27
set

Resenha | A História da Ciência para Quem Tem Pressa – Nicola Chalton e Meredith MacArdle

Categorias: Livros

Olá, leitores!

Estou de volta com mais uma resenha pra vocês. Dessa vez, vou compartilhar minhas impressões sobre A História da Ciência para Quem Tem Pressa, um excelente guia pra quem tem interesse em saber mais sobre o mundo de forma bem prática.

Título: A História da Ciência para Quem Tem Pressa / Editora: Valentina / Páginas: 406

Autores: Nicola Chalton e Meredith MacArdle / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: 2.500 anos de descobertas — os feitos dos grandes cientistas, desde os tempos antigos até a era moderna. Desde os tempos antigos, homens e mulheres de brilhante intelecto tentam entender o universo observando muito além da capacidade de ver ou mesmo tocar — de minúsculos átomos às mais distantes estrelas. A História da Ciência para Quem Tem Pressa é um guia essencial para o leitor que deseja conhecer os resultados de milhares de anos de atividades e esforços na área da ciência. É uma obra que resume, em ordem cronológica, as principais descobertas dos mais fecundos pensadores, entre os quais podemos citar Aristóteles, Arquimedes, Lavoisier, Fibonacci, Darwin, Da Vinci, Curie, Turing, Edison, Euclides, Newton, Einstein, Pasteur, Kepler, Copérnico e Hipócrates. O livro destaca também, em sintéticas biografias, a vida e os trabalhos dos cientistas que mais influenciaram nosso planeta. Nele, o leitor saberá, entre muitas outras coisas superinteressantes, que Ptolomeu teve que corrigir certo aspecto de suas convicções para se harmonizar com suas teorias; que Freud usava cocaína em suas sessões de atendimento psicoterápico para ‘expandir’ a própria mente; e que Tim Berners-Lee, o inventor da WWW, foi proibido de usar os computadores da sua universidade depois que descobriram que ele estava hackeando o sistema. Também com o objetivo de demonstrar que a curiosidade humana não tem limites, esta obra apresenta os experimentos que ousaram contestar ‘verdades’ consagradas e cujas teorias mudaram a nossa forma de ver o mundo. Para sempre.

Minha opinião:

A editora Valentina lançou uma coleção histórica para quem tem pressa. Uma ideia que acho particularmente interessante. Já foram lançados A História do Mundo para Quem Tem PressaA História do Brasil para Quem Tem PressaA História da Mitologia para Quem Tem Pressa.

Esse em questão trata da história da ciência que em pouco menos de 200 páginas consegue mostrar a evolução de diversas áreas da ciência desde seus primórdios. Esse livro foi elaborado por Nicola Chalton e Meredith MacArdle.

Ele se divide em sete áreas científicas diferentes, que são: Astronomia e Cosmologia, Matemática, Física, Química, Biologia, O ser humano e a Medicina e Geologia e Meteorologia.

O início de cada capítulo traz de forma bastante sucinta, na verdade tudo é bastante sucinto, como tal área do conhecimento deu seus primeiros passos. E é muito legal saber as ideias e como antigamente o mundo era visto e sentido.

As autoras fizeram um trabalho espetacular em usar dados de todo o mundo para montar os cenários da evolução do pensamento e da ciência em si. E é incrível como elas conseguiram passar o necessário de forma concisa e sem passar a sensação de que cortou o assunto pela metade, na verdade parece ser bem completo.

Cada capítulo traz particularidades interessantes do assunto abordado e isso tornou tudo bem mais divertido de ler. A leitura é fácil e tão interessante que nem percebia o tempo passando e terminei de ler o livro muito rápido, pois além do assunto ser interessante a leitura é bastante fluida.

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A edição é bem simples, mas bastante caprichada, como já é de praxe da editora Valentina. Não gosto muito do fato de usarem folhas brancas e ter poucas ilustrações.

Assim, super recomendo-o para quem tem interesse em conhecer sobre ciência, mas não possui tempo ou interesse para se aprofundar no assunto, ou para quem quer dar seus primeiros passos nesse mundo tão magnífico.

Um beijo e até a próxima!

11
set

Resenha | Dumplin’ – Julie Murphy

Categorias: Livros

Oi, gente!

Hoje vamos falar sobre um dos mais recentes lançamentos da Editora Valentina, Dumplin’, uma história divertida sobra uma garota que mostra que ser confiante e amar a vida e a si mesmo nem sempre está relacionado aos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Se você ficou curioso para saber um pouquinho mais sobre esse livro, vem comigo que vou te contar mais.

