22
nov

Resenha | O beijo traiçoeiro – Erin Beaty

Categorias: Livros

Pra quem gosta de livros envolvendo espionagem e mistério, apresento-lhes O beijo traiçoeiro, de Erin Beaty. Esse é o primeiro volume da trilogia Traitor’s, lançado aqui no Brasil pela Editora Seguinte.

Título: O beijo traiçoeiro / Editora: Seguinte / Páginas: 440

Autor (a): Erin Beaty / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Com sua língua afiada e seu temperamento rebelde, Sage Fowler está longe de ser considerada uma dama — e não dá a mínima para isso. Depois de ser julgada inapta para o casamento, Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e logo recebe uma tarefa importante: acompanhar a comitiva de jovens damas da nobreza a caminho do Concordium, um evento na capital do reino, onde uniões entre grandes famílias são firmadas. Para formar bons pares, Sage anota em um livro tudo o que consegue descobrir sobre as garotas e seus pretendentes — inclusive os oficiais de alta patente encarregados de proteger o grupo durante essa longa jornada. Conforme a escolta militar percebe uma conspiração se formando, Sage é recrutada por um belo soldado para conseguir informações. Quanto mais descobre em sua espionagem, mais ela se envolve numa teia de disfarces, intrigas e identidades secretas. E, com o destino do reino em jogo, a última coisa que esperava era viver um romance de tirar o fôlego.

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Sage Fowler, uma jovem avessa a casamentos e com uma língua bem afiada, está longe de ser considerada uma dama da sociedade para sua época. Ela é descrita como uma mulher inteligente, com uma percepção aguçada, totalmente o oposto das outras damas que a acompanhavam.

Sage acaba se tornando aprendiz de casamenteira e parte em uma comitiva junto com outras damas da nobreza afim de participar de um evento onde acontecem uniões matrimoniais entre grandes famílias. Porém o que a nossa protagonista não previa era ser recrutada para trabalhar como espiã e ajudar a desvendar uma possível conspiração em torno do reino. E quando ela menos espera, está envolvida em mais do que poderia imaginar, inclusive se apaixonar.

Sendo bem sincera com vocês, quando vi o livro pela primeira vez e li a sinopse fiquei bastante empolgada, porém quando comecei minha leitura, tive extrema dificuldade em dar continuidade, pois o início acabou sendo bem confuso pra mim. Não sei se o fato de o livro ser narrado em terceira pessoa, tanto pela perspectiva de Sage quanto pelo ponto de vista dos militares; pois quando esses combatentes começavam a narrar era uma chuva de informações sobre locais, povos e estratégias.

Apesar disso, toda a estratégia que a autora construiu em torno do romance foi de muita inteligência e a parte de espionagem não deixou a desejar, fazendo com que eu me surpreendesse quanto a todo o desfecho do mistério. Então seria mentira se eu dissesse que não fui envolvida do  meio pro fim da história. O final realmente elevou meu nível de adrenalina, principalmente para um primeiro volume.

Finalizo meus comentários sobre O beijo traiçoeiro afirmando que sim, foi uma leitura agradável. Apesar da contextualização confusa do início, aos poucos a leitura decolou de vez e eu já aguardo ansiosa pelo segundo livro da trilogia.  Isso sem falar que o projeto gráfico está muito bonito, eu adorei essa capa e acho que tem tudo a ver com a história. Me despeço recomendando O beijo traiçoeiro. Depois voltem aqui pra me contar como foi a experiência de vocês. Combinado? 😉

“Representamos vários papeis ao longo da vida… isso não faz com que todos sejam mentira”

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01
nov

Resenha | Perto o bastante para tocar – Colleen Oakley

Categorias: Livros

Já conseguiu se imaginar nascendo com uma doença rara que te deixe tão incapacitado ao ponto de você não poder ter contato nenhum com outros seres humanos? Essa é a temática do livro que você vai conhecer na resenha de hoje: Perto o bastante para tocar, de Colleen Oakley.

 

Título: Perto o bastante para tocar / Editora: Bertrand Brasil / Páginas: 350

Autor (a): Colleen Oakley / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora, sua mãe está morta, e, sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido – e as pessoas que o habitam.

Uma dessas pessoa é Erik Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa de seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos livros. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee…

Jubilee tem uma doença rara e até onde sabemos também é incurável. Doença essa que é caraterizada por uma alergia ao toque humano. Depois do seu tão sonhado porém drástico primeiro beijo, ela decide ficar reclusa em casa. Conforme os anos se seguem, Jubilee descobre que com a internet é possível se ter quase tudo, mas ela também acaba desenvolvendo algumas fobias devido aos longos nove anos que não sai de casa.

