13
set

Resenha | O Príncipe Corvo – Elizabeth Hoyt

Categorias: Livros

Calma, leitores!

Já me foi repassado que vocês estão com os ânimos tempestuosos esperando essa resenha. Então, ânimos revigorados porque vamos embarcar nessa viagem!

Título: O Príncipe Corvo / Autor (a): Elizabeth Hoyt / Editora: Record

Páginas: 350 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Ao descobrir que o conde de Swartingham visita um bordel para atender suas “necessidades masculinas”, Anna Wren decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu amante. 
Chega uma hora na vida de uma dama… 
Anna Wren está tendo um dia difícil. Depois de quase ser atropelada por um cavaleiro arrogante, ela volta para casa e descobre que as finanças da família, que não iam bem desde a morte do marido, estão em situação difícil. 
Em que ela deve fazer o inimaginável… 
O conde de Swartingham não sabe o que fazer depois que dois secretários vão embora na calada da noite. Edward de Raaf precisa de alguém que consiga lidar com seu mau humor e comportamento rude. 
E encontrar um emprego. 
Quando Anna começa a trabalhar para o conde, parece que ambos resolveram seus problemas. Então ela descobre que ele planeja visitar o mais famoso bordel em Londres para atender a suas necessidades “masculinas”. Ora! Anna fica furiosa — e decide satisfazer seus desejos femininos… com o conde como seu desavisado amante.

O ano era 1760, e a senhora Wren não passava de mais uma viúva distinta da sociedade mas, diferente de muitas damas bem casadas e com um montante de dinheiro significativo para gastar, a senhora Wren estava passando por sérios apuros financeiros; seu marido lhe deixara apenas um pequeno chalé, que ela dividia com a sogra e uma ajudante atrapalhada e, depois de tantos anos que ele morrera, mesmo ela economizando ao máximo, o dinheiro ia se esgotando. Era hora dela fazer alguma coisa para mudar aquela situação.

Por outro lado, vemos o Conde de Swartingham, bem-nascido, herdeiro de uma grande fortuna, mas solitário devido à perda de sua família para a varíola. Dono de um temperamento que fazia as pessoas a sua volta tremerem de pavor, ele precisava urgentemente de um novo secretário, pois todos que ele contratava fugiam por medo de seu gênio forte.

Um momento inusitado coloca os dois em situação de complemento; Anna, que precisava de um emprego para sustentar sua família, e Edward precisando de um secretário para transcrever seus manuscritos. Mesmo sendo de baixa estatura diante daquele homem que mais parecia um poste, Ana não se dobrou às suas vontades.

A princípio recatada por sempre pensar na boa forma de como uma dama deve se portar, Anna tentou ao máximo segurar seus impulsos de devolver as alfinetadas que o novo patrão lhe dava, mas chegou o momento em que ela soltou a língua e lhe mostrou que tinha coragem suficiente para lhe encarar de frente. O conde, por sua vez, não sabia se ficava encantado ou furioso, afinal ninguém nunca lhe desafiara dessa forma. Os dois se viram atraídos instantaneamente assim que se conheceram, mas donos de uma grande teimosia, eles preferiam as alfinetadas diárias.

Irreverentes, ardentes, donos de uma personalidade única, ambos adoravam o momento que podiam ficar trocando farpas, e Jock, o pobre cão horrendo do conde, observava tudo e só abanava seu rabo, coitado, servia de desabafo para os dois, e nem ao menos podia responder.

Uma atitude inconsequente de Anna e ela se viu viajando para outra cidade para realizar a maior de todas as loucuras! Vestida para matar, ela embarca em algo que nunca havia pensado antes, tudo em nome do prazer e da sedução. O que ninguém podia saber era que ela esteve ali, porque a estratégia era apenas divertir-se e depois esquecer. Mas nem tudo sai como planejamos, não é mesmo?

Vigiada de perto pela rainha das falsianes, dona de diversas indiretas e afrontas voltadas a pobre Anna, ela se viu numa encruzilhada, e ainda fez grandes descobertas de seu passado. Anna teria de encarar ou se retrair; qual terá sido sua escolha?

Será que Anna Wren, uma distinta dama da sociedade irá se entregar aos prazeres da carne, esquecendo-se de suas obrigações com a sociedade? Ou será que ela irá colocar um ponto final nesse jogo antes mesmo de ele ficar mais interessante?