Título: Dumplin’ / Autor (a): Julie Murphy Editora: Valentina

Páginas: 300 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Willowdean Dickson ou simplesmente Will, é uma adolescente que vive em Clover City, uma pequena cidade do Texas, com a mãe (uma ex-miss). Ela tem uma paixão enorme por Dolly Parton, algo que herdou de sua tia Lucy, a qual nunca esqueceu, mesmo depois de sua morte, e foi justamente essa paixão que a aproximou de sua melhor amiga Ellen.

Apesar de serem muito diferentes, Will e Ellen se amam e se completam de maneira que só melhores amigas conseguem. Quando a situação na casa de Will fica complicada, ela começa a trabalhar em um fast food para ajudar nas despesas da casa e lá conhece Bo, o garoto mais lindo que ela já tinha visto, e também o mais fechado e calado (o que será que ele esconde, hein?). O que sabemos é que a maneira como ele olha para Will demonstra algum tipo de interesse…

Mesmo passando por alguns momentos delicados e estando fora dos padrões de beleza, Will lida com isso tudo de maneira confiante e sempre tira algo de bom de cada situação adversa que enfrenta. Não bastasse o fato de ela se aceitar, ainda ajuda algumas meninas a fazerem o mesmo.

“A perfeição não é nada mais que um fantasma que perseguimos”

Quando Will começa a se envolver com Bo, ela muda completamente. Começa uma briga dos sentimentos dele por ela e dela com seu corpo, sua fragilidade fica ainda pior quando questões familiares vão se agregando a tudo isso, principalmente porque é nesse momento que a amizade com sua melhor amiga está estremecida.

 

“Fazer bem a coisa não significa que se tenha obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo.”

A narrativa é muito boa, há alguns acontecimentos engraçados e outros bem reais, o que traz certa veracidade ao livro. É uma história que eu tenho certeza que muitas garotas vão se identificar, pois Will representa boa parte da sociedade atual, por ter uma protagonista que dá voz às mulheres que não se encaixam em determinados padrões; pelo contrário, ela se aceita da maneira como é e, independente do número que veste, não mudaria nada em seu corpo.

Dumplin’ aborda ainda outros temas como perdas, bullying, empoderamento feminino, perda da virgindade e outros.

E pra encerrar, não poderia deixar de mencionar que essa edição da Editora Valentina está caprichadíssima. A capa está linda e os marcadores personalizados de Dumplin um espetáculo!   

“As vezes descobrir quem você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin. Will. Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.”

Um beijo e até a próxima!

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12
jul

Resenha | A Identidade secreta dos Super-Heróis – Brian J. Robb

Categorias: Livros

Olá, leitores!

A resenha de hoje é especialmente para os fãs de HQs. Vamos falar sobre A Identidade secreta dos Super-Heróis, um livro que promete desvendar as histórias e origens dos maiores sucessos das HQs.

Título: A Identidade secreta dos Super-Heróis / Autor (a): Brian J. Robb / Editora: Valentina

Páginas: 304 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Do Super-Homem aos Vingadores, a evolução das lendas dos quadrinhos. A primeira aparição do Super-Homem em 1938 foi um momento sísmico na cultura pop mundial. Desde então, centenas de super-heróis foram criados, desconstruídos e reinventados para novas gerações de fãs de revistas em quadrinhos, especialmente os ícones da DC, Batman e Mulher-Maravilha, e os X-Men e Vingadores, do Universo Marvel. Você sabia que o Capitão América surgiu socando Adolph Hitler em sua revista de estreia? Que vários elementos da mitologia do Super-Homem, como a kriptonita — seu ponto fraco — e o amigo Jimmy Olsen, vieram do seriado de rádio e só depois foram incorporados aos gibis? Que a famosa minissérie Guerras Secretas, da Marvel, foi criada por encomenda para lançar uma linha de brinquedos e que foi publicada no Brasil completamente adulterada e mutilada? Esses e outros segredos guardados a sete chaves pelos personagens das HQs estão em A Identidade Secreta dos Super-Heróis. Nesta ampla e fascinante exploração do fenômeno dos heróis dos quadrinhos, Brian J. Robb mapeia a ascensão dos super-heróis americanos, do auge inicial na era da Grande Depressão em gibis descartáveis ao renascimento brilhante nos blockbusters mais populares do cinema do século XXI.

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Eu, como qualquer fã de HQs, quando vi esse lançamento da Editora Valentina, fiquei mega interessada em lê-lo. Esse livro mostra as principais informações sobre o surgimento, desenvolvimento, queda e ascensão dos heróis.

Brian J. Robb dividiu o livro em cinco partes: Origens!; Crise!; Excelsior!; Confusão! e Dominação!.