Entretanto, o que Jubilee não esperava acontece: sua mãe falece, assim, ela perde também a mesada que recebia mensalmente. Consequentemente as dívidas começam a se acumular e ela precisa sair de casa para encontrar um emprego; mas como ela faria isso se nem ao velório da mãe foi capaz de ir?! porém nossa protagonista é uma jovem inteligente, determinada e finalmente quando decide sair de casa, encontra uma “velha amiga” que acaba lhe arrumando uma vaga na biblioteca municipal da cidade. E é la onde ela conhece Eric!

Eric não é o típico masculino maravilhoso, mas é um pai super atencioso e preocupado com seu filho (que diga-se de passagem é uma figura!). Porém nem tudo são flores para ele também, já que tem outra filha com quem “não fala” há alguns anos e isso é o que mais o tortura.

E no meio disso tudo Jubilee e Eric acabam se aproximando e, apesar de não poderem se tocar, acabam encontrando conforto um no outro e se ajudando.

Apesar de ter achado um tanto devagar todo o desfecho da história, eu gostei bastante por ser um romance leve e sensível, mas principalmente pelo crescimento dos personagens. Além disso, é um livro divertido onde temos vários momentos engraçados que nos fazem rir com algumas atitudes dos personagens. E outro ponto a ser ressaltado é que logo quando li a sinopse lembrei de Tudo e todas as coisas, onde a personagem também tem uma doença que a impede de sair de casa, só que diferente do outro mencionado, aqui os personagens já são adultos e com uma bagagem emocional bem marcante.

O livro é narrado em primeira pessoa, por Erik e Jubilee, que são muito cativantes apesar de suas personalidades diferentes. E é claro que não poderia deixar de dizer o quanto amei essa capa né gente? Pra quem gosta desse tipo de leitura, eu super recomendo!

 

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11
set

Resenha | Dumplin’ – Julie Murphy

Categorias: Livros

Oi, gente!

Hoje vamos falar sobre um dos mais recentes lançamentos da Editora Valentina, Dumplin’, uma história divertida sobra uma garota que mostra que ser confiante e amar a vida e a si mesmo nem sempre está relacionado aos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Se você ficou curioso para saber um pouquinho mais sobre esse livro, vem comigo que vou te contar mais.

Título: Dumplin’ / Autor (a): Julie Murphy Editora: Valentina

Páginas: 300 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Willowdean Dickson ou simplesmente Will, é uma adolescente que vive em Clover City, uma pequena cidade do Texas, com a mãe (uma ex-miss). Ela tem uma paixão enorme por Dolly Parton, algo que herdou de sua tia Lucy, a qual nunca esqueceu, mesmo depois de sua morte, e foi justamente essa paixão que a aproximou de sua melhor amiga Ellen.

Apesar de serem muito diferentes, Will e Ellen se amam e se completam de maneira que só melhores amigas conseguem. Quando a situação na casa de Will fica complicada, ela começa a trabalhar em um fast food para ajudar nas despesas da casa e lá conhece Bo, o garoto mais lindo que ela já tinha visto, e também o mais fechado e calado (o que será que ele esconde, hein?). O que sabemos é que a maneira como ele olha para Will demonstra algum tipo de interesse…

Mesmo passando por alguns momentos delicados e estando fora dos padrões de beleza, Will lida com isso tudo de maneira confiante e sempre tira algo de bom de cada situação adversa que enfrenta. Não bastasse o fato de ela se aceitar, ainda ajuda algumas meninas a fazerem o mesmo.

“A perfeição não é nada mais que um fantasma que perseguimos”

Quando Will começa a se envolver com Bo, ela muda completamente. Começa uma briga dos sentimentos dele por ela e dela com seu corpo, sua fragilidade fica ainda pior quando questões familiares vão se agregando a tudo isso, principalmente porque é nesse momento que a amizade com sua melhor amiga está estremecida.

 

“Fazer bem a coisa não significa que se tenha obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo.”

human braiding hair

A narrativa é muito boa, há alguns acontecimentos engraçados e outros bem reais, o que traz certa veracidade ao livro. É uma história que eu tenho certeza que muitas garotas vão se identificar, pois Will representa boa parte da sociedade atual, por ter uma protagonista que dá voz às mulheres que não se encaixam em determinados padrões; pelo contrário, ela se aceita da maneira como é e, independente do número que veste, não mudaria nada em seu corpo.

Dumplin’ aborda ainda outros temas como perdas, bullying, empoderamento feminino, perda da virgindade e outros.

E pra encerrar, não poderia deixar de mencionar que essa edição da Editora Valentina está caprichadíssima. A capa está linda e os marcadores personalizados de Dumplin um espetáculo!   

“As vezes descobrir quem você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin. Will. Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.”

Um beijo e até a próxima!

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