucionados.” Página 161

Em síntese, Uma Longa Jornada para casa fala sobre família, persistência, sobrevivência e, sobretudo, esperança. É emocionante, triste, forte e lindo! Fica aqui a minha recomendação.

Beijos e até a próxima!

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12
maio

Resenha | Cartas de amor aos mortos – Ava Dellaira

Categorias: Livros

Olá, queridos leitores!

Como resenha de estreia nesse blog super fófis e amorzinho, venho até vocês falar um pouco sobre minha experiência com a leitura desse livro que é simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!

Você pode achar o título bem subjetivo, e até imaginar que se trata de uma leitura cansativa, ou deprimente, mas já nas primeiras páginas você vê que esse livro trata de assuntos importantes, e mostra uma jornada de autoconhecimento, e brilhantes citações, com a qual você se apaixona mais a cada página lida e até para um pouco para refletir.

Se até aqui você já se sentiu intrigado a descobrir do que essa belezinha fala, então sugiro que se segure a sua cadeira, porque vamos embarcar juntos nessa história.

Título: Carta de amor aos mortos / Autor: Ava Dellaira / Editora: Seguinte / Páginas: 344

 Skoob: Adicione /  Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Laurel, adolescente, confusa, deprimida, extremamente solitária, sente a dor da perda de sua irmã (que era como seu guia de vida) esmagar seu coração todos os dias, desde aquele momento em que ela se viu obrigada a vê-la partir. Ela deveria ter ido para a escola onde todos os seus amigos fariam o ensino médio juntos, mas, devido à sua perda, resolve recomeçar em uma nova escola.

Em sua cabeça, estar em um lugar novo evitaria os olhares de pena, as perguntas sem resposta, e lhe permitiria embarcar em uma jornada de autoconhecimento. Sua mãe estava longe, seu pai, mesmo perto, parecia guardar tanta tristeza, que ela achava que só em tocá-lo ele transbordaria sua dor, então ela se manteve distante.

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“… na vida, a gente nunca tem certeza do que vai acontecer, mesmo que planeje tudo.” Pág. 38

Laurel teve sua voz calada no dia em que sua irmã morreu, e foi logo na primeira aula de inglês que ela descobriu uma forma de falar o que não podia dizer em voz alta.

As cartas deveriam ser entregues a sua professora, a Sra. Buster, mas na verdade, ela nunca conseguiu entregá-las. Basicamente todos os dias ela escrevia, e mesmo assim sentia como se algo estivesse preso e ela não conseguisse falar; Laurel sentia-se solitária, não fosse por Sky, o belo jovem que fazia seu coração se aquecer.

Lembrando-se das palavras de Amelia Earhart, que disse “na vida, podemos ser mais que passageiros”, ela enche-se de coragem e faz suas primeiras amizades: Natalie, amante das artes e Hannah, que sonha um dia ser cantora, logo depois vem Tristan e sua namorada Kristen, que já estão no 3º ano, juntos com Sky, por quem ela já está caidinha!

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Tudo poderia ser perfeito a partir dali, mas com as novas amizades vieram também os dramas pessoais de cada um, e Laurel é o tipo de pessoa que tem um coração que bate fora do peito; ela vivia intensamente seus próprios traumas, e isso ia além da morte de sua irmã. O fato de ela não falar com seus amigos a respeito e nem com qualquer outra pessoa, a não ser expressando-se pelas cartas, fez com que ela só aumentasse seu ponto de interrogação a respeito do rumo em que sua vida seguiria.

Laurel estava perdida em sua própria história, e seu coração ficava cada vez mais pequenininho. Tudo batia em sua cabeça ao mesmo tempo: a distancia de sua mãe, sua tia Amy sempre tão amável, mas presa em uma vida solitária, seu pai perdido em sua dor, a morte de May… Ela poderia tê-la salvado? Como tudo seria se ela ainda estivesse com ela? Será mesmo que era de salvação que ela precisava, ou apenas de tempo para descobri seu próprio caminho?

Para Laurel, May era uma lua, em torno de quem todos se juntavam, e ela achava que enquanto tivesse sua irmã, tudo ficaria bem. Mas a verdade era bem diferente, Laurel nunca soube muito como se expressar, e por isso tudo se tornou mais difícil entre ela e Sky. Será que seria o fim para eles? Como as coisas na vida de Laurel ficaram tão confusas? Qual o ponto ela deve partir para fazer tudo dar certo? Será que entra ela e Sky será possível uma história de amor?

Quer descobrir a respostas dessas e de outras interrogações? Eu sugiro você ir até o final dessa leitura pra descobrir o que te espera.

“… não somos transparentes.

Se quisermos que alguém nos conheça,

precisamos nos revelar a essa pessoa.”

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Cartas de amor aos mortos veio como dois mundos paralelos: um onde a mocinha tenta superar suas limitações, seus medos, sua dor, amar seus novos amigos, ajudá-los em seus sofrimentos, e ainda tentar viver seu romance, com o medo de perdê-lo devido ao passado. Mas o que será que ela realmente esconde? Será que Laurel conseguirá dizer adeus a sua amada irmã?

A outra metade do livro nos faz olhar para artistas famosos de maneira diferente, será que sua morte teve algum significado além do que antes nós já havíamos julgado ser correto?

“Às vezes, quando falamos, ouvimos o silêncio. Ou apenas ecos. Como gritos vindos de dentro. E isso é muito solitário, só acontece quando não estamos prontos para ouvir. Porque toda vez que falamos, há uma voz. Existe o mundo que responde.” Pág. 323

 

Se você quer também se emocionar com Cartas de amor aos mortos, te incentivo a fazer essa leitura. É delicioso tudo o que esse livro pode despertar em você ao longo de cada página. É uma mistura de grandes descobertas, e quando você acha que não pode mais se surpreender, ele vem e desmonta você por inteiro!

 

Um grande beijo e até a próxima!

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