O Príncipe Corvo vem com uma temática diferente de tudo que você já leu; a autora Elizabeth Hoyt coloca uma fábula dentro da própria história, o que leva você a devorar cada capítulo como se sua vida dependesse daquilo. É a descoberta do romance, junto com encantamento de cada trecho da fábula, é uma mistura de tensão com realização, com vergonha alheia, com “por essa eu não esperava”.

É um misto de muitas emoções, uma reviravolta dentro de você. Só não recomendo para pessoas portadoras de problemas cardíacos por motivo de: ou você enfarta de raiva ou de emoção!

Mas é uma leitura muito gostosa. Estou ansiosa pelo próximo livro da trilogia!

 

Beijão Môres

Vejo vocês na próxima leitura!

Até lá divirtam-se com O PRÍNCIPE CORVO!

ACOMPANHE AS REDES SOCIAIS DO BLOG:

Instagram ❤ Facebook ❤ Google + ❤  Pinterest ❤ Skoob ❤ Twitter ❤  YouTube

08
set

Resenha | Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Categorias: Livros

Hoje a resenha é do livro de uma autora muito conhecida pelo best-seller internacional A Garota do Trem. Estou falando de Paula Hawkins e seu último livro publicado pela Editora RecordEm Águas Sombrias, um thriller psicológico que promete revelar segredos há muito submersos.

Título: Em Águas Sombrias / Autor (a): Paula Hawkins / Editora: Record

Páginas: 364 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos… Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.

Em Águas Sombrias começa com o aparecimento de uma mulher morta no rio Beckford, que atravessa a cidade, sendo que pouco tempo antes, uma adolescente também teve o mesmo trágico fim. Embora o livro comece falando dessas mortes em específico, estas não foram as primeiras mulheres perdidas nas águas escuras desse rio, e cada uma delas tem segredos que ficaram submersos junto com elas.

 

“Beckford não é um local de suicídios. 

Beckford é um local para se livrar de mulheres encrenqueiras.”

A narrativa do livro é feita tanto em primeira pessoa como em terceira pessoa, por vários personagens distintos. Apesar dos capítulos serem pequenos, o fato de serem muitos narradores me deixou confusa em alguns momentos, principalmente no início. Mas isso não prejudica a leitura, pois cada narrador tem suas particularidades e segredos pra contar, o que ao longo dos capítulos vai nos ajudando a desvendar o mistério por trás das águas sombrias do rio Beckford, ou Poço dos Afogamentos, como também é chamado.

Eu confesso que estava bastante ansiosa para ler Em Águas Sombrias, por causa dos inúmeros elogios dados a autora por conta do sucesso que foi A Garota do Trem, que inclusive ganhou adaptação cinematográfica e eu gostei bastante. Contudo, eu esperava um pouco mais desse thriller psicológico; apesar de que, de um modo geral, eu fiquei feliz por ter lido esse livro e de, aos poucos, estar introduzindo esse gênero literário nas minhas leituras.

Ah! Não posso deixar de mencionar que a trama envolve diversas histórias paralelas, e isso dá mais veracidade aos temas abordados e aos personagens, por serem tão complexos e cheios de falhas, como nós somos na vida real.

Então fica a indicação desse livro com muitos segredos, revelações e um alto clima de suspense. Quem ama thrillers psicológicos certamente irá gostar da leitura de Em Águas Sombrias. E pra encerrar, deixo aqui o meu agradecimento a Editora Record, que enviou esse exemplar de cortesia para o blog. Não dá pra negar que essa edição está lindíssima, né gente?

“Era como se ele estivesse em águas profundas tentando agarrar alguma coisa, qualquer coisa, para se salvar…”

 

Um beijo e até a próxima!

ACOMPANHE AS REDES SOCIAIS DO BLOG:

Instagram ❤ Facebook ❤ Google + ❤  Pinterest ❤ Skoob ❤ Twitter ❤  YouTube

09
jun

Resenha | O Muro – William Sutcliffe

Categorias: Livros

Olá, queridos leitores!

Hoje trago minha opinião sobre O Muro, livro escrito pelo britânico William Sutcliffe, publicado aqui no Brasil pela Editora Record e que aborda temas como lealdade, identidade e justiça.