Ele começa em 1938, quando foi lançada a Action Comics (DC Comics) nº 1, que deu o pontapé inicial para algo fenomenal com o lançamento do icônico Superman, afinal até aquele momento só existiam as tirinhas em periódicos e revistas.

Robb faz aqui um pequeno apanhado do que havia antes do lançamento da Action Comics nº 1, onde se tem notícia dos primeiros quadrinhos e como ele se desenvolveu no decorrer dos anos. E assim acontece a Era de Ouro das revistas em quadrinhos.

Depois vem a crise que ocorreu após a era de ouro que ocorreu entre os anos de 1940 e 1945, momento em que havia uma enxurrada de gibis em circulação. E cada vez mais os quadrinhos se tornavam patrióticos e de alguma forma incluíam a guerra em suas histórias. Só que após a guerra as vendas começaram a cair cada vez mais, pois com o excesso de material o que mais se encontrava eram histórias rasas com tramas bobas.

Também nessa época surgiu o Comics Code Authority que impunha regras para que os quadrinhos pudessem ser publicados e vendidos. Até mesmo um estudo apareceu para afirmar que os quadrinhos não eram recomendados para crianças e adolescentes e isso causou uma enorme censura nos gibis de heróis por quase sessenta anos.

Contudo nesse momento surgiu um novo tipo de quadrinho voltado exclusivamente para o público infantil, onde os personagens são Mickey, Pateta e cia, Tarzan e outros que fazem sucesso até hoje.

Depois Robb conta como a Marvel Comics, principal rival da DC surgiu, trazendo heróis que tinham traços mais realistas e uma abordagem diferente. Inclusive quando se iniciou a era de prata dos quadrinhos, enquanto a DC relançava seus sucessos da era de ouro, a Marvel publicava novos personagens e os roteiristas buscavam criar certa identificação entre os personagens e os leitores.

Com isso a Marvel passou a ter uma atenção maior do publico e passou a ser referência no que diz respeito às HQs. E essa foi a Era de Prata dos quadrinhos.

Com o fim da era de prata houveram mudanças tanto nas editoras quanto no clima político, o que acabou se refletindo nas revistas em quadrinhos e um novo tipo de personalidade apareceu, o anti-herói… Enquanto os heróis estão ali para salvar o mundo, os anti-heróis se situam na estreita faixa entre o bonzinho e o vilão… Eles buscam fazer justiça, mas ao seu modo e nem sempre de acordo com as regras e da forma como deveria ser.

Como meus personagens preferidos são anti-heróis, adorei conhecer mais sobre esse aparecimento nas histórias! Os heróis são bonzinhos e certinhos demais. Prefiro até os vilões aos heróis rsrsrsrsrsrs.

Nos anos 70 algo novo surgiu e deu um novo gás ao mercado editorial de HQs, uma espécie de desconstrução do que é ser um super-herói. Agora os quadrinhos se preocupavam com o modo que as revistas seriam vistas pelos leitores, os personagens já famosos ganharam novas facetas ao serem remodelados, os que iam surgindo já apareciam bem mais complexos e profundos, as editoras passaram a criar novos selos para esse novo material.

A forma como os editores da DC viram para reconstruir o Homem de Aço foi com a inesperada e fantástica morte do Super-Homem, que foi um grandioso marco e mostrou ao mundo como ele seria se de fato ele morresse. Quando lançaram O Retorno do Super-Homem, uma série de cinco revistas que se tornaram as mais vendidas do mês, todos quiseram saber o que havia acontecido e como ele conseguiu voltar.

Após essa repaginada feita nos personagens das HQs não havia mais dúvidas de que o mundo era delas! Os heróis estavam aparecendo em outros meios, principalmente, no primeiro momento, nas radionovelas. Mas a cada momento eles iam ganhando mais e mais espaço nas outras mídias e se tornou o que vemos hoje em dia, em que existem na TV, no cinema, em brinquedos, vídeos do Youtube, etc.

Mesmo quem não conhece nada de quadrinhos não se sentirá perdido lendo esse livro, o autor conseguiu mostrar de uma forma bastante acessível os detalhes que rodeiam a criação e o desenvolvimento das HQs.

E, mais uma vez, a Editora Valentina fez um trabalho fantástico com a edição desse livro. A capa, além das cores chamativas com heróis voando, veio com uma textura quase igual as páginas das antigas HQs. Antes de cada capítulo existe uma separação com detalhes e desenhos que também seguem o estilo das HQs.

Mesmo com os capítulos extensos, a leitura de A Identidade secreta dos Super-Heróis flui de uma forma bem legal.

E é claro que eu super recomendo sua leitura!

 

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