23
mar

Resenha | O lado bom da vida – Matthew Quick

Categorias: Livros

O lado bom da vida é um daqueles livros que eu já sabia que ia gostar antes mesmo de ler. Primeiro, já tinha assistido ao filme e amado! Segundo, vi muitos comentários bons a respeito do livro. E terceiro, o projeto gráfico tá tão lindo, que é impossível não desejar esse exemplar na estante.

Título: O Lado bom da Vida / Autor (a): Matthew Quick / Editora: Intrínseca

Páginas: 256 / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um ‘tempo separados’.
Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que ‘é melhor ser gentil que ter razão’ e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.
Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

livro o lado bom da vida (1)

Pat é um ex-professor de história que acaba de sair de uma clínica psiquiátrica sem saber o real motivo que o levou a ser internado. Ele também não tem noção do tempo que passou no “lugar ruim”. A única coisa de que Pat tem certeza é de que sua ex-esposa, Nikki, o aceitará de volta depois do “tempo separados”, se ele for um homem mais gentil, mais magro e mais inteligente. Com o objetivo principal de recuperar sua esposa, ele tenta reconstruir sua vida na casa dos pais, ao lado de uma mãe incrível e de um pai que o ignora e cujo humor é medido de acordo com o placar dos jogos de futebol.

“Não quero ficar no lugar ruim em que ninguém acredita no lado bom das coisas, no amor ou em finais felizes…” Página 8

Praticando ser gentil em vez de ter razão e assistindo ao filme de sua própria vida enquanto a vive, Pat fica viciado em atividade física, passa a ler todos os livros que Nikki indicava aos seus alunos e carrega sempre uma dose imensa de otimismo. Ele tem a ajuda do irmão Jake, do amigo Ronny, do terapeuta Cliff e de Tiffany, que mesmo com tantos problemas, parece ser a única pessoa que verdadeiramente o entende.

livro o lado bom da vida (2)

A narrativa pode ser cansativa em alguns momentos, visto que o próprio Pat é o narrador, ou seja, você pode achar frases repetitivas, mas lembre-se de que se trata de um homem com uma mente problemática. A fala dele foi totalmente intencional e acredito que com isso, o autor conseguiu com que o leitor mergulhasse ainda mais na mente do protagonista. Há ainda um mistério a cerca do motivo pelo qual Pat foi internado e afastado de Nikki, além de algumas doses de humor, o que trouxe um pouco de leveza à história.

Eu sei que já existem várias resenhas desse livro na Internet, mas não podia deixar de comentar e indicar a vocês. O lado bom da vida é uma leitura prazerosa e diferente de tudo que já li na vida. Os personagens são tão imperfeitos, mas tão cativantes, que você vai acabar torcendo para que esse “filme da vida” tenha um final feliz. 

A versão cinematográfica também é ótima e eu adoro, mas vale lembrar que é bem diferente do livro (bem diferente mesmo!). Infelizmente, não consigo expressar em palavras exatamente quais emoções essa leitura me proporcionou. Acho que quanto mais você gosta do livro, mais difícil fica de falar sobre ele. Mas de qualquer forma, estão recomendadíssimos! Tanto o livro, quanto o filme. Espero de verdade que vocês gostem tão intensamente como eu.

“… a maioria das pessoas perdeu a habilidade de ver o lado bom das coisas, embora a luz por trás das nuvens seja uma prova quase diária de que ele existe.” Página 18

 

11
mar

Resenha | O Duque e Eu – Julia Quinn

Categorias: Livros

Minha curiosidade para ler a série Os Bridgertons era enorme e a medida que eu via outros blogueiros falando muito bem tanto da autora, quanto dos livros, o interesse só aumentava. Então não me restou escolhas; na primeira oportunidade que tive comprei O Duque e Eu, que é o primeiro volume desta saga de romances de época.

Livro o Duque e Eu - Julia Quinn (1)

Título: O Duque e Eu / Série: Os Brigertons / Autor (a): Julia Quinn

Editora: Arqueiro / Páginas: 288 / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Livro o Duque e Eu - Julia Quinn (3)

A série Os Bridgertons é composta por oito livros e cada um deles trata de um filho da família Bridgerton. A mãe, Violet Ledger, conforme o nascimento de cada filho, os nomeou por ordem alfabética, de forma que o resultado foi esse: Anthony, Benedict, Colin, DaphneEloise, Francesca, Gregory e Hyacinth.

