17
nov

Resenha | O Príncipe Leopardo – Elizabeth Hoyt

Categorias: Livros

Olá, amores! Cá estamos nós novamente…

E ai como estão as leituras de vocês, me contem, quero saber tudinho!

Hoje eu vim contar um pouco sobre minha última leitura em termos de romance de época. E queridas (os), que babado! Já até comecei a transpirar aqui só de nervoso, então, vamos deixar de enrolação e partir para o que nos interessa não é mesmo?!

Título: O Príncipe Leopardo / Autor (a): Elizabeth Hoyt / Editora: Record / Páginas: 350 /

Série: Trilogia dos Príncipes #2 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★★

 

O Príncipe Leopardo é o segundo livro da trilogia dos príncipes, da autora Elizabeth Hoyt. A resenha de O Príncipe Corvo já está aqui no blog, então assim que você devorar essa, corre pra ler ela também porque está incrível.

Lady Georgina Maitland tem muitas coisas na vida: uma bela família, muitas terras; é rica por herança, inteligente e muito bem resolvida, mas, tudo o que menos quer é um marido, só de ouvir falar em se casar, ela já passa mal.

Georgie, como seus irmãos a chamam, espalha aos quatro ventos se assim for preciso, que está muito bem solteira, até o dia em que ela coloca os olhos em seu novo administrador de terras, o Senhor Harry Pye.

Harry é um homem grande, forte, bruto. Ele nasceu em Yorkshire, mas devido a eventos que ocorreram ainda na sua adolescência, ele teve que partir de lá. Só que agora está de volta, e como administrador de Lady Georgina.

A narrativa do livro já começa com um incidente ocorrido na estrada, mas foi nesse mesmo dia que Georgina colocou seus olhos em Harry Pye, e viu o quanto seu administrador era “notável”. Depois de uma noite turbulenta e de ela começar a contar a Harry a história do Príncipe Leopardo, Georgina chega a sua casa, onde é aguardada por sua irmã caçula. Logo ao chegar, ela é abordada por uma questão peculiar, segundo sua irmã, Harry estava sendo acusado de estar matando as ovelhas dos arrendatários locais, tudo isso por vingança pelo ocorrido em seu passado.

Georgina, que de boba só tinha a cara, não acreditou na história e foi logo conversar com seu administrador, oferecendo-se para lhe ajudar a encontrar o culpado. Harry que era de natureza bruta, não quis aceitar sua ajuda, mas teve que ceder, achando ele ser possível encontrar uma forma de enrolar sua lady.

Já desperta, e prontamente ativa, no outro dia Georgina chega bem cedo ao chalé dele, já sabendo que ele pretendia lhe deixar para trás em sua busca, e os dois saem, não para alegria de Harry, em busca de respostas. Os dias passam e, a medida em que investigam a fundo o que de fato está acontecendo, tanta proximidade desperta em Georgina um desejo latente de ter aquele homem em seus braços, desejo esse que é retribuído por Harry, mas que o mesmo tenta esconder, por não se achar merecedor de sua dama.

Após uma investida um tanto que ousada de Georgina (que diga-se de passagem, já estava irritada pelo desdém de Harry) os dois se entregam a paixão que os envolve tão bruscamente, e nesse momento nossa dama se vê perdida em seus maiores desejos.

Até esse ponto do livro, eu já estava de cabelos em pé, querendo entrar na história e dar pessoalmente na cara dele, acho até que tanto suspense foi algo cansativo pra leitura, mesmo assim a história é incrível e eu amei o livro.

Entre fugidas a noite para se enroscar com Harry, e as investigações de quem era o verdadeiro culpado pela morte das ovelhas, Georgina ainda encontrava tempo para lhe contar sua história do Príncipe Leopardo, que por fim, ela acabou mesclando com coisas de sua própria vida. Além da questão das ovelhas, existia ainda um problema maior, o dono das terras onde as ovelhas estavam sendo mortas, era inimigo declarado de Harry, e não descansaria até poder mata-lo. Georgina, que tinha muita coragem, enfrentou o homem e defendeu seu administrador, e o mesmo prometeu-lhe vingança, por ter se interferido em seus assuntos.

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A história em si foi muito bem articulada, a toda hora eu achava que havia sido uma pessoa diferente o responsável pelo crime, mas quando ia devorando os capítulos e via as investigações e as descobertas de Harry, percebia que motivos, quase todos tinham pra cometer o crime, já que Granville era odiado por todos na cidade.

