04
out

Resenha | O Diabo Ataca em Wimbledon – Lauren Weisberger

Categorias: Livros

Acho que todos já assistiram ou pelo menos já ouviram falar no filme O Diabo veste Prada, né? Eu adoro essa adaptação cinematográfica e fiquei super interessada em conhecer a escrita da autora, e tive a oportunidade de fazer isso quando a Editora Record lançou outra obra dela, O Diabo Ataca em Wimbledon, que conta a história da tenista Charlotte e sua luta para alcançar o topo do sucesso.

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Título: O Diabo Ataca em Wimbledon / Autor (a): Lauren Weisberger / Editora: Record

Páginas: 400 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Até onde você iria para chegar ao topo? Da mesma autora de O diabo veste prada!”
Quando a tenista queridinha dos americanos, Charlotte “Charlie” Silver, faz um pacto com o diabo — o treinador carrasco Todd Feltner —, é catapultada para um mundo de estilistas famosos, festas exclusivas, jogos beneficentes a bordo de iates gigantescos e encontros românticos com a realeza hollywoodiana. Sob a nova direção impiedosa de Todd, Charlie, a menina boa, já era. Todd só quer saber de Charlie, a “Princesa Guerreira”. Afinal de contas, ninguém chega ao topo sendo bonzinho. Revistas e blogs de fofocas seguem Charlie freneticamente em suas viagens pelo mundo perseguindo vitórias em Grand Slams e manchetes no Page Six. Mas, quando a estrela da Princesa Guerreira ascende dentro e fora das quadras, há um preço a pagar. Num mundo obcecado por aparências e celebridades, estaria Charlie Silver disposta a se perder para vencer a todo custo? De Wimbledon ao Caribe, do US Open ao Mediterrâneo, O diabo ataca em Wimbledon é um passeio sexy e perversamente divertido por um mundo em que as apostas são altas — e as regras do jogo nem sempre são respeitadas.

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Em O Diabo ataca em Wimblendon, somos levados ao mundo dos esportes, mais precisamente às quadras e aos bastidores do tênis, pois a protagonista, Charlotte, ou apenas Charlie, é uma tenista profissional que acaba de sofrer uma grave lesão que pode comprometer toda a sua carreira.

Depois de ser aconselhada a abandonar o esporte, Charlie decide dispensar sua atual treinadora e amiga, e contratar o melhor técnico do tênis, Todd Feltner. Ele, que até então só havia treinado homens, aceita a missão de colocar o nome de Charlie no topo do ranking, mas para isso exigirá dela muitas renúncias, sacrifícios, mudanças de hábitos e até mesmo de personalidade.

“… eu estava sempre tentando fazer todos gostarem de mim. Ninguém mais parece se importar com isso, então por que eu deveria me preocupar?” Página 220

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Não é difícil imaginar que o diabo dessa história é o técnico Todd. Em seu currículo, ele já ajudou vários jogadores a chegarem ao topo do pódio; por outro lado, é um sujeito extremamente exigente, carrasco e grosseiro. Além das longas horas de treino, academia, uma dieta super restrita e muitas outras regras, o novo treinador também decide mudar a imagem “boazinha” de Charlie. A partir de então, a tenista começa a frequentar festas exclusivas, a ser acompanhada por estilistas renomados, a fechar patrocínios com grandes marcas e até a se relacionar com gente famosa, tudo em nome da imagem de “Princesa Guerreira” que Todd cria para ela.  

Porém, quanto mais vitórias Charlie vai acumulando nas quadras, mais complicada fica sua vida fora das competições. Ela começa se questionar se realmente está disposta a vencer custe o que custar, enquanto nós, leitores, somos levados a refletir sobre até que ponto devemos ir para alcançar nossos objetivos.

