10
fev

Resenha | Quando finalmente voltará a ser como nunca foi – Joachim Meyerhoff

Categorias: Livros

Quando finalmente voltará a ser como nunca foi: um livro que já desperta a curiosidade pelo título enorme e pela capa que sugere uma criança com raiva. Parece algo bem incomum e realmente é. Nessa obra do alemão Joachim Meyerhoff, passamos a enxergar o mundo pelos olhos de um menino que cresce em meio aos loucos e dentro de um lar carinhoso mas ao mesmo tempo desestruturado.

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Título: Quando finalmente voltará a ser como nunca foi / Autor (a): Joachim Meyerhoff / Editora: Valentina

Páginas: 352 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: Isso é normal? Crescer entre centenas de pessoas com deficiência física e mental, como o filho mais novo do diretor de um hospital psiquiátrico para crianças e jovens? Nosso pequeno herói não conhece outra realidade – e até gosta muito da que conhece. O pai dirige uma instituição com mais de 1.200 pacientes, ausenta-se dentro da própria casa quando se senta em sua poltrona para ler. A mãe organiza o dia a dia, mas se queixa de seu papel. Os irmãos se dedicam com afinco a seus hobbies, mas para ele só reservam maldades. E ele próprio tem dificuldade com as letras e sempre é tomado por uma grande ira. Sente-se feliz quando cavalga pelo terreno da instituição sobre os ombros de um interno gigantesco, tocador de sinos. Joachim Meyerhoff narra com afeto e graça a vida de uma família extraordinária em um lugar igualmente extraordinário. E a de um pai que, na teoria, é brilhante, mas falha na prática. Afinal, quem mais conseguiria, depois de se propor a intensificar a prática de exercícios físicos ao completar 40 anos, distender um ligamento e nunca mais tornar a calçar o caro par de tênis? Ou então, em meio à calmaria, ver-se em perigo no mar e ainda por cima derrubar o filho na água? O núcleo incandescente do romance é composto pela morte, pela perda do que já não pode ser recuperado, pela saudade que fica – e pela lembrança que, por sorte, produz histórias inconcebivelmente plenas, vivas e engraçadas.

A trama é narrada por Joachim, o filho mais novo do diretor do hospital psiquiátrico Hesterberg para crianças e adolescentes. A família, composta ainda pela mãe e por mais dois irmãos, vive numa casa que fica dentro do terreno da Instituição. O chefe da família é um médico psiquiatra brilhante, mas que como pai e marido deixa muito a desejar. Ele prefere ler a sair com a esposa ou dedicar um pouco de atenção aos filhos. A mãe vive somente para a família, e toda essa entrega e dedicação, no fundo, lhe causa uma frustração por nunca ter saído do lugar onde vive. Os outros dois filhos em certos momentos se mostram carinhosos, mas na maior parte do tempo tramam maldades e formas de humilhar o irmão caçula. O próprio Joaquim é um garoto esperto, curioso, criativo, porém a qualquer momento pode ter ataques de raiva que o fazem ter atitudes irreconhecíveis. Como deu pra perceber, a família toda é muito inconstante, e é nesse ambiente tão conturbado que o nosso protagonista cresce, faz amizades incomuns e trilha seu caminho para o futuro.

“Cada vez mais tenho a impressão de que o passado é um lugar ainda mais inseguro e instável que o futuro.” Página 345

Minha experiência de leitura teve pontos altos e baixos. O início do livro foi bem empolgante porque a narrativa indicava que haveria um dilema principal. Porém os capítulos seguintes não apresentaram uma continuidade, e sim situações corriqueiras na vida do protagonista e de sua família. A impressão que eu tive era de uma pessoa me contando como tinha sido sua infância, com quem ela tinha convivido, como eram essas pessoas e quais lições ela extraiu de suas experiências de vida. Por um lado isso foi muito bom, porque os episódios relatados a cada novo capítulo vinham sempre carregados com alguma reflexão. Além disso, ao longo de toda a trama, temos a oportunidade de conhecer diversos personagens secundários. Alguns deles me cativam muito, como Margret, uma das internas do hospital que tinha uma forma peculiar de falar, como se toda frase fosse uma só palavra e sua exclamação favorita era: Minhanossanãoacredito! ( kkkk, eu adorei essa personagem). Outros eram tão peculiares que não tinha como não ficar interessada por eles, como Marlene, uma menina de catorze anos que possuía uma letargia altamente contagiosa e queria morrer (essa última era bem sinistra).

