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Resenha | Minha vida mora ao lado – Huntley Fitzpatrick

Categorias: Livros

Hoje vamos de mais uma resenha literária. O eleito da vez foi um livro sobre valores, ética, segredos, amadurecimento e, claro, amor! Vamos conversar sobre Minha vida mora ao lado, da Huntley Fitzpatrick.

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Título: Minha vida mora ao lado / Autor (a): Huntley Fitzpatrick / Editora: ValentinaPáginas: 320

 Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e…
Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe.
Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios?
Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?

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Quem narra essa história é a própria protagonista, Samantha. Ela é  filha de uma deputada e tem uma conduta “certinha” devido às exigências da mãe. Samantha tem também uma irmã mais velha, a Tracy, que é a rebelde da família e que tem uma participação pequena na trama porque vai passar as férias de verão fora de casa.

Os vizinhos de Sam são os Garrett, uma família grande, barulhenta, engraçada e totalmente diferente da família de Samantha. Eles também são unidos, amorosos e se preocupam uns com os outros. Grace, a mãe de Sam, faz questão que as filhas se mantenham distantes deles. Mas o que ela não sabe é que Samantha sempre observa os os vizinhos e que quando ela menos imaginar, sua caçula estará mais próxima dos Garrett do que dela mesma.

“Minha mãe nunca ficou sabendo de uma coisa, algo que ela reprovaria radicalmente: eu observava os Garrett. O tempo todo.”

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Eu queria ter gostado muito mais de Minha vida mora ao lado, porque sei que existem leitores apaixonados por esse livro. Mas a verdade é que achei a leitura um pouca cansativa. A falta de conflitos interessantes, de reviravoltas e de personagens cativantes me deixaram desmotivada.

O ponto alto do livro pra mim foi Jase e sua família. Ele é um amorzinho! Trabalhador, responsável, lindo e apaixonado. E o Sr. e a Sra Garrett formam um casal de fazer inveja. Que lindas as cenas em que a família estava toda reunida, eu adorava! Até agora estou pra entender qual o problema e preconceito com famílias numerosas.

Tim, um adolescente que até metade do livro só faz besteira, no fim é o personagem secundário que mais cresce na trama. Além do seu próprio amadurecimento, ele prova que é um grande amigo e tem uma função super importante para a união do casal protagonista. Os outros personagens não me agradaram tanto. Samantha é uma adolescente comum. Apesar de ser rica por herança e filha da deputada, ela não é aquela garota mimada e chata. Pelo contrário, trabalha em dois empregos, isso sem contar com o de babá dos Garrett. Nesse ponto ela é admirável, mas em alguns momentos se mostrou insegura, ao apenas aceitar sem questionar o que lhe era imposto. Ainda bem que a autora trabalhou o amadurecimento dela e, ao final do livro, encontramos uma Samantha muito mais confiante. Grace, a mãe da nossa protagonista, é aquele tipo de mulher que só pensa no trabalho e esquece a família. O namorado dela, Clay, é um cara irritante. Nan, a melhor amiga de Samantha, eu prefiro nem comentar. Ganhou a minha antipatia, mas preciso admitir que é exatamente o tipo de pessoa que existe na vida de qualquer um. Além do mais, personagens como esses foram importantes para a autora trabalhar temas como ética e valores.

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Resumindo: eu achei o começo desse livro bem interessante. Os fatos foram acontecendo rápido (inclusive o romance) e eu estava num ritmo de leitura muito bom. Porém no meio do livro as coisas foram ficando mais lentas e eu fui me desmotivando. Sabe quando você tem a sensação de que nada mais vai acontecer? Pois é… Mas eis que surge uma reviravolta bem lá pro finalzinho do livro, mas pra mim já foi tarde demais, porque tive a impressão de que tudo foi jogado muito depressa e que algumas perguntas ficaram sem resposta.

