07
abr

Resenha | O Visconde que me amava – Julia Quinn

Categorias: Livros

O Visconde que me amava é o segundo volume da série Os Bridgertons. Neste livro conheceremos a história de Anthony, o filho mais velho de Edmund e Violet, e também o visconde mais rico, charmoso e irresistível desta temporada. Se você já ficou curioso pra saber mais desse livro lindo e apaixonante, eu te convido a ler a resenha completa e já adianto que vale a pena a leitura desse romance que, em alguns momentos, vai te levar a viver os calores de um verão intenso.

Título: O Visconde que me amava / Série: Os Bridgertons / Autor (a): Julia Quinn / Editora: Arqueiro

Skoob: Adicione / Compre: BuscapéPáginas: 288 / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. 
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. 
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.  
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.

“Era engaçado, refletiu mais tarde, como a vida de alguém podia mudar num único instante, como tudo podia ser de um jeito num minuto e, no seguinte, simplesmente se transformar em algo… diferente”

Não é segredo pra ninguém que a família Bridgerton, além de numerosa e rica, não teme em demonstrar seu amor uns pelos outros. Em meio à todos os filhos está Anthony que, aliás, é o primogênito e herdeiro do título de seu pai. Devido a isso, em algum momento muito em breve, ele terá que se casar para dar continuidade a linhagem da família. É aí que a história começa a se desenrolar, pois com o início da temporada de bailes, também surgem as mães casamenteiras, que já estão em busca de maridos para suas filhas.

  “Poucas coisas me agradam mais que um desafio”

E como não era de se esperar, o nosso visconde charmoso, rico e, além de tudo, elegante, decide que enfim chegou a hora de sair de sua maravilhosa vida de libertino, contrariando a tudo aquilo em que acredita. Ele está disposto a se casar, mas a dama que vier a ser sua ser futura esposa tem que ser bonita e, no mínimo, ter um cérebro (palavras do próprio Anthony, que não quer que os seus filhos sejam burros, kkkkk). A candidata perfeita para ocupar essa posição é Edwina Sheffield, a debutante mais linda da temporada; o que Anthony não contava era que, para leva-lá ao altar, teria primeiro que conseguir a permissão de sua irmã mais velha, Kate Sheffield.

“A senhorita é uma ameaça a sociedade

Casar-se com Edwina se tornou uma tarefa trabalhosa para Anthony, pois Kate não acreditava que ex-libertinos pudessem se tornar bons maridos e, com isso, o visconde começa a sua árdua missão em busca de aprovação para fazer a corte a Edwina. Porém, mesmo em meio a todas as opiniões não tão favoráveis a respeito de Anthony, Kate acaba descobrindo que o visconde devasso é também um homem carinhoso e gentil, ao mesmo tempo que Anthony passa a sonhar com a futura cunhada, mesmo achando ela a criatura mais insuportável de toda Londres.

“Talvez conseguisse ouvir o sorriso na voz dele”

—-

Não sei se já compartilhei com vocês minha paixão por romances de época. Sempre que leio um parece que viajo no tempo, com todos aqueles bailes e casarões. Sem falar que na maioria das vezes me vejo como a heroína que anseia o seu “final feliz”. Com esse segundo volume da série não foi diferente. Apaixonei-me ainda mais por essa autora que está conquistando milhares de fãs ao redor do mundo. Julia Quinn consegue mesmo prender o leitor logo nas primeiras páginas, com sua escrita cativante e repleta de paixão e humor na dose certa.

Mergulhar no universo de Anthony foi simplesmente incrível, não só por ele ser lindo e charmoso (convenhamos que isso ajuda um pouco muito… kkk) mas principalmente pelo fato de o protagonista, ao longo das páginas, mostrar o seu verdadeiro eu por trás de toda a fama de libertino. Na verdade, Anthony é amoroso, cuidadoso, responsável, honesto e capaz de fazer tudo pela felicidade e bem estar de sua família. Ele mostrou um lado mais sensível, carinhoso e tantas outras qualidades que o tornaram um dos personagens mais carismáticos da série Os Bridgertons. Tem como não amar esse homem? Não, queridos leitores, não tem. Se você ainda não se encantou com ele é porque ainda não conhece esse livro, e se você ainda não conhece, você não sabe o que tá perdendo! O Visconde que me amava tem de tudo um pouco: humor, brigas, discussões, recordações, paixão e o mais nobre dos sentimentos: o amor.

 

“Era impressionante como ele queria ser a pessoa a fazê-la sentir-se melhor.”

Mas como será que terminou toda essa história entre o visconde, Edwina e Kate? Será que ele conseguiu cortejar a adorável Edwina e finalmente fazer dela sua esposa ou essa história teve um outro desfecho? O que vocês acham? Eu tenho algumas suspeitas mas não posso revelar.

“…Significa que o amor não tem nada a ver com o medo de que tudo acabe, mas como encontrar alguém que o complete, que faça de você um ser humano melhor do que jamais sonhou em ser. É olhar nos olhos de sua esposa e ter a certeza de que ela é a melhor pessoa que você já conheceu.”