Nesse primeiro livro, a autora disponibilizou a árvore genealógica da família Bridgerton, assim podemos entender melhor a ordem da série:

arvore-genealogica-da-familia-bridgerton

Logo no início de O Duque e Eu somos apresentados à Simon Basset. Seu pai era um duque cujo maior desejo era de que o filho desse continuidade ao ducado. Mas Simon teve problemas com a fala durante a infância (era gago) e por conta disso, foi rejeitado pelo pai. Ele passou a ser criado por uma ama e, com muito esforço, conseguiu controlar sua gagueira e se tornou um menino inteligente e determinado. Mais tarde, esse menino deu lugar a um homem bonito, obstinado e com um coração cheio de ódio pelo pai. Seu objetivo era justamente ser o oposto do que o pai queria. Portanto, mesmo após a morte de seu genitor, Simon prometeu a si mesmo que nunca se casaria.

Em seguida, passamos a conhecer Daphne, sua mãe e seus sete irmãos. A cidade é Londres, o ano 1813 e a família pertence a alta sociedade. Ela é a quarta filha de Violet, a mais velha entre as mulheres e sonha em se casar por amor e construir uma família tão numerosa quanto a sua. Daphne está há dois anos debutando. Isso significa que ela frequenta os bailes pomposos da sociedade londrina, acompanhada de seus irmãos mais velhos e de sua mãe, em busca de um bom cônjuge. Contudo, ela ainda não encontrou alguém que realmente mexesse com o seu coração. A maioria dos pretendentes são homens mais velhos e os que poderiam dar certo apenas a vêem como amiga.

Até que em um desses bailes ela conhece Simon, um dos melhores amigos de seu irmão Antony e que acaba de voltar à Londres após uma longa viagem pelo mundo. Bonito e rico, ele logo passa a ser um dos principais alvos das mães desesperadas por casar suas filhas. Mas, lembram que ele não quer se casar? Então ele propõe um acordo que poderá beneficiar a ambos: Simon fingirá que corteja Dafhne e com isso fugirá das mães casamenteiras, enquanto Dafhne despertará a atenção de mais pretendentes. O plano tem tudo para dar certo, desde de que Simon mantenha as mãos longe de Dafhne (o que é um desafio, visto que ele sente um desejo enorme por ela) e Dafhne não se apaixone pelo duque de olhos azuis.

” Que diabo você pensa que está fazendo? – sibilou ela.

– Protegendo minha irmã!

– Do duque? Ele não pode ser tão perverso assim. Na verdade, ele me lembra você.

Anthony soltou um gemido. – Então ela realmente precisa da minha proteção. “

Além disso, Julia Quinn ainda nos presenteou com uma personagem misteriosa, a Lady Whistledown, escritora de um jornal de fofocas que toda a alta sociedade londrina lê, mas desconhece sua verdadeira identidade. Os relatos desta senhora são pontos bem divertidos da trama, uma espécie de “Gossip Girl de época”. Devo mencionar também que os momentos em que os irmãos Bridergtons estão juntos me arrancaram várias gargalhadas, o que me leva a crer que os demais livros dessa série são tão bons quanto o primeiro.

Livro o Duque e Eu - Julia Quinn (2)

O livro é narrado em terceira pessoa e apesar da história se passar em 1813, não há muitas palavras de difícil compreensão. Pelo contrário, a leitura flui de forma muito rápida. O fato de o narrador ser onisciente contribui muito para que o leitor conheça o íntimo dos personagens, suas emoções e pensamentos. Vale lembrar que O Duque e Eu, como boa parte dos romances de época, contém cenas picantes, portanto não indico para todas as idades.

Mas de um modo geral, eu gostei demais do enredo, dos personagens e da escrita apaixonante de Julia Quinn. Não costumo ler muitos livros desse gênero, mas essa série me conquistou desde o início e eu não vejo a hora de conhecer melhor os demais irmãos Bridgertons.

Espero que gostem da dica. Beijos!

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20
jan

Resenha | A Escolha – Kiera Cass

Categorias: Livros

Oi gente!