Por outro lado, a narrativa é arrastada e cansativa, o que fez com que eu demorasse mais do que imaginava para concluir a leitura. Provavelmente os leitores acostumados com esse tipo de descrição não tenham o mesmo problema que eu tive e talvez eles até aproveitem melhor o livro. Mas se você, assim como eu, prefere livros mais dinâmicos, eu aconselho a procurar um momento certo para fazer essa leitura.

De qualquer forma, valeu a pena ter perseverado até o fim, pois achei que os melhores capítulos ficaram no final e porque, analisando a obra como um todo, foi um livro que me fez sair da minha zona de conforto; Quando finalmente voltará a ser como nunca foi abordou um assunto totalmente diferente de tudo que eu já havia lido, além de ter sido meu primeiro contato com a literatura alemã.

Por fim, vamos falar dessa edição belíssima da Editora Valentina. A capa, as ilustrações, as orelhas, tudo torna o objeto livro ainda mais atraente e totalmente de acordo com a temática abordada. Outro aspecto muito importante a ser mencionado é que ao longo da leitura encontramos várias notas de rodapé esclarecendo termos que são peculiares da cultura alemã, o que enriquece em muito a experiência para qualquer leitor.

Eu poderia falar ainda muito mais dessa obra que despertou em mim tantas sensações diferentes, mas prefiro deixar que vocês descubram isso por si mesmos. Encerro esse post encorajando todos que se interessaram pela premissa da história e pelas minhas impressões sobre o livro a lerem Quando finalmente voltará a ser como nunca foi e tirarem suas próprias conclusões.

 

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Até a próxima!

14
nov

Retrospectiva Valentina 2016 – Fortaleza CE

Categorias: Guia Fortal, Livros

Oi, gente linda!

Hoje estou aqui pra falar sobre a Retrospectiva Valentina 2016, que aconteceu ontem na Livraria Leitura, do Shopping Rio Mar Papicu.

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A ideia do evento, como o próprio nome sugere, era relembrar todos os lançamentos feitos pela Editora Valentina em 2016 e mostrar algumas novidades já programadas para o primeiro semestre do próximo ano. A Retrospectiva Valentina acontece em 19 cidades e conta com a ajuda dos blogs parceiros para fazer a apresentação do evento.

Aqui em Fortaleza, eu me propus a apresentar. Não gosto muito de falar em público, mas imaginei que essa seria uma ótima oportunidade de vários leitores conhecerem melhor os livros da editora, sem falar que a galera que participa de clubes do livro aqui na cidade, adora esse tipo de evento. Então aceitei o desafio, mas isso não seria possível se eu não tivesse a ajuda da minha amiga Dafne, colaboradora do Blog Livros e Flores. Ela arrasa quand o assunto é livro e contribuiu muuuuito para que esse evento fosse possível. Obrigada, Dafne!

Agora vamos às fotos, pra vocês terem uma ideia do que rolou por lá. 😉

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Cada pessoa que participou do evento ganhou um kit lindo de marcadores de livros. Nós já deixamos separados por cadeira, pra galera já ir entrando no clima do evento.

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Esses foram os ganhadores dos livros Pensei que fosse verdade, Quando finalmente voltará a ser como nunca foi e Sem Olhar para trás:

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Fora isso ainda sorteamos ecobags e bottons. Esses foram os ganhadores:

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E essa foi a turma linda que prestigiou o evento. Ao todo, foram 39 pessoas.

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Isso foi um pouquinho do que rolou na Retrospectiva Valentina de Fortaleza.

Não perde a oportunidade de participar de eventos como esse aí na sua cidade. 😉

Beijos e até a próxima!

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28
out

Resenha | Minha vida mora ao lado – Huntley Fitzpatrick

Categorias: Livros

Hoje vamos de mais uma resenha literária. O eleito da vez foi um livro sobre valores, ética, segredos, amadurecimento e, claro, amor! Vamos conversar sobre Minha vida mora ao lado, da Huntley Fitzpatrick.

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Título: Minha vida mora ao lado / Autor (a): Huntley Fitzpatrick / Editora: ValentinaPáginas: 320

 Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e…
Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe.
Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios?
Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?

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Quem narra essa história é a própria protagonista, Samantha. