12
jul

Resenha | A Identidade secreta dos Super-Heróis – Brian J. Robb

Categorias: Livros

Olá, leitores!

A resenha de hoje é especialmente para os fãs de HQs. Vamos falar sobre A Identidade secreta dos Super-Heróis, um livro que promete desvendar as histórias e origens dos maiores sucessos das HQs.

Título: A Identidade secreta dos Super-Heróis / Autor (a): Brian J. Robb / Editora: Valentina

Páginas: 304 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Do Super-Homem aos Vingadores, a evolução das lendas dos quadrinhos. A primeira aparição do Super-Homem em 1938 foi um momento sísmico na cultura pop mundial. Desde então, centenas de super-heróis foram criados, desconstruídos e reinventados para novas gerações de fãs de revistas em quadrinhos, especialmente os ícones da DC, Batman e Mulher-Maravilha, e os X-Men e Vingadores, do Universo Marvel. Você sabia que o Capitão América surgiu socando Adolph Hitler em sua revista de estreia? Que vários elementos da mitologia do Super-Homem, como a kriptonita — seu ponto fraco — e o amigo Jimmy Olsen, vieram do seriado de rádio e só depois foram incorporados aos gibis? Que a famosa minissérie Guerras Secretas, da Marvel, foi criada por encomenda para lançar uma linha de brinquedos e que foi publicada no Brasil completamente adulterada e mutilada? Esses e outros segredos guardados a sete chaves pelos personagens das HQs estão em A Identidade Secreta dos Super-Heróis. Nesta ampla e fascinante exploração do fenômeno dos heróis dos quadrinhos, Brian J. Robb mapeia a ascensão dos super-heróis americanos, do auge inicial na era da Grande Depressão em gibis descartáveis ao renascimento brilhante nos blockbusters mais populares do cinema do século XXI.

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Eu, como qualquer fã de HQs, quando vi esse lançamento da Editora Valentina, fiquei mega interessada em lê-lo. Esse livro mostra as principais informações sobre o surgimento, desenvolvimento, queda e ascensão dos heróis.

Brian J. Robb dividiu o livro em cinco partes: Origens!; Crise!; Excelsior!; Confusão! e Dominação!.

Ele começa em 1938, quando foi lançada a Action Comics (DC Comics) nº 1, que deu o pontapé inicial para algo fenomenal com o lançamento do icônico Superman, afinal até aquele momento só existiam as tirinhas em periódicos e revistas.

Robb faz aqui um pequeno apanhado do que havia antes do lançamento da Action Comics nº 1, onde se tem notícia dos primeiros quadrinhos e como ele se desenvolveu no decorrer dos anos. E assim acontece a Era de Ouro das revistas em quadrinhos.

Depois vem a crise que ocorreu após a era de ouro que ocorreu entre os anos de 1940 e 1945, momento em que havia uma enxurrada de gibis em circulação. E cada vez mais os quadrinhos se tornavam patrióticos e de alguma forma incluíam a guerra em suas histórias. Só que após a guerra as vendas começaram a cair cada vez mais, pois com o excesso de material o que mais se encontrava eram histórias rasas com tramas bobas.

Também nessa época surgiu o Comics Code Authority que impunha regras para que os quadrinhos pudessem ser publicados e vendidos. Até mesmo um estudo apareceu para afirmar que os quadrinhos não eram recomendados para crianças e adolescentes e isso causou uma enorme censura nos gibis de heróis por quase sessenta anos.

Contudo nesse momento surgiu um novo tipo de quadrinho voltado exclusivamente para o público infantil, onde os personagens são Mickey, Pateta e cia, Tarzan e outros que fazem sucesso até hoje.

Depois Robb conta como a Marvel Comics, principal rival da DC surgiu, trazendo heróis que tinham traços mais realistas e uma abordagem diferente. Inclusive quando se iniciou a era de prata dos quadrinhos, enquanto a DC relançava seus sucessos da era de ouro, a Marvel publicava novos personagens e os roteiristas buscavam criar certa identificação entre os personagens e os leitores.

Com isso a Marvel passou a ter uma atenção maior do publico e passou a ser referência no que diz respeito às HQs. E essa foi a Era de Prata dos quadrinhos.

