12
maio

Resenha | Cartas de amor aos mortos – Ava Dellaira

Categorias: Livros

Olá, queridos leitores!

Como resenha de estreia nesse blog super fófis e amorzinho, venho até vocês falar um pouco sobre minha experiência com a leitura desse livro que é simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!

Você pode achar o título bem subjetivo, e até imaginar que se trata de uma leitura cansativa, ou deprimente, mas já nas primeiras páginas você vê que esse livro trata de assuntos importantes, e mostra uma jornada de autoconhecimento, e brilhantes citações, com a qual você se apaixona mais a cada página lida e até para um pouco para refletir.

Se até aqui você já se sentiu intrigado a descobrir do que essa belezinha fala, então sugiro que se segure a sua cadeira, porque vamos embarcar juntos nessa história.

Título: Carta de amor aos mortos / Autor: Ava Dellaira / Editora: Seguinte / Páginas: 344

 Skoob: Adicione /  Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky.
Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Laurel, adolescente, confusa, deprimida, extremamente solitária, sente a dor da perda de sua irmã (que era como seu guia de vida) esmagar seu coração todos os dias, desde aquele momento em que ela se viu obrigada a vê-la partir. Ela deveria ter ido para a escola onde todos os seus amigos fariam o ensino médio juntos, mas, devido à sua perda, resolve recomeçar em uma nova escola.

Em sua cabeça, estar em um lugar novo evitaria os olhares de pena, as perguntas sem resposta, e lhe permitiria embarcar em uma jornada de autoconhecimento. Sua mãe estava longe, seu pai, mesmo perto, parecia guardar tanta tristeza, que ela achava que só em tocá-lo ele transbordaria sua dor, então ela se manteve distante.

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“… na vida, a gente nunca tem certeza do que vai acontecer, mesmo que planeje tudo.” Pág. 38

Laurel teve sua voz calada no dia em que sua irmã morreu, e foi logo na primeira aula de inglês que ela descobriu uma forma de falar o que não podia dizer em voz alta.

As cartas deveriam ser entregues a sua professora, a Sra. Buster, mas na verdade, ela nunca conseguiu entregá-las. Basicamente todos os dias ela escrevia, e mesmo assim sentia como se algo estivesse preso e ela não conseguisse falar; Laurel sentia-se solitária, não fosse por Sky, o belo jovem que fazia seu coração se aquecer.

Lembrando-se das palavras de Amelia Earhart, que disse “na vida, podemos ser mais que passageiros”, ela enche-se de coragem e faz suas primeiras amizades: Natalie, amante das artes e Hannah, que sonha um dia ser cantora, logo depois vem Tristan e sua namorada Kristen, que já estão no 3º ano, juntos com Sky, por quem ela já está caidinha!

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Tudo poderia ser perfeito a partir dali, mas com as novas amizades vieram também os dramas pessoais de cada um, e Laurel é o tipo de pessoa que tem um coração que bate fora do peito; ela vivia intensamente seus próprios traumas, e isso ia além da morte de sua irmã. O fato de ela não falar com seus amigos a respeito e nem com qualquer outra pessoa, a não ser expressando-se pelas cartas, fez com que ela só aumentasse seu ponto de interrogação a respeito do rumo em que sua vida seguiria.

Laurel estava perdida em sua própria história, e seu coração ficava cada vez mais pequenininho. Tudo batia em sua cabeça ao mesmo tempo: a distancia de sua mãe, sua tia Amy sempre tão amável, mas presa em uma vida solitária, seu pai perdido em sua dor, a morte de May… Ela poderia tê-la salvado? Como tudo seria se ela ainda estivesse com ela? Será mesmo que era de salvação que ela precisava, ou apenas de tempo para descobri seu próprio caminho?

Para Laurel, May era uma lua, em torno de quem todos se juntavam, e ela achava que enquanto tivesse sua irmã, tudo ficaria bem. Mas a verdade era bem diferente, Laurel nunca soube muito como se expressar, e por isso tudo se tornou mais difícil entre ela e Sky. Será que seria o fim para eles? Como as coisas na vida de Laurel ficaram tão confusas? Qual o ponto ela deve partir para fazer tudo dar certo? Será que entra ela e Sky será possível uma história de amor?

Quer descobrir a respostas dessas e de outras interrogações? Eu sugiro você ir até o final dessa leitura pra descobrir o que te espera.

“… não somos transparentes.

Se quisermos que alguém nos conheça,

precisamos nos revelar a essa pessoa.”

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Cartas de amor aos mortos veio como dois mundos paralelos: um onde a mocinha tenta superar suas limitações, seus medos, sua dor, amar seus novos amigos, ajudá-los em seus sofrimentos, e ainda tentar viver seu romance, com o medo de perdê-lo devido ao passado. Mas o que será que ela realmente esconde? Será que Laurel conseguirá dizer adeus a sua amada irmã?

A outra metade do livro nos faz olhar para artistas famosos de maneira diferente, será que sua morte teve algum significado além do que antes nós já havíamos julgado ser correto?

“Às vezes, quando falamos, ouvimos o silêncio. Ou apenas ecos. Como gritos vindos de dentro. E isso é muito solitário, só acontece quando não estamos prontos para ouvir. Porque toda vez que falamos, há uma voz. Existe o mundo que responde.” Pág. 323

 

Se você quer também se emocionar com Cartas de amor aos mortos, te incentivo a fazer essa leitura. É delicioso tudo o que esse livro pode despertar em você ao longo de cada página. É uma mistura de grandes descobertas, e quando você acha que não pode mais se surpreender, ele vem e desmonta você por inteiro!

 

Um grande beijo e até a próxima!

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