Um beijo e até a próxima!

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18
jan

Resenha | A Bandeja – Lycia Barros

Categorias: Livros

Oi, gente!

Eu sou a Dany Dutra e essa é a minha estreia aqui no blog! Estou muito feliz com o convite da prima Helen para compartilhar um pouco das minhas leituras com vocês. Nesse primeiro post, decidi falar sobre um livro que me marcou muito: A Bandeja, da autora nacional Lycia Barros.

Título: A Bandeja / Série: Despertar / Autor (a): Lycia Barros / Editora: Arqueiro / Páginas: 240

 Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Aos 18 anos, Angelina está prestes a viver o maior desafio de sua vida: sair de Petrópolis para estudar no Rio de Janeiro, deixando para trás os cuidados e a proteção de seus pais. 
Assim que se instala na república de estudantes e começa a assistir às aulas, a jovem percebe que as dificuldades serão muitas. Ela divide um quarto com uma colega desorganizada, uma frequentadora assídua de festas e chopadas que vive cercada de más companhias. Além disso, as condições das instalações da faculdade são precárias e os professores não parecem comprometidos. Angelina já está desanimando de sua nova vida quando esbarra no lindo Alderico – ou Rico –, um cara capaz de fazer qualquer garota perder o fôlego. O que ela não poderia imaginar era que Rico é seu professor de linguística e se interessaria por ela também. 
Deslumbrada com a descoberta da paixão e certa de que Rico é seu grande amor, Angelina se joga de cabeça nessa relação, ignorando todos os conselhos que recebera dos pais a vida inteira. Ao mesmo tempo ela começa a ter sonhos que não consegue entender: homens lhe oferecem objetos numa bandeja e, logo depois que Angelina aceita seus presentes, eles se transformam em feras e desaparecem numa floresta.

Primeiro volume da Série “Despertar”, A Bandeja é um romance arrebatador que retrata os dramas e as provações pelos quais qualquer jovem passa quando se afasta de sua essência e deve trilhar de novo o caminho do amor verdadeiro e de Deus.

“Eu me esforçava muito para agradar meus pais, para ser a menininha perfeita,  mas às vezes eu só queria… ser livre para cometer alguns erros, só para variar.” Página 19

Nesse primeiro livro da série, conhecemos a história de Angelina, uma jovem de 18 anos, cristã, que acaba de ingressar na universidade para o curso de letras, pois sonha em ser escritora. Logo que chega à república de estudantes e começa a frequentar as aulas, Angelina percebe que muitas serão as dificuldades ao longo do seu caminho. O que ela não esperava era que ao longo dessa nova jornada, ela conheceria alguém que mudaria sua história, Rico, que além de professor também é um cara capaz de fazer qualquer mulher perder a cabeça.

“E o que sustenta uma vida saudável é a alegria, que é considerada uma unção de Deus. Um estado de espírito que só Ele pode dar. Momentos de felicidade você consegue com qualquer um, mas duram pouco.” Página 102

Apesar de toda a felicidade que Angelina estava vivendo ao longo desses meses, aos poucos ela vai se afastando das pessoas mais próximas e fazendo de Rico o único detentor de todo o tempo que ela tem. Alguns meses se passam e chegam as férias, e ela retorna a casa de seus pais onde passará esse período até o retorno das aulas. Mas Angelina não contava que nesse curto espaço de tempo sua vida sofreria uma reviravolta com algumas descobertas e com o surgimento de uma amizade que ela não esperava, onde surgiria o amor que um dia tanto sonhou.

“Tudo na vida passa. Somente as coisas que conquistamos em Deus permanecem.” Página 154

Eu não tenho palavras para descrever a emoção que esse livro me proporcionou. Foi um misto de todos os sentimentos. A Bandeja é um daqueles livros em que eu pude sentir todas as emoções junto com a personagem. E não só para aqueles que assim como eu são evangélicos, a leitura nos leva a um momento de reflexão. Sem falar que o livro conta com diversas passagens da bíblia e que podemos remeter a momentos vividos no nosso cotidiano.

“A fé de Dante parecia mais real que a nossa, como se ele de fato tivesse um relacionamento com Deus.” Página 10

Angelina, apesar de em certo momento se ver perdida e com o coração em pedaços, encontra refúgio no seu amigo de infância, Dante, o qual ao longo do tempo mostra a nossa protagonista que esperar em Deus e colocá-LO como fonte de inspiração em tudo que fizer, proporcionará a ela conquistas as quais nem imagina.

“Aprendi que escolher o errado é sempre mais fácil; as coisas boas e permanentes nem sempre são as primeiras a aparecer. Se dependermos de Deus, não cometermos os mesmo erros de quando somos independentes d’Ele. As escolhas são nossas..” Página 232

Série Despertar ainda conta com outros 4 livros, onde cada um aborda um tema específico e são voltados ao público jovem. Toda a trama é narrada em primeira pessoa pela própria Angelina, que divide com o leitor suas emoções, seus anseios e pensamentos ao longo das 240 páginas do livro. Desejo que assim como eu, vocês possam se deleitar com essa leitura emocionante!