Com o fim da era de prata houveram mudanças tanto nas editoras quanto no clima político, o que acabou se refletindo nas revistas em quadrinhos e um novo tipo de personalidade apareceu, o anti-herói… Enquanto os heróis estão ali para salvar o mundo, os anti-heróis se situam na estreita faixa entre o bonzinho e o vilão… Eles buscam fazer justiça, mas ao seu modo e nem sempre de acordo com as regras e da forma como deveria ser.

Como meus personagens preferidos são anti-heróis, adorei conhecer mais sobre esse aparecimento nas histórias! Os heróis são bonzinhos e certinhos demais. Prefiro até os vilões aos heróis rsrsrsrsrsrs.

Nos anos 70 algo novo surgiu e deu um novo gás ao mercado editorial de HQs, uma espécie de desconstrução do que é ser um super-herói. Agora os quadrinhos se preocupavam com o modo que as revistas seriam vistas pelos leitores, os personagens já famosos ganharam novas facetas ao serem remodelados, os que iam surgindo já apareciam bem mais complexos e profundos, as editoras passaram a criar novos selos para esse novo material.

A forma como os editores da DC viram para reconstruir o Homem de Aço foi com a inesperada e fantástica morte do Super-Homem, que foi um grandioso marco e mostrou ao mundo como ele seria se de fato ele morresse. Quando lançaram O Retorno do Super-Homem, uma série de cinco revistas que se tornaram as mais vendidas do mês, todos quiseram saber o que havia acontecido e como ele conseguiu voltar.

Após essa repaginada feita nos personagens das HQs não havia mais dúvidas de que o mundo era delas! Os heróis estavam aparecendo em outros meios, principalmente, no primeiro momento, nas radionovelas. Mas a cada momento eles iam ganhando mais e mais espaço nas outras mídias e se tornou o que vemos hoje em dia, em que existem na TV, no cinema, em brinquedos, vídeos do Youtube, etc.

Mesmo quem não conhece nada de quadrinhos não se sentirá perdido lendo esse livro, o autor conseguiu mostrar de uma forma bastante acessível os detalhes que rodeiam a criação e o desenvolvimento das HQs.

E, mais uma vez, a Editora Valentina fez um trabalho fantástico com a edição desse livro. A capa, além das cores chamativas com heróis voando, veio com uma textura quase igual as páginas das antigas HQs. Antes de cada capítulo existe uma separação com detalhes e desenhos que também seguem o estilo das HQs.

Mesmo com os capítulos extensos, a leitura de A Identidade secreta dos Super-Heróis flui de uma forma bem legal.

E é claro que eu super recomendo sua leitura!

 

10
jul

Resenha | A Febre do Amanhecer – Peter Gárdós

Categorias: Livros

Olá, queridos leitores!

Hoje vamos falar do primeiro romance do autor húngaro Peter GárdósA Febre do Amanhecer.

Título: A Febre do Amanhecer / Autor (a): Peter Gárdós / Editora: Companhia das Letras

Páginas: 216 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

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A Febre do Amanhecer é um romance ambientado na Suécia e tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Livros com essa temática sempre despertam o meu interesse, principalmente quando são histórias verídicas, como é o caso do livro em questão.

Aqui o leitor é apresentado a Miklós e Lili, dois jovens completamente diferentes, mas que ao longo de suas trajetórias acabam descobrindo alguns pontos em comum e passam a nutrir um sentimento lindo um pelo outro.

Os dois eram sobreviventes de guerra, por isso estavam em péssimas condições de saúde. Tanto Lili quanto Miklós estiveram bem próximos da morte, porém Miklós resolveu ignorar o diagnóstico do médico e procurar alguém para se casar. Ele escreveu cartas para diversas moças que estavam internadas nos hospitais da Suécia. Algumas responderam, inclusive Lili, e foi a partir daí que os dois passaram a se conhecer e, logo em seguida, dividir suas vidas e sentimentos através das correspondências.

A Febre do Amanhecer é um romance bem diferente de tudo que já havia lido. O fato do romance se passar num período pós-guerra gerou em mim um misto de sentimentos; em alguns momentos eu estava sorrindo e em outros me pegava chorando, por se tratar de uma história tão linda, mas ao mesmo tempo dolorosa e real.

Gostei da forma de como o autor não focou apenas no romance, mas também na história de superação e sobrevivência do casal. Isso sem contar que esse foi o meu primeiro contato com a escrita de um autor húngaro e fiquei bem contente por isso.