Mas essa é uma opinião muito pessoal. Tenho certeza de que várias pessoas pensam o contrário, tanto é que foi justamente por ler diversos comentários positivos que eu decidi fazer essa leitura. Talvez eu não estivesse no momento certo para mais um young adult ou talvez ter lido dois livros da mesma autora em sequência tenha me deixado enfadada, não sei. O que sei é que você precisa tirar suas próprias conclusões sobre essa leitura, porque cada um tem um gosto e, diferente do que aconteceu comigo, Minha vida mora ao lado pode ser incrível pra você.

Esse é o segundo livro que leio da Huntley Fitzpatrick. O primeiro foi o Pensei que fosse verdade, que também é uma história com protagonistas adolescentes e que se passa no verão, também publicado pela Editora Valentina. Por falar em editora, o projeto gráfico do livro está lindo. A capa, as orelhas, a lombada… tudo! Gostei especialmente da capa, ela simboliza bem o conteúdo do livro: o primeiro amor!

 

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Beijos e até a próxima!


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6 Respostas para "Resenha | Minha vida mora ao lado – Huntley Fitzpatrick"

Denise Crivelli - 29-10-2016 (23:56)

Oi
uma pena que não gostou tanto desse livro, eu adorei ele e os personagens me cativaram, quer dizer quase todos. Adorei os Garrett, quero ler o livro que fala sobre o irmão da Nan o Tim e a imrã mais velha do Jase.

momentocrivelli.blogspot.com

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Helen Dutra Helen Dutra - novembro 3rd, 2016 em 2:18 am respondeu:

Oi, Denise.
Sabia que ia encontrar mais pessoas que gostaram de Minha Vida mora ao lado. Acho que o problema foi que realmente em não estava no clima pra mais um YA. O Tim e a irmã do Jase (que agora eu esqueci o nome) parecem um casal mais interessante, por conta da personalidade forte deles.
Obrigada pela visita. Beijos! 🙂

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Juliana Ferreira - 31-10-2016 (21:14)

Gostei da resenha, assumo que mesmo que o final seja bom, mas se o meio me cansar também vou deixar de gostar do livro.

Beijos
https://pimentasdeacucar.blogspot.com.br/

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Helen Dutra Helen Dutra - novembro 3rd, 2016 em 2:19 am respondeu:

Pois é, Ju.
Acho que o problema maior foi esse… 🙁

Obrigada pela visita. Beijos!

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Ruhh Belle - 12-11-2016 (23:22)

Ooi, Helen! Um tempinho sem vir e eu já fico babando no seu layout e na sua forma de escrever, que é sempre tão sincera e envolvente rsrs
Então, eu passei no blog da Ju e ela fez resenha também de um livro que a personagem principal também era adolescente, e lá eu disse que: não gosto muito de livros com adolescentes, mesmo que eu seja uma. Acho que os escritores ficam na mesma tecla ao escrever sobre um personagem ou que é chato, mimado, indeciso ou que só sabe chorar. Claro que muitos adolescentes são bem imprudentes e tal, mas acredito que os autores devem tbm destacar os adolescentes que pensam e que amadurecem mesmo, não fica na infantilidade de sempre. Mas, como vc disse que a personagem não é chata nem mimada, já me deixa mais tranquila rs Espero ler um dia, dar uma chance mesmo, já que vejo pessoas comentando 🙂
Parabéns pela resenha e espero que a próxima leitura não seja cansativa, mas cheia de surpresas!
Bjs

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Helen Dutra Helen Dutra - novembro 19th, 2016 em 8:07 pm respondeu:

Oi, Ruhh.
Um tempinho sem você vir aqui e eu já fico com saudade dos seus comentários sempre tão sinceros. 🙂
Eu acabei de ver essa resenha no blog da Ju e até comentei lá que no momento não tô curtindo personagens adolescentes.
Acho que um pouco disso tem a ver com a minha idade. Vou ficando velha e passo a me identificar com personagens mais maduros, sabe? (não que eu seja kkk)
Mas enfim, tenho certeza que o livro encanta o público alvo e até pessoas mais velhas também, mas infelizmente esse não foi o meu caso.

Um beijo, sua linda.

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