08
nov

Resenha | Desejo Insaciável – Kresley Cole (Série Imortais – Livro 1)

Categorias: Livros

Olá, amores!

Não é segredo pra ninguém que eu sou apaixonada por livros com histórias sobrenaturais. Dizer que tenho uma queda, é pouco, eu tenho um verdadeiro tombo, rsrsrs.

O livro da vez foi esse amorzinho HOT, que também é uma dos meus gêneros favoritos.

Título: Desejo Insaciável / Autor (a): Kresley Cole / Editora: Valentina

Páginas: 352  Série: Imortais – Vol. 1 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

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A história começa falando sobre Emmaline, nossa protagonista, que era fruto da união de uma Valquíria e um vampiro, então por herança ela era metade dos dois. O livro fala sobre suas origens e, principalmente, sobre como ela buscava conhecer a si mesma.

Emma sempre foi rotulada como indefesa, frágil, pequena, sem talento. Ela cresceu ao lado de suas tias e sua mãe adotiva, que eram todas valquírias e sempre a protegiam de tudo e até “dela mesma”. Até o dia em que Emma precisava seguir seu caminho e descobrir mais sobre si, porém, antes de sair para sua viagem, Nix uma de suas tias, lhe disse que nessa viagem ela iria fazer aquilo para o qual havia sido destinada. O que seria isso? Que mistérios rondavam a vida de Emmaline?

Já em Paris, em busca de informações sobre seus verdadeiros pais, Emma encontra Laclain, um Likae que até então estava preso nas catacumbas abaixo da cidade. Ele fora aprisionado havia mais de um século, mas ao sentir o cheiro de Emma (sua prometida), ele lutou com todas as forças que lhe restava para conseguir se libertar. Laclain não podia e não queria perdê-la, não depois de já ter procurado tanto por ela.

Já livre de seu cativeiro, e ainda meio confuso com o século em que estavam, ele sai à sua procura e, e quando a encontra, ele a sequestra, cheio de autoritarismo pra cima da pequena Emmaline, que não entende nada, só treme de medo.  Nesse momento do livro eu já estava “oi bresel? Como assim?

Fiquei revoltada com a forma como ele a tratou; bruto, cheio de ordens e dono da razão. Ele achou que o fato dela ser “sua”, lhe dava o direito de ter posse dela e da sua vida, lhe privando do direito de escolha. Foi um misto de amor e ódio por Laclain. Em alguns momentos era doce, carinhoso e cuidadoso com ela, já em outros, lhe tratava com arrogância e queria lhe impor seus desejos e vontades, é meio que chocante como você pode sentir as emoções da história, porque eu gostava do Laclain à medida que Emma também gostava, bem louco, eu sei.

Ao longo da história, Emma começa a se perguntar como era possível ela está desenvolvendo sentimentos e desejos por aquele que havia lhe sequestrado, mas era inevitável negar a atração que ela sentiu instantaneamente ao vê-lo pela primeira vez. Ele despertou nela desejos que até então ela nem sabia que existiam, lhe permitiu conhecer melhor até mesmo seu corpo, e devido ao desejo de se “libertar” dele, ela passou até a perceber que não era tão fraca como pensava. Pouco a pouco, Emma vai se apaixonando pelo Rei dos Likaes, mas ainda assim, tenta fugir de seus desejos mais profundos.

Já de volta a seu castelo, Laclain tenta ao máximo fazer Emma ficar, ela está mais forte, conhece mais de si mesma do que nunca achou que conheceria, e mesmo assim tem medo de viver esse amor, nesse meio tempo em que eles viajam até o castelo, acontece de tudo, (não chorem por que não vou dar spoiler). E essa viajem faz com que Emma e Laclain desenvolvam uma conexão maior entre si, até que na noite de lua cheia… BUMMMM! O inevitável acontece, Emma se entrega ao seu desejo por Laclain e, tomada por ele, em seus braços, se proclama sua, eternamente.