Título: O Muro / Autor: William Sutcliffe / Editora: Record / Páginas: 336

 Skoob: Adicione /  Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Um romance emocionante e uma fábula política e ideológica marcante sob o ponto de vista de uma criança. Joshua tem 13 anos e mora com a mãe e o padrasto em Amarias, um lugar isolado no topo da montanha, onde todas as casas são novíssimas. Na fronteira da cidade, há uma barreira bem alta, guardada por soldados fortemente armados e que só pode ser cruzada através de um posto de controle. Ninguém deve entrar naquele lugar, e quem está lá não tem permissão para sair. Desde pequeno, Joshua sabe que, do outro lado daquela muralha, há um território violento e implacável e que O Muro é a única coisa capaz de manter seu povo em segurança. Desde pequeno, ele sempre ouviu que, do outro lado, havia um território proibido, um lugar violento e perigoso, do qual um garoto como ele deveria manter distância. Um dia, a bola de Joshua cai do outro lado do Muro e, ignorando tudo o que sempre ouviu, ele vai atrás dela e acaba descobrindo um túnel que o leva a uma realidade que jamais imaginou encontrar. Lá ele acaba caindo nas mãos de uma gangue sanguinária, mas a bondade de uma menina salva sua vida. Porém isso acaba desencadeando um ato de extrema crueldade e coloca Joshua em dívida com ela… Uma dívida que ele fará de tudo para pagar.

—-

Em O Muro, o protagonista é um garoto de 13 anos, Joshua. Ele é desobediente, teimoso, mentiroso, determinado, curioso e com uma maturidade fora do comum para um adolescente. Ele vive na fronteira de Amarias, junto com a mãe e o padrasto, com quem tem um relacionamento muito complicado.

Nessa cidade repleta de soldados, postos de controle e cercada por um enorme muro, Joshua cresceu ouvindo histórias sobre “o inimigo”, do que esse inimigo poderia fazer com eles e de como apenas o exército poderia detê-lo. Mas Joshua era apenas um garoto e não fazia ideia de quem era esse adversário, até o dia em que, através de um túnel, ele vai parar sozinho no outro lado do muro e descobre uma realidade totalmente diferente da que ele conhece.

“Em Amarias, se você não souber quem é seu inimigo, você não sabe de absolutamente nada.” Página 120

Uma das primeiras coisas que acontece com Joshua do outro lado do muro é uma perseguição por um bando de garotos violentos. Ele mal teve tempo de assimilar que aquelas tantas pessoas usavam roupas muito mais simples que as dele, praticavam o comércio a céu aberto, lotavam as ruas e falavam outro idioma. Ele estava em perigo e, somente com a ajuda de uma menina disposta a colocar sua própria vida em risco, foi quem ele conseguiu escapar daquela gangue, mas não sem antes sentir que tem uma eterna dívida de gratidão com a menina que o acolheu e sua família. A partir desse momento, o protagonista começa a refletir sobre tantas coisas que até então ele não conhecia, ao mesmo tempo que enfrenta cada vez mais dificuldade no seu relacionamento familiar.

“Percebo que não sei que nome dar a esse sentimento que nasceu entre nós. Não era exatamente o que você poderia chamar de amizade. “Afeição” ou “ternura” parecem mais próximos, mas ainda não caracterizam o sentimento.” Página 308

—-

Histórias narradas por crianças sempre me emocionam muito, mas dessa vez foi um pouco diferente. Como já mencionei anteriormente, Joshua é muito maduro para sua idade e certas vezes tem atitudes e pensamentos que eu poderia muito bem relacionar a um adulto. Ele também não é um protagonista cativante, mas seu desejo de ajudar o próximo nos faz refletir sobre nossos valores enquanto cidadãos, filhos e amigos.

Vale ressaltar também que Joshua é um personagem de muita coragem e ousadia. Coragem essa que o fez ir contra “seu povo” e sua família para lutar pelos valores que ele julgava serem os certos. É inevitável não se colocar no lugar desse garoto que teve sua vida transformada, após se arriscar tanto por outras pessoas.

Uma característica que me fez demorar a concluir essa leitura foi o fato de a narrativa, feita em primeira pessoa, ser lenta e muito descritiva. Todas as cenas de O Muro são ricas em detalhes, porém isso acaba sendo cansativo em alguns momentos. Apesar dessa minha insatisfação, o livro me tocou de uma forma especial, pela mensagem linda que transmite.

—-

Apesar de O Muro não ter suprido as minhas expectativas, eu recomendo a leitura dele, principalmente para os leitores que estiverem em busca de algo que os impulsione a sair de sua zona de conforto e os encoraje a olharem mais para o próximo do que para a si mesmos.

—-

Um beijo e até a próxima!

ME ENCONTRE TAMBÉM AQUI:

Instagram ❤ Facebook ❤ Google + ❤  Pinterest ❤ Skoob ❤ Twitter ❤  YouTube

Páginas123

Helen Dutra - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2018