21
jul

Resenha | Nossas Noites – Kent Haruf

Categorias: Livros

Olá, leitores!

Hoje tenho o prazer de compartilhar com vocês a resenha do livro Nossas Noites, publicado pela Companhia das Letras e escrito pelo norte-americano Kent Haruf. Um livro simples, curtinho mas de uma profundidade que tocou meu coração.

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Nossas Noites conta a história dos vizinhos Addie e Louis, e embora não sejam amigos, moram na mesma rua há anos e sabem muito da vida um do outro. Em um belo dia Addie decide fazer uma visita a Louis e propõe que ele possa fazer companhia a ela todas as noites para que assim eles possam ter com quem conversar antes de dormir. A iniciativa surpreende Louis, porém ele aceita o convite, afinal, não teria nada a perder.

Com isso começa a nova rotina: ao cair da noite Louis vai a casa da vizinha, tira e dobra suas roupas e veste o pijama, em seguida os dois deitam na cama e conversam até adormecerem. A princípio a falta de intimidade pesa entre Addie e Louis, mas com passar dos dias, as trocas de experiências vão cada vez mais criando um laço entre os dois, despertando uma espécie de felicidade.

No entanto, os vizinhos estranham e começam a surgir boatos maldosos por toda cidade, o que acaba chegando aos ouvidos dos filhos que tentam “se meter” na relação. Mas nem isso impede a rotina dos dois, e quando Jamie (neto de Addie) precisa vir passar um tempo com ela, os dois passam a se reinventar para manter a relação que construíram.

A história é simples, não há um ponto alto definido nem reviravoltas. Nossas Noites me conquistou justamente por ser uma narrativa envolvente, sensível e realista. O autor foi muito feliz ao abordar um tema envolvendo a vida de pessoas que passam a viver sozinhas depois de terem construído uma família e, mesmo sendo considerados idosos, decidem viver de novo sem se incomodar com que as pessoas vão falar.

Eu só posso finalizar essa resenha dizendo que eu amei Nossas Noites e valeu cada minuto do dia que dediquei a essa leitura tão cheia de carinho e ternura em cada página. E, para aqueles que quando lerem se apaixonarem tanto quanto eu, ouvi dizer que a Netflix já está preparando a adaptação desse romance. Tomara que seja tão bom quanto o livro!

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Um beijo e até a próxima!

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10
jul

Resenha | A Febre do Amanhecer – Peter Gárdós

Categorias: Livros

Olá, queridos leitores!

Hoje vamos falar do primeiro romance do autor húngaro Peter GárdósA Febre do Amanhecer.

Título: A Febre do Amanhecer / Autor (a): Peter Gárdós / Editora: Companhia das Letras

Páginas: 216 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Julho de 1945. Miklos é um jovem húngaro de 25 anos que sobreviveu ao campo de concentração e foi levado para a Suécia para recuperar a saúde. Mas logo os médicos o desenganam: ele tem os pulmões comprometidos e conta com poucos meses de vida. Miklos, porém, tem outros planos. Ele não sobreviveu à guerra para morrer num hospital. Após descobrir o nome de 117 jovens húngaras que também se encontram em recuperação na Suécia, ele escreve uma carta a cada. Uma delas, ele tem certeza, se tornará sua esposa. Em outra parte do país, Lili lê a carta de Miklos e decide responder. Pelos próximos meses, os dois se entregam a uma correspondência divertida, inusitada, cheia de esperança. Baseado na história real dos pais do autor, A febre do amanhecer é um romance vibrante e inspirador sobre a vontade de amar e o direito de viver.

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A Febre do Amanhecer é um romance ambientado na Suécia e tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. Livros com essa temática sempre despertam o meu interesse, principalmente quando são histórias verídicas, como é o caso do livro em questão.

Aqui o leitor é apresentado a Miklós e Lili, dois jovens completamente diferentes, mas que ao longo de suas trajetórias acabam descobrindo alguns pontos em comum e passam a nutrir um sentimento lindo um pelo outro.

Os dois eram sobreviventes de guerra, por isso estavam em péssimas condições de saúde. Tanto Lili quanto Miklós estiveram bem próximo da morte, porém Miklós resolveu ignorar o diagnóstico do médico e procurar alguém para se casar. Ele escreveu cartas para diversas moças que estavam internadas nos hospitais da Suécia. Algumas responderam, inclusive Lili, e foi a partir daí que os dois passaram a se conhecer e, logo em seguida, a dividir suas vidas e sentimentos através das correspondências (existe coisa mais romântica que isso, gente?).

A Febre do Amanhecer é um romance bem diferente de tudo que já havia lido. O fato do romance se passar num período pós-guerra gerou em mim um misto de sentimentos; em alguns momentos eu estava sorrindo e em outros me pegava chorando, por se tratar de uma história tão linda, mas ao mesmo tempo dolorosa e real.

A leitura de A Febre do Amanhecer foi uma experiência muito prazerosa pra mim. Gostei da forma de como o autor não focou apenas no romance, mas também na história de superação e sobrevivência do casal. Isso sem contar que esse foi o meu primeiro contato com a escrita de um autor húngaro e fiquei bem contente por isso.

Já deu pra perceber que eu fui conquistada por esse livro, né? Pra completar, a Companhia das Letras ainda fez um belíssimo trabalho com a edição! Assim que vi essa capa linda com recortes das correspondências fiquei completamente apaixonada porque eu amo escrever cartas. Ah! e internamente podemos encontrar vários trechos das correspondências trocadas pelo casal. Lindo isso, né?

Agora só me resta indicar esse livro a vocês, sobretudo para quem ama histórias ambientadas em períodos de guerra.

 

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