Seria bom se nesse momento de final feliz tudo estivesse resolvido, mas ainda existiam questões pendentes, como a vingança de Laclain a Demestriu (rei dos vampiros e quem havia lhe aprisionado), a busca por respostas de Emma, o fato de que sua família nunca aceitaria sua união com Laclain, e o mais importante: qual seria o destino para o qual a adorável Emma estava reservada?!

Desejo Insaciável tem uma leitura leve, as vezes descontraída, cheia de mistérios e com personagens que você quer também saber qual o fim de suas histórias. Achei um livro muito bom, mas acredito que a autora poderia ter explorado mais o romance dos personagens principais. O que teve mais ênfase não foi a história de amor, e sim um autoconhecimento e crescimento dos protagonistas, o que tornou o grande diferencial do livro, pois a história não virou mais um clichê de “eles viveram felizes para sempre”.

Eles tiveram seu final feliz, mas para isso acontecer cada um percorreu um caminho. Emma traçou sua história em busca da verdade. Sobre suas origens e sobre ela mesma, descobriu ser capaz de fazer muito além do que um dia imaginou, teve de crescer e também aprender a confiar no que seus próprios instintos lhe diziam.

Laclain teve uma jornada difícil de autocontrole, precisou aprender dominar a fera que havia dentro de si, teve que reaprender a viver em uma época diferente, contra tudo o que acreditava, passou a confiar em quem ele antes julgava ser um inimigo, e aprendeu como o peso de um ato não pensado pode mudar muita coisa em sua vida.

Dou a esse livro 3 estrelas porque mesmo achando que foi uma boa leitura, o livro demorou a me “pegar”, mas a história não deixa de ser ótima.

E é isso, amores. Espero que tenham gostado! Vejo vocês na próxima leitura, até lá divirtam-se com novos livros e também com nossas resenhas.

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13
set

Resenha | O Príncipe Corvo – Elizabeth Hoyt

Categorias: Livros

Calma, leitores!

Já me foi repassado que vocês estão com os ânimos tempestuosos esperando essa resenha. Então, ânimos revigorados porque vamos embarcar nessa viagem!

Título: O Príncipe Corvo / Autor (a): Elizabeth Hoyt / Editora: Record

Páginas: 350 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu amante. 
Chega uma hora na vida de uma dama… 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável… 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.

O ano era 1760, e a senhora Wren não passava de mais uma viúva distinta da sociedade mas, diferente de muitas damas bem casadas e com um montante de dinheiro significativo para gastar, a senhora Wren estava passando por sérios apuros financeiros; seu marido lhe deixara apenas um pequeno chalé, que ela dividia com a sogra e uma ajudante atrapalhada e, depois de tantos anos que ele morrera, mesmo ela economizando ao máximo, o dinheiro ia se esgotando. Era hora dela fazer alguma coisa para mudar aquela situação.

Por outro lado, vemos o Conde de Swartingham, bem-nascido, herdeiro de uma grande fortuna, mas solitário devido à perda de sua família para a varíola. Dono de um temperamento que fazia as pessoas a sua volta tremerem de pavor, ele precisava urgentemente de um novo secretário, pois todos que ele contratava fugiam por medo de seu gênio forte.

Um momento inusitado coloca os dois em situação de complemento; Anna, que precisava de um emprego para sustentar sua família, e Edward precisando de um secretário para transcrever seus manuscritos. Mesmo sendo de baixa estatura diante daquele homem que mais parecia um poste, Ana não se dobrou às suas vontades.

A princípio recatada por sempre pensar na boa forma de como uma dama deve se portar, Anna tentou ao máximo segurar seus impulsos de devolver as alfinetadas que o novo patrão lhe dava, mas chegou o momento em que ela soltou a língua e lhe mostrou que tinha coragem suficiente para lhe encarar de frente. O conde, por sua vez, não sabia se ficava encantado ou furioso, afinal ninguém nunca lhe desafiara dessa forma. Os dois se viram atraídos instantaneamente assim que se conheceram, mas donos de uma grande teimosia, eles preferiam as alfinetadas diárias.

Irreverentes, ardentes, donos de uma personalidade única, ambos adoravam o momento que podiam ficar trocando farpas, e Jock, o pobre cão horrendo do conde, observava tudo e só abanava seu rabo, coitado, servia de desabafo para os dois, e nem ao menos podia responder.