O enredo, a trama, e tudo o que foi se desenrolando ao longo da história foi uma mesclagem muito incrível, salvo pela demora dos personagens engrenarem o romance, mas, uma vez juntos, eles não se desgrudam mais, a não ser por… Bom, melhor deixar vocês na curiosidade!

Por fim, só tenho a acrescentar que vale muito a pena ler esse livro. Eu já me encantei com o pressuposto de que nossa dama quem deteria todo o poder e grandeza, sendo que na maioria das vezes é o homem quem é rico e tem toda a atitude. Lady Georgina me representou legal nesse livro, e meu desejo é que na vida real as mulheres carreguem em si essa mesma autonomia, de saber o que se quer e ir buscar, não ficar esperando tudo cair em seu colo.

Deixo vocês apenas com uma reflexão: “O mundo é daqueles que verdadeiramente se arriscam a viver, saia do comodismo e descubra o te faz FELIZ, e se preciso for, busque sua felicidade, esteja ela onde for!”

 

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04
out

Resenha | O Diabo Ataca em Wimbledon – Lauren Weisberger

Categorias: Livros

Acho que todos já assistiram ou pelo menos já ouviram falar no filme O Diabo veste Prada, né? Eu adoro essa adaptação cinematográfica e fiquei super interessada em conhecer a escrita da autora, e tive a oportunidade de fazer isso quando a Editora Record lançou outra obra dela, O Diabo Ataca em Wimbledon, que conta a história da tenista Charlotte e sua luta para alcançar o topo do sucesso.

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Título: O Diabo Ataca em Wimbledon / Autor (a): Lauren Weisberger / Editora: Record

Páginas: 400 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Até onde você iria para chegar ao topo? Da mesma autora de O diabo veste prada!”
Quando a tenista queridinha dos americanos, Charlotte “Charlie” Silver, faz um pacto com o diabo — o treinador carrasco Todd Feltner —, é catapultada para um mundo de estilistas famosos, festas exclusivas, jogos beneficentes a bordo de iates gigantescos e encontros românticos com a realeza hollywoodiana. Sob a nova direção impiedosa de Todd, Charlie, a menina boa, já era. Todd só quer saber de Charlie, a “Princesa Guerreira”. Afinal de contas, ninguém chega ao topo sendo bonzinho. Revistas e blogs de fofocas seguem Charlie freneticamente em suas viagens pelo mundo perseguindo vitórias em Grand Slams e manchetes no Page Six. Mas, quando a estrela da Princesa Guerreira ascende dentro e fora das quadras, há um preço a pagar. Num mundo obcecado por aparências e celebridades, estaria Charlie Silver disposta a se perder para vencer a todo custo? De Wimbledon ao Caribe, do US Open ao Mediterrâneo, O diabo ataca em Wimbledon é um passeio sexy e perversamente divertido por um mundo em que as apostas são altas — e as regras do jogo nem sempre são respeitadas.

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Em O Diabo ataca em Wimblendon, somos levados ao mundo dos esportes, mais precisamente às quadras e aos bastidores do tênis, pois a protagonista, Charlotte, ou apenas Charlie, é uma tenista profissional que acaba de sofrer uma grave lesão que pode comprometer toda a sua carreira.

Depois de ser aconselhada a abandonar o esporte, Charlie decide dispensar sua atual treinadora e amiga, e contratar o melhor técnico do tênis, Todd Feltner. Ele, que até então só havia treinado homens, aceita a missão de colocar o nome de Charlie no topo do ranking, mas para isso exigirá dela muitas renúncias, sacrifícios, mudanças de hábitos e até mesmo de personalidade.

“… eu estava sempre tentando fazer todos gostarem de mim. Ninguém mais parece se importar com isso, então por que eu deveria me preocupar?” Página 220

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Não é difícil imaginar que o diabo dessa história é o técnico Todd. Em seu currículo, ele já ajudou vários jogadores a chegarem ao topo do pódio; por outro lado, é um sujeito extremamente exigente, carrasco e grosseiro. Além das longas horas de treino, academia, uma dieta super restrita e muitas outras regras, o novo treinador também decide mudar a imagem “boazinha” de Charlie. A partir de então, a tenista começa a frequentar festas exclusivas, a ser acompanhada por estilistas renomados, a fechar patrocínios com grandes marcas e até a se relacionar com gente famosa, tudo em nome da imagem de “Princesa Guerreira” que Todd cria para ela.  