Pra completar, a Companhia das Letras ainda fez um belíssimo trabalho com a edição! Assim que vi essa capa linda com recortes das correspondências fiquei completamente apaixonada porque eu amo escrever cartas. Ah! e internamente podemos encontrar vários trechos das correspondências trocadas pelo casal. Lindo isso, né?

Agora só me resta indicar esse livro a vocês, sobretudo para quem ama histórias ambientadas em períodos de guerra.

 

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06
jul

Resenha | Opala – Jennifer L. Armentrout

Categorias: Livros

Olá, queridos leitores!

Essa resenha é especialmente pra você que acompanha a Saga Lux. Hoje vamos falar de Opala, o terceiro volume de uma série de romance sobrenatural, escrita pela talentosa Jennifer L. Armentrout e publicada aqui no Brasil pela Editora Valentina.

Título: Opala / Saga: Lux / Autor (a): Jennifer L. Armentrout / Editora: Valentina

Páginas: 416 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Ninguém é igual ao Daemon Black. Quando ele prometeu que iria provar seus sentimentos por mim, não estava brincando. Nunca mais vou duvidar dele. E agora que conseguimos finalmente aparar nossas arestas, bem… Tem rolado muita combustão espontânea. Mas nem mesmo ele pode proteger a família dos perigos de tentarem libertar aqueles que amam. Depois de tudo o que aconteceu, já não sou mais a mesma Katy. Tornei-me uma pessoa diferente… E não sei bem o que isso vai significar no final. Quanto mais nos aproximamos da verdade e nos colocamos no caminho da organização secreta responsável por torturar e testar os híbridos, mais me dou conta de que não existe limite para o que sou capaz de fazer. A morte de um ente querido continua afetando a todos, a ajuda surge do lugar mais improvável, e nossos amigos irão se tornar nossos piores inimigos, mas não podemos voltar atrás. Mesmo que com isso estejamos arriscando destruir nosso mundo para sempre. Juntos somos fortes… e eles sabem disso.

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Antes de qualquer coisa, como esse é o terceiro livro de uma série, bom lembrar que a resenha a seguir pode conter spoilers dos livros anteriores, Obsidiana e Ônix.

Como no anterior, Opala se inicia logo após os eventos do livro anterior. E como Ônix terminou de uma forma bastante surpreendente, deu a entender que Opala seria bem mais interessante do que foi o livro dois.

O irmão do Daemon e Dee acabou de retornar após ser resgatado das mãos da Deadalus, uma sociedade secreta que estuda os híbridos, por meio nada legais. Porém Dawson voltou completamente transtornado por ter deixado para trás sua namorada Beth e isso o tornou um personagem beeeem insuportável, inconsequente e incontrolável. Mas quando a Katy e o Daemon concordam em se juntarem a ele para tentarem um resgate, ele fica mais tragável…

Além de terem que ir resgatar Beth, eles também se preocupam com o que aconteceu ao Will, já que nada ficou definido, e existe sempre uma sensação de ansiedade por mais informações e isso acaba ficando um tanto repetitivo depois de um tempo.

E, para dar uma complicada, o Blake também está de volta e dessa vez ele vem preparado. Como ele pode ajudar no resgate, já que ele é um Luxen e quer tirar das mãos da Deadalus, Chris, a pessoa que lhe transformou.

Sob ameaça, Katy e Daemon aceitam a ajuda dele e com essa reaproximação entre os dois, a possessividade do Daemon surge com tudo e que depois de um tempo cansa. Até porque, diferente do livro anterior, a Katy não permite uma aproximação do Blake, afinal já teve decepções demais e, como já está com os poderes mais controlados, vai junto no resgate.

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No decorrer do livro percebemos como a Katy e o Daemon estão mais equilibrados em sua relação e a interação entre eles está bem madura. Gostei bastante de como eles evoluíram como casal e individualmente.

Assim, o objetivo principal dessa vez é o resgate da Beth e do Chris, mas existem algumas outras histórias paralelas que chegam a ser um pouco cansativas, já que não desenvolvem realmente a história, mas parece uma “encheção” de linguiça.

Novamente, o final é de cair o queixo, mas não sei se a jornada até esse final compensou. Mas mesmo que não tenha sido uma leitura fantástica, quero muito saber o que acontecerá no próximo livro.

E a edição da Valentina continua fazendo um trabalho muito bom com essa série; a capa, os pequenos detalhes dos capítulos, tudo muito lindo!

Eu recomendo essa série para quem gosta de romance com toques de aventura.

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Até a próxima!

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