Uma atitude inconsequente de Anna e ela se viu viajando para outra cidade para realizar a maior de todas as loucuras! Vestida para matar, ela embarca em algo que nunca havia pensado antes, tudo em nome do prazer e da sedução. O que ninguém podia saber era que ela esteve ali, porque a estratégia era apenas divertir-se e depois esquecer. Mas nem tudo sai como planejamos, não é mesmo?

Vigiada de perto pela rainha das falsianes, dona de diversas indiretas e afrontas voltadas a pobre Anna, ela se viu numa encruzilhada, e ainda fez grandes descobertas de seu passado. Anna teria de encarar ou se retrair; qual terá sido sua escolha?

Será que Anna Wren, uma distinta dama da sociedade irá se entregar aos prazeres da carne, esquecendo-se de suas obrigações com a sociedade? Ou será que ela irá colocar um ponto final nesse jogo antes mesmo de ele ficar mais interessante?

O Príncipe Corvo vem com uma temática diferente de tudo que você já leu; a autora Elizabeth Hoyt coloca uma fábula dentro da própria história, o que leva você a devorar cada capítulo como se sua vida dependesse daquilo. É a descoberta do romance, junto com encantamento de cada trecho da fábula, é uma mistura de tensão com realização, com vergonha alheia, com “por essa eu não esperava”.

É um misto de muitas emoções, uma reviravolta dentro de você. Só não recomendo para pessoas portadoras de problemas cardíacos por motivo de: ou você enfarta de raiva ou de emoção!

Mas é uma leitura muito gostosa. Estou ansiosa pelo próximo livro da trilogia!

 

Beijão Môres

Vejo vocês na próxima leitura!

Até lá divirtam-se com O PRÍNCIPE CORVO!

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07
ago

Resenha | Um Acordo de Cavalheiros – Lucy Vargas

Categorias: Livros

Queridos leitores, alerta de VÍCIO

Para quem ama aquele romance que lhe tira o sono, faz a respiração ficar ofegante, o coração bater acelerado, e fica de cara quando tudo se encaixa, fica comigo mais um pouquinho porque vamos viajar no tempo para as temporadas de bailes londrinos.

Já estão se imaginando numa festa? Ainda não? Pois já podem se preparar, porque a partir de agora vocês estão oficialmente convidados para esse baile!

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Título: Um Acordo de Cavalheiros / Autor (a): Lucy Vargas / Editora: Bertrand Brasil

Páginas: 350 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Tristan Thorne, o Conde de Wintry, não é um homem para brincadeiras. Com uma vida de segredos, amado e odiado na sociedade, ele não é o parceiro ideal para uma dama. Dorothy Miller não sabe o que há por trás de suas motivações, apenas que ele é bastante intenso. Os jornais dizem que ele bebe demais, joga demais e ama escandalosamente. E até mata. Como uma dama determinada a ser dona do próprio destino como Dorothy Miller acaba em um acordo com um homem como Lorde Wintry? Você teria coragem de guardar um segredo com o maior terror dos salões londrinos? Lembre-se: Nunca faça acordos com ele, pois o conde sempre volta para cobrar.

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O ano era 1818, evento de pré-temporada na casa de Lady Russ em Londres, e lugar onde tudo começou para Dorothy Miller e Tristan Thorne. Vamos conhecer um pouco dessa história, para só assim entender como foi que uma dama se meteu nesse acordo de cavalheiros.

Dorothy era uma dama respeitável da sociedade, iniciava essa temporada em Londres como a missão de conseguir um bom casamento para sua prima Cecília. A menina tinha gostos excêntricos, por assim dizer, e era uma tagarela, o que tornava a missão de Dorothy complicada.

Dorothy havia perdido os pais quando ainda era criança, então seu tio, o Sr. Felton, a recebeu em sua casa. Ela estava com 26 anos, o que para sua família era uma idade para já estar casada, mas ela não se importava. Dorothy era forte, independente e não se encaixava naqueles valores moralistas que queriam lhe impor.