Apesar de amar chick-lits, eu não consegui me envolver muito com o livro. Achei que a autora se prolongou muito em alguns assuntos e não desenvolveu certos pontos que eu estava ansiosa por um desfecho feliz, como por exemplo o relacionamento com Dan, que foi um fofo e uma companhia constante de Charlie nos treinos (adorava as cenas com ele!). Os personagens não me cativaram; Charlie foi uma protagonista sem personalidade; fazia tudo lhe mandavam fazer e no final, quando percebeu que tinha feito escolhas erradas, já era tarde demais. Gostaria de vê-la dando a volta por cima nas quadras e “acabando com azinimigas”.

Alguns personagens secundários tiveram destaque, como o agente de Charlie, que também era seu irmão e tinha uma relação linda com ela; gostei da forma de como um cuidava do outro. Vale mencionar também o pai da tenista, que estava sempre por perto, tentando abrir os olhos da filha.

De um modo geral foi uma leitura de entretenimento. Não me acrescentou nada, mas também não odiei ter lido. Achei que foi um livro que focou nas escolhas de uma pessoa e suas consequências. Senti falta de uma aprofundação no romance, afinal, Charlie merecia um amor que compensasse seu lado de entrega à profissão. Mas como a própria autora deixou claro na história: ser atleta não é fácil. Tem todo o lado do glamour e da fama, mas só quem viaja o ano inteiro de torneio em torneio, sabe como é se sentir sozinha, sem muitos amigos por perto e sem um relacionamento verdadeiramente sólido.

Ainda pretendo ler O Diabo veste Prada, pois como mencionei anteriormente, adoro o filme e espero que o livro seja bem divertido. Deixo como recomendação O Diabo ataca em Wimblendon pra você que gosta de leituras como essa ou deseja um livro leve e fácil.

Beijos e até a próxima!

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15
set

Resenha | Minha vida (não tão) perfeita – Sophie Kinsella

Categorias: Livros

Sabe aquelas vidas perfeitas que são mostradas nos feeds do Instagram? Onde todo mundo parece imensamente feliz, viajando, frequentando lugares maravilhosos e comendo comidas que nos deixam com água na boca? Pois é basicamente em cima desses aspectos que o mais recente lançamento de Sophie Kinsella se desenvolve.

Título: Minha vida não tão perfeita / Autor (a): Sophie Kinsella / Editora: Record

Páginas: 406 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita, mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok… Não é bem assim… Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Katie é uma garota de Somerset apaixonada por Londres. Seu sonho sempre foi viver todo o glamour e o agito londrino e, mesmo seu pai sendo contra, ela resolveu deixar tudo para trás pra se mudar para Londres e começar a trabalhar numa empresa de marketing. Katie até adotou um novo apelido, Cat, para parecer mais descolada, e começou a criar uma nova personalidade; se livrou do sotaque do interior, cortou a franja, passou a fazer escova todos os dias e a se maquiar de outra maneira. Ficou totalmente diferente.

O que Katie não imaginava era que a vida em Londres não seria tão perfeita como ela sempre sonhava; a realidade é que ela dividia um flat pequeno com duas pessoas que mal conhecia e seu emprego não era exatamente o que ela esperava, já que a nossa protagonista só consegue uma vaga como estagiária e a empresa fica muito longe de sua casa.

A pessoa em que Katie se espelha é sua chefe Demeter, que apesar de ser uma megera, tem a família perfeita, zilhões de amigos, uma casa maravilhosa, frequenta os melhores restaurantes e vai a festas, premiações e aos eventos mais badalados do momento, ou seja, tudo que Katie sempre quis.

Mesmo passando por dificuldades, Katie se esforça muito e faz de tudo para se manter no emprego. Enquanto isso, no Instagram, ela posta fotos bem diferentes de sua realidade, mostrando o quanto sua vida parece ser cool e perfeita (lembra alguém que conhecemos, né? – uma amiga, um familiar ou até nós mesmos). Mas no fundo, ela não tem dinheiro pra bancar a vida que mostra ter nas redes sociais; tudo o que essa garota deseja é uma chance de mostrar todo o seu potencial. E é aí que o inesperado acontece: sua chefe a demite e sua vida vira pelo avesso.