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11
mar

Resenha | O Duque e Eu – Julia Quinn

Categorias: Livros

Minha curiosidade para ler a série Os Bridgertons era enorme e a medida que eu via outros blogueiros falando muito bem tanto da autora, quanto dos livros, o interesse só aumentava. Então não me restou escolhas; na primeira oportunidade que tive comprei O Duque e Eu, que é o primeiro volume desta saga de romances de época.

Livro o Duque e Eu - Julia Quinn (1)

Título: O Duque e Eu / Série: Os Brigertons / Autor (a): Julia Quinn

Editora: Arqueiro / Páginas: 288 / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo. Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta. Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Livro o Duque e Eu - Julia Quinn (3)

A série Os Bridgertons é composta por oito livros e cada um deles trata de um filho da família Bridgerton. A mãe, Violet Ledger, conforme o nascimento de cada filho, os nomeou por ordem alfabética, de forma que o resultado foi esse: Anthony, Benedict, Colin, DaphneEloise, Francesca, Gregory e Hyacinth.

Nesse primeiro livro, a autora disponibilizou a árvore genealógica da família Bridgerton, assim podemos entender melhor a ordem da série:

arvore-genealogica-da-familia-bridgerton

Logo no início de O Duque e Eu somos apresentados à Simon Basset. Seu pai era um duque cujo maior desejo era de que o filho desse continuidade ao ducado. Mas Simon teve problemas com a fala durante a infância (era gago) e por conta disso, foi rejeitado pelo pai. Ele passou a ser criado por uma ama e, com muito esforço, conseguiu controlar sua gagueira e se tornou um menino inteligente e determinado. Mais tarde, esse menino deu lugar a um homem bonito, obstinado e com um coração cheio de ódio pelo pai. Seu objetivo era justamente ser o oposto do que o pai queria. Portanto, mesmo após a morte de seu genitor, Simon prometeu a si mesmo que nunca se casaria.

Em seguida, passamos a conhecer Daphne, sua mãe e seus sete irmãos. A cidade é Londres, o ano 1813 e a família pertence a alta sociedade. Ela é a quarta filha de Violet, a mais velha entre as mulheres e sonha em se casar por amor e construir uma família tão numerosa quanto a sua. Daphne está há dois anos debutando. Isso significa que ela frequenta os bailes pomposos da sociedade londrina, acompanhada de seus irmãos mais velhos e de sua mãe, em busca de um bom cônjuge. Contudo, ela ainda não encontrou alguém que realmente mexesse com o seu coração. A maioria dos pretendentes são homens mais velhos e os que poderiam dar certo apenas a vêem como amiga.

Até que em um desses bailes ela conhece Simon, um dos melhores amigos de seu irmão Antony e que acaba de voltar à Londres após uma longa viagem pelo mundo. Bonito e rico, ele logo passa a ser um dos principais alvos das mães desesperadas por casar suas filhas. Mas, lembram que ele não quer se casar? Então ele propõe um acordo que poderá beneficiar a ambos: Simon fingirá que corteja Dafhne e com isso fugirá das mães casamenteiras, enquanto Dafhne despertará a atenção de mais pretendentes. O plano tem tudo para dar certo, desde de que Simon mantenha as mãos longe de Dafhne (o que é um desafio, visto que ele sente um desejo enorme por ela) e Dafhne não se apaixone pelo duque de olhos azuis.

” Que diabo você pensa que está fazendo? – sibilou ela.

– Protegendo minha irmã!

– Do duque? Ele não pode ser tão perverso assim. Na verdade, ele me lembra você.

Anthony soltou um gemido. – Então ela realmente precisa da minha proteção. “

Além disso, Julia Quinn ainda nos presenteou com uma personagem misteriosa, a Lady Whistledown, escritora de um jornal de fofocas que toda a alta sociedade londrina lê, mas desconhece sua verdadeira identidade. Os relatos desta senhora são pontos bem divertidos da trama, uma espécie de “Gossip Girl de época”. Devo mencionar também que os momentos em que os irmãos Bridergtons estão juntos me arrancaram várias gargalhadas, o que me leva a crer que os demais livros dessa série são tão bons quanto o primeiro.

Livro o Duque e Eu - Julia Quinn (2)

O livro é narrado em terceira pessoa e apesar da história se passar em 1813, não há muitas palavras de difícil compreensão. Pelo contrário, a leitura flui de forma muito rápida. O fato de o narrador ser onisciente contribui muito para que o leitor conheça o íntimo dos personagens, suas emoções e pensamentos. Vale lembrar que O Duque e Eu, como boa parte dos romances de época, contém cenas picantes, portanto não indico para todas as idades.

Mas de um modo geral, eu gostei demais do enredo, dos personagens e da escrita apaixonante de Julia Quinn. Não costumo ler muitos livros desse gênero, mas essa série me conquistou desde o início e eu não vejo a hora de conhecer melhor os demais irmãos Bridgertons.

Espero que gostem da dica. Beijos!

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