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Resenha | Quando finalmente voltará a ser como nunca foi – Joachim Meyerhoff

Categorias: Livros

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi: um livro que já desperta a curiosidade pelo título enorme e pela capa que sugere uma criança com raiva. Parece algo bem incomum e realmente é. Nessa obra do alemão Joachim Meyerhoff, passamos a enxergar o mundo pelos olhos de um menino que cresce em meio aos loucos e dentro de um lar carinhoso mas ao mesmo tempo desestruturado.

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Título: Quando finalmente voltará a ser como nunca foi / Autor (a): Joachim Meyerhoff / Editora: Valentina

Páginas: 352 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade – e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica – e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

A trama é narrada por Joachim, o filho mais novo do diretor do hospital psiquiátrico Hesterberg para crianças e adolescentes. A família, composta ainda pela mãe e por mais dois irmãos, vive numa casa que fica dentro do terreno da Instituição. O chefe da família é um médico psiquiatra brilhante, mas que como pai e marido deixa muito a desejar. Ele prefere ler a sair com a esposa ou dedicar um pouco de atenção aos filhos. A mãe vive somente para a família, e toda essa entrega e dedicação, no fundo, lhe causa uma frustração por nunca ter saído do lugar onde vive. Os outros dois filhos em certos momentos se mostram carinhosos, mas na maior parte do tempo tramam maldades e formas de humilhar o irmão caçula. O próprio Joaquim é um garoto esperto, curioso, criativo, porém a qualquer momento pode ter ataques de raiva que o fazem ter atitudes irreconhecíveis. Como deu pra perceber, a família toda é muito inconstante, e é nesse ambiente tão conturbado que o nosso protagonista cresce, faz amizades incomuns e trilha seu caminho para o futuro.

“Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro.” Página 345

Minha experiência de leitura teve pontos altos e baixos. O início do livro foi bem empolgante porque a narrativa indicava que haveria um dilema principal. Porém os capítulos seguintes não apresentaram uma continuidade, e sim situações corriqueiras na vida do protagonista e de sua família. A impressão que eu tive era de uma pessoa me contando como tinha sido sua infância, com quem ela tinha convivido, como eram essas pessoas e quais lições ela extraiu de suas experiências de vida. Por um lado isso foi muito bom, porque os episódios relatados a cada novo capítulo vinham sempre carregados com alguma reflexão. Além disso, ao longo de toda a trama, temos a oportunidade de conhecer diversos personagens secundários. Alguns deles me cativam muito, como Margret, uma das internas do hospital que tinha uma forma peculiar de falar, como se toda frase fosse uma só palavra e sua exclamação favorita era: Minhanossanãoacredito! ( kkkk, eu adorei essa personagem). Outros eram tão peculiares que não tinha como não ficar interessada por eles, como Marlene, uma menina de catorze anos que possuía uma letargia altamente contagiosa e queria morrer (essa última era bem sinistra).

Por outro lado, a narrativa é arrastada e cansativa, o que fez com que eu demorasse mais do que imaginava para concluir a leitura. Provavelmente os leitores acostumados com esse tipo de descrição não tenham o mesmo problema que eu tive e talvez eles até aproveitem melhor o livro. Mas se você, assim como eu, prefere livros mais dinâmicos, eu aconselho a procurar um momento certo para fazer essa leitura.

De qualquer forma, valeu a pena ter perseverado até o fim, pois achei que os melhores capítulos ficaram no final e porque, analisando a obra como um todo, foi um livro que me fez sair da minha zona de conforto; Quando finalmente voltará a ser como nunca foi abordou um assunto totalmente diferente de tudo que eu já havia lido, além de ter sido meu primeiro contato com a literatura alemã.

Por fim, vamos falar dessa edição belíssima da Editora Valentina. A capa, as ilustrações, as orelhas, tudo torna o objeto livro ainda mais atraente e totalmente de acordo com a temática abordada. Outro aspecto muito importante a ser mencionado é que ao longo da leitura encontramos várias notas de rodapé esclarecendo termos que são peculiares da cultura alemã, o que enriquece em muito a experiência para qualquer leitor.

Eu poderia falar ainda muito mais dessa obra que despertou em mim tantas sensações diferentes, mas prefiro deixar que vocês descubram isso por si mesmos. Encerro esse post encorajando todos que se interessaram pela premissa da história e pelas minhas impressões sobre o livro a lerem Quando finalmente voltará a ser como nunca foi e tirarem suas próprias conclusões.

 

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Até a próxima!


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10 Respostas para "Resenha | Quando finalmente voltará a ser como nunca foi – Joachim Meyerhoff"

Juliana Lolpes - 14-02-2017 (15:59)

Que lindo!!!
Vim conhecer seu blog e já fiquei apaixonada!!!
Já quero comprar esse livro tb!!!!

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Helen Dutra Helen Dutra - Fevereiro 15th, 2017 em 11:33 pm respondeu:

Que boooom!
Obrigada ela visita, Juliana. 😉 Bjos!

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Esther - 15-02-2017 (02:46)

Olá, tudo bem?
Amei a resenha sincera!
Eu gosto tanto da capa quanto do título desse livro e está na minha lista. Que pena que você não gostou tanto, mas obrigada pelo aviso, vou ler sem tantas expectativas.
Beijos!

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Helen Dutra Helen Dutra - Fevereiro 15th, 2017 em 11:32 pm respondeu:

Oi, Esther.
O único ponto negativo que achei foi a narrativa arrastada, mas isso é algo bem pessoal, concorda?
Espero que você goste do livro quando vc tiver a oportunidade de ler. 😉 Bjos!

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Samara Santos - 17-02-2017 (00:03)

Ótimo Artigo !!! Gostei deste artigo, encontrei várias informações e dicas excelentes, estou adorando visitar e ler os artigos deste blog.

Parabéns !!!!

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Thalita - 17-02-2017 (10:57)

Achei super interessante, e anotei o nome aqui pra comprar <3

Beijos,
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Plínio Batista - 17-02-2017 (13:32)

Ameeeei, que livro é esse? Ele já está na minha lista do Skoob é preciso urgentemente tirar ele de lá kkkkk. Essa capa ficou muito legal meu haha. Amei tua resenha também, muito boa. ??

Beijos,
Plínio | http://www.ocristaocriativo.com

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Helen Dutra Helen Dutra - Abril 20th, 2017 em 5:59 pm respondeu:

Oba, Plínio!
Espero que curta muito a leitura.
Obrigada pelo comentário! =)

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Juliana Ferreira - 17-02-2017 (21:27)

Gostei da sua resenha, assumo que ele em particular não me interessou mas parece ser uma boa leitura para quem gosta do estilo.

Beijos
http://pimentasdeacucar.blogspot.com.br

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Denise Crivelli Nascimento - 19-02-2017 (19:34)

Oi
que bom que insistiu na leitura mesmo sendo um pouco lenta e gostou, essa edição parece estar linda.

momentocrivelli.blogspot.com

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