“Depois, num impulso, dou uma olhada nos meus posts antigos no Instagram e vejo fotos de cafés em Londres, paisagens, registros de bebidas e rostos sorridentes (a maioria de desconhecidos). Aquilo tudo me parece um filme bem alto-astral, então qual o problema nisso? Muitas pessoas usam filtros coloridos e essas coisas no Instagram. Bom, meu filtro é o filtro do “é assim que eu queria que fosse””. Página 69

Essa foi uma leitura extremamente prazerosa pra mim! Minha vida (não tão) perfeita é recheado de diversão, confusão, descobertas, aceitação e claro, um romance fofo. Sem falar que eu me identifiquei muito com a protagonista. Eu conseguia me visualizar em várias situações constrangedoras que a Katie passava (do tipo fotografar um milk-shake de outra pessoa e postar no Instagram como se fosse meu. Hahaha! Quem nunca?) e tenho certeza que muitas de vocês também se identificarão, principalmente se vocês não compartilham as coisas não tão incríveis de suas vidas e se dedicam a ter um “feed perfeito”.

Ah! E eu já mencionei o quanto a história é engraçada? Porque é muito, muito, muito divertida! E ainda no meio de todo “babado, confusão e gritaria”, ela conhece Alex, que era superior a Demeter, ou seja, seu chefe, e que também não era o tipo de homem que se apega a lugares e principalmente a pessoas. É muito bacana a forma como eles vão se conhecendo e se envolvendo, apesar do relacionamento não ser o foco principal do livro.

Enfim, é impossível não se envolver com a história. Katie é muito engraçada; eu ri muito e ainda rio cada vez que lembro das loucuras dela. A leitura é tão leve e cativante, que as 406 páginas passam voando.

Ah! Não posso deixar de mencionar que adorei a mensagem que a autora quis passar a respeito de quem vive de aparências, daqueles que se consideram superior aos outros e principalmente quando ela mostra que nossas escolhas determinam onde queremos chegar.

Encerro essa resenha reforçando o quanto A-M-E-I Minha vida (não tão) perfeita e recomendando a todos vocês, não somente para os fãs de Sophie Kinsella ou para aqueles que não dispensam um chick lit, mas para todos os leitores que desejam se divertir com uma leitura rápida, leve e cativante.

Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação à vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se: essa pessoa também tem seus momentos não tão perfeitos. Claro que tem. E sempre que você vir sua própria situação não tão perfeita, se sentir desesperado e pensar ‘minha vida é isso?’, lembre-se: não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar, às vezes.”

Fiquem com Deus e lembrem-se: sejam vocês mesmos!

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16
ago

Resenha | Quando a noite cai – Carina Rissi

Categorias: Livros

A resenha de hoje é mais um romance da diva do chick-lit nacional, Carina Rissi. Em Quando a noite cai, a autora presenteia seus fãs com um história envolta em mistérios, maldições, lendas e claro, muita paixão.

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Título: Quando a noite cai / Autor (a): Carina Rissi / Editora: Verus

Páginas: 476 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Briana Pinheiro sabe que não é a pessoa mais sortuda do mundo. Sempre que ela está por perto algo vai mal, especialmente no trabalho. Por isso é tão difícil manter um emprego. E a garota realmente precisa de grana, já que a pensão da família não anda nada bem. Mas esse não é o único motivo pelo qual Briana anda perdendo o sono. Quando a noite cai e o sono vem, ela é transportada para terras distantes: um mundo com espadas, castelos e um guerreiro irlandês que teima em lhe roubar os sonhos… e o coração. Depois de ser demitida — pela terceira vez no mês! —, Briana reúne coragem e esperanças e sai em busca de um novo trabalho. É quando Gael O’Connor cruza seu caminho. O irlandês de olhar misterioso e poucas palavras lhe oferece uma vaga em uma de suas empresas. Só tem um probleminha: seu novo chefe é exatamente igual ao guerreiro dos seus sonhos. Enquanto tenta manter a má sorte longe do escritório, Briana acaba por misturar realidade e fantasia e se apaixona pelo belo, irresistível e enigmático Gael. Em uma viagem à Irlanda, a paixão explode e, com ela, o mundo de Briana, pois a garota vai descobrir que seu conto de fadas está em risco — e que talvez nem mesmo o amor verdadeiro seja capaz de triunfar…