Essa é a primeira resenha literária do ano, mas o livro foi lido ainda em 2015 (mostrei minha lista de leitura nesse post AQUI). Como eu sou fã dessa série e quero incentivar o maior número de pessoas possíveis a lerem esses livros, compartilho com vocês, mesmo um pouco atrasada, algumas das minhas impressões sobre A Escolha, de Kiera Cass.

Resenha A ESCOLHA (1)

Título: A Escolha / Autor (a): Kiera Cass / Editora: Seguinte

Páginas: 352 / Série: A Seleção / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: America era a candidata mais improvável da Seleção: se inscreveu por insistência da mãe e aceitou participar da competição só para se afastar de Aspen, um garoto que partira seu coração. Ao conhecer melhor o príncipe, porém, surgiu uma amizade que logo se transformou em algo mais… No entanto, toda vez que Maxon parecia estar certo de que escolheria America, algum obstáculo fazia os dois se afastarem. Um desses obstáculos era Aspen, que passou a ocupar o posto de guarda no palácio e estava decidido a reconquistar a namorada. Em encontros proibidos, ele a reconfortava em meio àquele mundo de luxos e rivalidades. Com essas idas e vindas, America perdeu um pouco de espaço no coração do príncipe, lugar que foi prontamente ocupado por outra concorrente. Para completar, o rei odiava America e a considerava a pior opção para o filho. Assim, tentava sabotar a relação dos dois, inventando mentiras e colocando a garota em prova a todo instante. Agora, para conseguir o que deseja, America precisa cortar os laços com Aspen, conquistar o povo de Illéa e conseguir novos aliados políticos. Mas tudo pode sair do controle quando ela começa a questionar o sistema de castas e a estratégia usada para lidar com os ataques rebeldes.

Resenha A ESCOLHA (2)

Pra quem ainda não conhece, A Escolha é o terceiro livro da série A Seleção, uma distopia em que a população é dividida por castas, o governo é monarca e o príncipe escolhe sua futura rainha através de um concurso televisionado que reúne trinta e cinco garotas de Illéa. Nos livros anteriores conhecemos as candidatas da Seleção, o príncipe e sua família, o sistema de governo, vimos alguns ataques rebeldes e fomos surpreendidos com um perigoso triângulo amoroso. É somente nesse volume da série que vamos descobrir quem vai ficar com a coroa e com o coração do príncipe Maxon.

Logo no início do livro, America parece estar super decidida a ficar com Maxon e lutar por aquilo que acredita, mas com tantas guerras políticas, intrigas e mentiras, não tem como ter certeza de que eles realmente ficarão juntos, por mais previsível que o final possa parecer. Ficamos tão angustiados com as dúvidas dos protagonistas, que chega a causar um pouco de irritação. Outra coisa que me incomodou um pouco foi o fato de os dois serem extremamente orgulhosos em relação aos seus sentimentos. De qualquer forma, não tem como não amar Maxon e torcer por esse casal.

E esquecendo um pouco do romance, em A Escolha, a autora dá mais atenção a distopia em si. Claro que o romance Maxon-America-Aspen continua sendo o foco da série, mas nesse volume mergulhamos muito mais nas questões políticas e sociais do país.

Resenha A ESCOLHA (3)

Resumindo: eu gostei muito de todos os livros da série. A Escolha em especial me fez sentir várias emoções diferentes; sorri, chorei, torci, me irritei, me alegrei… enfim, acho incrível como uma autora consegue causar todas essas sensações em um leitor, por isso e por tantos outros motivos, eu passei a amar Kiera Cass. A forma que ela escreve é fascinante! De não largar o livro até ele acabar. Por falar nisso, fiquei bem satisfeita com o desfecho dos personagens. Acredito que foi um final justo para os fãs da série. Ficaram algumas dúvidas mal respondidas, mas nada que me fizesse mudar de opinião. A série é MARAVILHOSA e agora só me resta muita saudade.

“Eu o amava. Era incapaz de apontar precisamente o motivo de tanta certeza, mas soube na hora, com a mesma certeza com que sabia meu nome ou a cor do céu ou qualquer coisa escrita em um livro.” Página 95

 

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Um super beijo, fiquem com Deus!

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