13
mar

Resenha | A Garota do Cemitério – Livro 1: Os Impostores – Charlaine Harris, Christopher Golden e Don Kramer

Categorias: Livros

Olá, leitores!

Aqui quem escreve é a Ileana Dafne e esse é o meu primeiro post no blog. Para minha estreia por aqui, vou falar um pouco sobre A Garota do Cemitério, a primeira HQ da Editora Valentina.

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Título: Os Impostores / Autor (a): Charlaine Harris e Christopher Golden

Ilustrador: Don Kramer / Editora: Valentina / Páginas: 128

 Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Ela adotou o nome Calexa Rose Dunhill, inspirada numa lápide do sombrio ambiente em que acordou, ferida e apavorada, sem qualquer lembrança de sua identidade, de quem a jogou lá para morrer ou mesmo do porquê.
Fez do cemitério o seu lar, vivendo escondida numa cripta. Mas Calexa não pode se esconder dos mortos – e, quando descobre que possui a estranha capacidade de ver as almas se desprenderem de seus corpos…
Então, certa noite, Calexa presencia um grupo de jovens praticando uma sinistra magia. Horrorizada, testemunha o ato insano que eles cometem. Quando o espírito da vítima abandona o corpo, ele entra em Calexa, atormentando sua mente com visões e lembranças que parecem não ser dela.
Agora, Calexa deve tomar uma decisão: continuar escondida para se proteger – afinal, alguém acredita que ela está morta – ou sair das sombras para trazer justiça ao angustiado espírito que foi até ela em busca de ajuda?

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Os Impostores é a primeira parte de uma trilogia chamada A Garota do Cemitério que possui formato de HQ. A história foi criada por Charlaine Harris e Christopher Golden e a arte ficou com Don Kramer. Harris é a autora de mistério e fantasia e escreveu a série de livros que deu origem à aclamada série televisiva True Blood. Golden é autor dos romances de Peter Octavian e da série de suspense Body of Evidence. E Kramer já foi o responsável pelas artes e capas de vários projetos da Marvel e da DC Comics, inclusive as HQs JSA e Detective Comics.

Aqui somos apresentados à Calexa Rose Dunhill, uma moça cujas lembranças começam a partir do momento em que acorda após ser deixada para morrer no cemitério. Ela não sabe realmente quem é nem por que alguém iria querê-la morta.


“Tenho certeza de que morri. Por um minuto, no mínimo. Não sei por quanto tempo. Quando se está morto é difícil falar de tempo.”

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Nós vamos acompanhando sua busca por informações e a luta dela pela sobrevivência até o momento em que ela presencia um ritual macabro no cemitério e se vê numa situação totalmente inesperada. A partir de então uma nova história ganha espaço e sua busca por respostas fica mais emocionante e passamos a entender mais um pouco sobre os mistérios que rondam Calexa. Durante essa jornada para se descobrir e conseguir resolver o novo problema, ela faz amizades bastante especiais.


“Não sei para onde eles vão, quero dizer, os espíritos… Mas é óbvio que há alguma coisa após a morte.”


A narrativa é fantástica e me prendeu completamente. Li bastante rápido, sentei para ler num dia e em menos de uma hora já havia terminado. A forma como a Harris e o Golden desenvolveram a história foi bastante fluida e muito bem construída. Os personagens, mesmo que esse sendo o primeiro volume e não trazendo muitas informações, são bem desenvolvidos e cativantes, nos importamos com o que pode vir a acontecer com eles. A história é narrada pela Calexa, mas não ficamos presos à somente o que acontece com ela e eu achei isso fabuloso!

Amo HQs e os traços desse primeiro volume de A Garota do Cemitério são lindos!!! Adorei a forma como o Kramer faz os desenhos, deixando os traços realistas.

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“Não posso contar a Kelner nem a Lucinda. Se eles souberem que estou em perigo, não vão pensar duas vezes em avisar a polícia. E eu ainda não estou pronta para isso.”

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E preciso falar da edição da Editora Valentina. Está fabulosa!!! As folhas são perfeitas e a impressão não fica atrás. Só que teve um detalhe que me fez ter uma leve decepção com essa HQ: as páginas não são numeradas. Pode ser algo sem importância, mas estou acostumada a não usar marcadores e sempre decorar o número da página que parei a leitura para depois retomá-la. Mesmo que o tenha lido bem rápido e sem paradas, essa falta de numeração me deixou bastante incomodada.

Contudo a história é excelente e super recomendo-a a todos que curtem um bom mistério com elementos sobrenaturais e um drama bem contado. E claro que estou ansiosa pelos outros dois volumes!

Até a próxima!

10
fev

Resenha | Quando finalmente voltará a ser como nunca foi – Joachim Meyerhoff

Categorias: Livros

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi: um livro que já desperta a curiosidade pelo título enorme e pela capa que sugere uma criança com raiva. Parece algo bem incomum e realmente é. Nessa obra do alemão Joachim Meyerhoff, passamos a enxergar o mundo pelos olhos de um menino que cresce em meio aos loucos e dentro de um lar carinhoso mas ao mesmo tempo desestruturado.