Foi naquela noite, enquanto estava no evento de Lady Russ, que Dorothy, após algumas taças de vinho, se viu presa àquele maldito sedutor que era Tristan Thorne. Uma noite, algumas horas de conversa, uma garrafa de vinho, e nossa dama acordou na cama daquele conde safado, com o vestido e o cabelo bagunçados e sem nem lembrar como foi parar ali.

Mas lá estava ele à meia luz, cheio de más intenções, com um sorriso no canto dos lábios e bem disposto a refrescar sua memória. Nossa dama não tinha ideia de onde havia se metido, mas estava bem perto de descobrir, pois no dia seguinte ele a procuraria para lhe propor um acordo.

Mesmo sem saber ao certo como foi que ela se meteu nisso, Dorothy aceitou a proposta de Tristan Thorne e, desde então, por mais difícil de acreditar que seja, ambos começaram a descobrir lados de si mesmos que jamais pensariam existir.

Dorothy vivia em uma época em que não casar significava ruína para uma mulher. Basicamente, o contexto histórico delas era crescer se preparando para o momento em que chegaria a idade de casar e garantir um herdeiro para seu esposo. Se o homem era de uma boa família e tinha uma boa aparência, então já era um pretendente a futuro marido. Em momento nenhum era colocado em pauta a felicidade dessas mulheres.

Mas, mesmo contra todas as probabilidades, nossa dama se recusava a viver os padrões estabelecidos pela sociedade. Era óbvio que ela queria casar, mas se aquilo não acontecesse, por ela tudo bem. Dorothy se achava no direito de buscar seu lugar na sociedade sem precisar estar vinculada a um marido para isso.

No outro extremo dessa história está nosso Conde descarado, o qual só de ouvir seu nome, as damas estremeciam de pavor. Tristan também havia perdido os pais quando era criança e foi criado por sua tia, que o amou incondicionalmente como se realmente fosse seu filho. Mas ele também a perdeu e acompanhamos sua busca incansável para descobrir qual a verdadeira causa da morte dela, pois ele tinha certeza não ter sido causa natural, como haviam lhe falado.

Mesmo alimentando todos as histórias horríveis a seu respeito, e ainda ajudando para que elas se tornassem piores, Tristan conseguiu tempo para se aventurar em um romance secreto e cheio de reviravoltas com Dorothy Miller. O que pra ele foi uma novidade, pois ele fugia de damas da sociedade como o diabo foge da cruz. Porém, depois do que aconteceu no evento de pré-temporada, Tristan se viu louco de desejo de possuir aquela mulher, ele já havia planejado em sua mente inúmeras formas de lhe proporcionar prazer, tanto quanto ela nunca imaginou receber em sua vida. Porém, ele também foi pego por essa história.

Ambos encontraram no outro alguém para conversar, para ser quem realmente eram, encontraram um amigo nos braços um do outro, e o que era para ser apenas um caso secreto se transformou em momentos divertidos e de compartilhamento, mas que acabariam ao fim daquela temporada. Ou será que não? Será que atrelada aquele lorde devasso, Dorothy ainda conseguiria manter algo de casto?

Mesmo tratando-se de um romance de época ardente e escandalosamente envolvente, que prende você desde o início, Um Acordo de Cavalheiros é um livro que vem cheio de empoderamento para nós mulheres. Nos mostra que mesmo em uma história fictícia é real que buscamos nosso lugar no meio de uma sociedade que quer nos impor tudo o que devermos ser ou fazer de nossas vidas.

Dei a esse livro 5 estrelas, mas daria até 1000, por ser um livro de conteúdo tão maravilhoso, não só pelas cenas picantes, que em certos momentos me deixou com as bochechas ardendo de vergonha, mas por tudo o que ele explora ao longo de seus capítulos. É uma leitura leve, engraçada, tensa em alguns momentos e também comovente. Mas que faz valer a pena cada minuto dedicado a ele.

Sobre a autora, Lucy Vargas, só tenho uma coisa a dizer: parabéns por essa obra incrível, já quero novas leituras!

Beijos e até a próxima, pessoal!

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