Briana é uma moça atrapalhada e com uma tremenda má sorte. Ela precisa muito ajudar sua família financeiramente, mas não consegue durar em emprego nenhum, até o dia em que é atropelada por Gael, um cara lindo, alto, charmoso e que parece ter saído diretamente de seus sonhos.

O fato é que nos últimos cinco anos, Briana sonha todas as noites com um guerreiro irlandês chamado Lorcan e ele se parece muito com o homem que a atropelou. Agora, ela acaba se vendo envolvida em uma nova situação, onde além de conseguir um novo emprego (Gael lhe proporciona essa oportunidade), Briana consegue ficar mais próxima do chefe e tenta entender o porque da sua semelhança com Lorcan.

“Porque quando se ama, por mais impossível que possa parecer, a esperança persiste e você luta até o último suspiro.” Página 237

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Quem é leitor do blog já sabe que eu sou super fã da Carina Rissi; adoro todos os outros livros que já li dela e acho viciante a maneira como a autora narra suas histórias. Isso sem mencionar que ela cria os melhores mocinhos da vida, né? Até hoje não tive estrutura emocional pra decidir quem é meu crush preferido e sigo muito apaixonada por Max, de Procura-se um marido; Dante, de No Mundo da Luna; Lucas, de Prometida e claro, Yan, da série Perdida.

Por isso, é com muita tristeza no coração que eu confesso a vocês que Quando a noite cai não me conquistou cem por cento. Entre os motivos, está o fato de eu não ter conseguido me conectar com a narrativa alternada entre sonho e realidade. Eu nunca tive problemas com esse tipo de narrativa que mescla realidade e fantasia ou passagens de tempo, mas nesse livro isso me incomodou bastante. A parte dos sonhos da Briana era cansativa e logo me dava sono; consequentemente eu tive dificuldade de entender as lendas irlandesas, o que considero essencial para a compreensão desse romance.

Os protagonistas também não me cativaram; a verdade é que eu não conseguia aceitar muito bem a relação precoce do casal, principalmente porque Gael era chefe da Briana e eu não admitia o fato do patrão ir assistir filme na casa da nova funcionária que ele conhecia há apenas uma semana, muito menos mandar um motorista particular apanhá-la em casa para levá-la à empresa, isso sem falar que ele não reclamava das inúmeras atrapalhadas que ela causava no trabalho. Eu sei que se trata de uma história puramente fictícia, mas essa relação patrão x empregada fugia muito da normalidade e não passou veracidade ao enredo.

E entre os pontos positivos, destaco o fato da autora ter inserido um pouco do folclore, da mitologia e da cultura irlandesa nessa obra. Apesar de não ter entendido muito as lentas, como falei anteriormente, eu admiro o esforço da autora em ter se mantido fiel a elas.

Lembrando que tudo que estou discorrendo aqui são observações muito pessoais. Tenho certeza de que várias pessoas pensam o contrário, e isso é tão verdade que a maior parte das resenhas que li sobre esse livro foi extremamente positiva. Talvez eu não estivesse no momento certo para mais um romance ou talvez essa leitura tenha sido prejudicada pela minha alta expectativa, não sei. A única coisa que eu sei é que você precisa tirar suas próprias conclusões sobre Quando a noite cai, porque ao contrário do que aconteceu comigo, esse livro pode proporcionar uma leitura maravilhosa para você.

Um super beijo e até a próxima!

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