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Título: Quando finalmente voltará a ser como nunca foi / Autor (a): Joachim Meyerhoff / Editora: Valentina

Páginas: 352 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade – e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica – e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

A trama é narrada por Joachim, o filho mais novo do diretor do hospital psiquiátrico Hesterberg para crianças e adolescentes. A família, composta ainda pela mãe e por mais dois irmãos, vive numa casa que fica dentro do terreno da Instituição. O chefe da família é um médico psiquiatra brilhante, mas que como pai e marido deixa muito a desejar. Ele prefere ler a sair com a esposa ou dedicar um pouco de atenção aos filhos. A mãe vive somente para a família, e toda essa entrega e dedicação, no fundo, lhe causa uma frustração por nunca ter saído do lugar onde vive. Os outros dois filhos em certos momentos se mostram carinhosos, mas na maior parte do tempo tramam maldades e formas de humilhar o irmão caçula. O próprio Joaquim é um garoto esperto, curioso, criativo, porém a qualquer momento pode ter ataques de raiva que o fazem ter atitudes irreconhecíveis. Como deu pra perceber, a família toda é muito inconstante, e é nesse ambiente tão conturbado que o nosso protagonista cresce, faz amizades incomuns e trilha seu caminho para o futuro.

“Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro.” Página 345

Minha experiência de leitura teve pontos altos e baixos. O início do livro foi bem empolgante porque a narrativa indicava que haveria um dilema principal. Porém os capítulos seguintes não apresentaram uma continuidade, e sim situações corriqueiras na vida do protagonista e de sua família. A impressão que eu tive era de uma pessoa me contando como tinha sido sua infância, com quem ela tinha convivido, como eram essas pessoas e quais lições ela extraiu de suas experiências de vida. Por um lado isso foi muito bom, porque os episódios relatados a cada novo capítulo vinham sempre carregados com alguma reflexão. Além disso, ao longo de toda a trama, temos a oportunidade de conhecer diversos personagens secundários. Alguns deles me cativam muito, como Margret, uma das internas do hospital que tinha uma forma peculiar de falar, como se toda frase fosse uma só palavra e sua exclamação favorita era: Minhanossanãoacredito! ( kkkk, eu adorei essa personagem). Outros eram tão peculiares que não tinha como não ficar interessada por eles, como Marlene, uma menina de catorze anos que possuía uma letargia altamente contagiosa e queria morrer (essa última era bem sinistra).

Por outro lado, a narrativa é arrastada e cansativa, o que fez com que eu demorasse mais do que imaginava para concluir a leitura. Provavelmente os leitores acostumados com esse tipo de descrição não tenham o mesmo problema que eu tive e talvez eles até aproveitem melhor o livro. Mas se você, assim como eu, prefere livros mais dinâmicos, eu aconselho a procurar um momento certo para fazer essa leitura.

De qualquer forma, valeu a pena ter perseverado até o fim, pois achei que os melhores capítulos ficaram no final e porque, analisando a obra como um todo, foi um livro que me fez sair da minha zona de conforto; Quando finalmente voltará a ser como nunca foi abordou um assunto totalmente diferente de tudo que eu já havia lido, além de ter sido meu primeiro contato com a literatura alemã.

Por fim, vamos falar dessa edição belíssima da Editora Valentina. A capa, as ilustrações, as orelhas, tudo torna o objeto livro ainda mais atraente e totalmente de acordo com a temática abordada. Outro aspecto muito importante a ser mencionado é que ao longo da leitura encontramos várias notas de rodapé esclarecendo termos que são peculiares da cultura alemã, o que enriquece em muito a experiência para qualquer leitor.

Eu poderia falar ainda muito mais dessa obra que despertou em mim tantas sensações diferentes, mas prefiro deixar que vocês descubram isso por si mesmos. Encerro esse post encorajando todos que se interessaram pela premissa da história e pelas minhas impressões sobre o livro a lerem Quando finalmente voltará a ser como nunca foi e tirarem suas próprias conclusões.

 

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Até a próxima!

14
nov

Retrospectiva Valentina 2016 – Fortaleza CE

Categorias: Guia Fortal, Livros

Oi, gente linda!

Hoje estou aqui pra falar sobre a Retrospectiva Valentina 2016, que aconteceu ontem na Livraria Leitura, do Shopping Rio Mar Papicu.

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A ideia do evento, como o próprio nome sugere, era relembrar todos os lançamentos feitos pela Editora Valentina em 2016 e mostrar algumas novidades já programadas para o primeiro semestre do próximo ano. A Retrospectiva Valentina acontece em 19 cidades e conta com a ajuda dos blogs parceiros para fazer a apresentação do evento.

Aqui em Fortaleza, eu me propus a apresentar. Não gosto muito de falar em público, mas imaginei que essa seria uma ótima oportunidade de vários leitores conhecerem melhor os livros da editora, sem falar que a galera que participa de clubes do livro aqui na cidade, adora esse tipo de evento. Então aceitei o desafio, mas isso não seria possível se eu não tivesse a ajuda da minha amiga Dafne, colaboradora do Blog Livros e Flores. Ela arrasa quand o assunto é livro e contribuiu muuuuito para que esse evento fosse possível. Obrigada, Dafne!

Agora vamos às fotos, pra vocês terem uma ideia do que rolou por lá. 😉

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Cada pessoa que participou do evento ganhou um kit lindo de marcadores de livros. Nós já deixamos separados por cadeira, pra galera já ir entrando no clima do evento.

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Esses foram os ganhadores dos livros Pensei que fosse verdade, Quando finalmente voltará a ser como nunca foi e Sem Olhar para trás:

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Fora isso ainda sorteamos ecobags e bottons. Esses foram os ganhadores:

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E essa foi a turma linda que prestigiou o evento. Ao todo, foram 39 pessoas.

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Isso foi um pouquinho do que rolou na Retrospectiva Valentina de Fortaleza.

Não perde a oportunidade de participar de eventos como esse aí na sua cidade. 😉

Beijos e até a próxima!

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