Porém, quanto mais vitórias Charlie vai acumulando nas quadras, mais complicada fica sua vida fora das competições. Ela começa se questionar se realmente está disposta a vencer custe o que custar, enquanto nós, leitores, somos levados a refletir sobre até que ponto devemos ir para alcançar nossos objetivos.

Apesar de amar chick-lits, eu não consegui me envolver muito com o livro. Achei que a autora se prolongou muito em alguns assuntos e não desenvolveu certos pontos que eu estava ansiosa por um desfecho feliz, como por exemplo o relacionamento com Dan, que foi um fofo e uma companhia constante de Charlie nos treinos (adorava as cenas com ele!). Os personagens não me cativaram; Charlie foi uma protagonista sem personalidade; fazia tudo lhe mandavam fazer e no final, quando percebeu que tinha feito escolhas erradas, já era tarde demais. Gostaria de vê-la dando a volta por cima nas quadras e “acabando com azinimigas”.

Alguns personagens secundários tiveram destaque, como o agente de Charlie, que também era seu irmão e tinha uma relação linda com ela; gostei da forma de como um cuidava do outro. Vale mencionar também o pai da tenista, que estava sempre por perto, tentando abrir os olhos da filha.

De um modo geral foi uma leitura de entretenimento. Não me acrescentou nada, mas também não odiei ter lido. Achei que foi um livro que focou nas escolhas de uma pessoa e suas consequências. Senti falta de uma aprofundação no romance, afinal, Charlie merecia um amor que compensasse seu lado de entrega à profissão. Mas como a própria autora deixou claro na história: ser atleta não é fácil. Tem todo o lado do glamour e da fama, mas só quem viaja o ano inteiro de torneio em torneio, sabe como é se sentir sozinha, sem muitos amigos por perto e sem um relacionamento verdadeiramente sólido.

Ainda pretendo ler O Diabo veste Prada, pois como mencionei anteriormente, adoro o filme e espero que o livro seja bem divertido. Deixo como recomendação O Diabo ataca em Wimblendon pra você que gosta de leituras como essa ou deseja um livro leve e fácil.

Beijos e até a próxima!

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15
set

Resenha | Minha vida (não tão) perfeita – Sophie Kinsella

Categorias: Livros

Sabe aquelas vidas perfeitas que são mostradas nos feeds do Instagram? Onde todo mundo parece imensamente feliz, viajando, frequentando lugares maravilhosos e comendo comidas que nos deixam com água na boca? Pois é basicamente em cima desses aspectos que o mais recente lançamento de Sophie Kinsella se desenvolve.

Título: Minha vida não tão perfeita / Autor (a): Sophie Kinsella / Editora: Record

Páginas: 406 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Dramas, confusões e uma boa dose de amor são os ingredientes do novo romance de Sophie Kinsella. Uma divertida crítica aos julgamentos errados que uma boa foto no Instagram pode gerar. Cat Brenner tem uma vida perfeita, mora num flat em Londres, tem um emprego glamoroso e um perfil supercool no Instagram. Ah, ok… Não é bem assim… Seu flat tem um quarto minúsculo sem espaço nem para guarda-roupa, seu trabalho numa agência de publicidade é burocrático e chato, e a vida que compartilha no Instagram não reflete exatamente a realidade. E seu nome verdadeiro nem é Cat, é Katie. Mas um dia seus sonhos se tornarão realidade. Bom, é nisso que ela acredita até que, de repente, sua vida não tão perfeita desmorona. Demeter, sua chefe bem-sucedida, a demite. Tudo o que Katie sempre sonhou vai por água abaixo, e ela resolve dar um tempo na casa da família, em Somerset. Em sua cidadezinha natal, ela decide ajudar o pai e a madrasta com a nova empreitada do casal: os dois planejam transformar a fazenda da família em um glamping, uma espécie de camping de luxo e estão muito empolgados com o novo negócio, mas não sabem muito bem por onde começar. E não é justamente lá que o destino coloca Katie e sua ex-chefe cara a cara de novo? Demeter e a família vão passar as férias no glamping, e Katie tem a chance de, enfim, colocar aquela megera no seu devido lugar. Mas será que ela deve mesmo se vingar da pessoa que arruinou sua vida? Ou apenas tentar recuperar seu emprego? Demeter – a executiva que tem tudo a seus pés – possui mesmo uma vida tão perfeita, ou quem sabe, as duas têm mais em comum do que imaginam? Por que, pensando bem, o que há de errado em não ter uma vida (não tão) perfeita assim?

Katie é uma garota de Somerset apaixonada por Londres. Seu sonho sempre foi viver todo o glamour e o agito londrino e, mesmo seu pai sendo contra, ela resolveu deixar tudo para trás pra se mudar para Londres e começar a trabalhar numa empresa de marketing. Katie até adotou um novo apelido, Cat, para parecer mais descolada, e começou a criar uma nova personalidade; se livrou do sotaque do interior, cortou a franja, passou a fazer escova todos os dias e a se maquiar de outra maneira. Ficou totalmente diferente.

O que Katie não imaginava era que a vida em Londres não seria tão perfeita como ela sempre sonhava; a realidade é que ela dividia um flat pequeno com duas pessoas que mal conhecia e seu emprego não era exatamente o que ela esperava, já que a nossa protagonista só consegue uma vaga como estagiária e a empresa fica muito longe de sua casa.

A pessoa em que Katie se espelha é sua chefe Demeter, que apesar de ser uma megera, tem a família perfeita, zilhões de amigos, uma casa maravilhosa, frequenta os melhores restaurantes e vai a festas, premiações e aos eventos mais badalados do momento, ou seja, tudo que Katie sempre quis.

Mesmo passando por dificuldades, Katie se esforça muito e faz de tudo para se manter no emprego. Enquanto isso, no Instagram, ela posta fotos bem diferentes de sua realidade, mostrando o quanto sua vida parece ser cool e perfeita (lembra alguém que conhecemos, né? – uma amiga, um familiar ou até nós mesmos). Mas no fundo, ela não tem dinheiro pra bancar a vida que mostra ter nas redes sociais; tudo o que essa garota deseja é uma chance de mostrar todo o seu potencial. E é aí que o inesperado acontece: sua chefe a demite e sua vida vira pelo avesso.

“Depois, num impulso, dou uma olhada nos meus posts antigos no Instagram e vejo fotos de cafés em Londres, paisagens, registros de bebidas e rostos sorridentes (a maioria de desconhecidos). Aquilo tudo me parece um filme bem alto-astral, então qual o problema nisso? Muitas pessoas usam filtros coloridos e essas coisas no Instagram. Bom, meu filtro é o filtro do “é assim que eu queria que fosse””. Página 69

Essa foi uma leitura extremamente prazerosa pra mim! Minha vida (não tão) perfeita é recheado de diversão, confusão, descobertas, aceitação e claro, um romance fofo. Sem falar que eu me identifiquei muito com a protagonista. Eu conseguia me visualizar em várias situações constrangedoras que a Katie passava (do tipo fotografar um milk-shake de outra pessoa e postar no Instagram como se fosse meu. Hahaha! Quem nunca?) e tenho certeza que muitas de vocês também se identificarão, principalmente se vocês não compartilham as coisas não tão incríveis de suas vidas e se dedicam a ter um “feed perfeito”.

Ah! E eu já mencionei o quanto a história é engraçada? Porque é muito, muito, muito divertida! E ainda no meio de todo “babado, confusão e gritaria”, ela conhece Alex, que era superior a Demeter, ou seja, seu chefe, e que também não era o tipo de homem que se apega a lugares e principalmente a pessoas. É muito bacana a forma como eles vão se conhecendo e se envolvendo, apesar do relacionamento não ser o foco principal do livro.

Enfim, é impossível não se envolver com a história. Katie é muito engraçada; eu ri muito e ainda rio cada vez que lembro das loucuras dela. A leitura é tão leve e cativante, que as 406 páginas passam voando.

Ah! Não posso deixar de mencionar que adorei a mensagem que a autora quis passar a respeito de quem vive de aparências, daqueles que se consideram superior aos outros e principalmente quando ela mostra que nossas escolhas determinam onde queremos chegar.

Encerro essa resenha reforçando o quanto A-M-E-I Minha vida (não tão) perfeita e recomendando a todos vocês, não somente para os fãs de Sophie Kinsella ou para aqueles que não dispensam um chick lit, mas para todos os leitores que desejam se divertir com uma leitura rápida, leve e cativante.

Acho que finalmente descobri como me sentir bem em relação à vida. Sempre que vir alguém muito feliz, lembre-se: essa pessoa também tem seus momentos não tão perfeitos. Claro que tem. E sempre que você vir sua própria situação não tão perfeita, se sentir desesperado e pensar ‘minha vida é isso?’, lembre-se: não é. Todo mundo tem um lado brilhante, ainda que seja difícil de encontrar, às vezes.”

Fiquem com Deus e lembrem-se: sejam vocês mesmos!

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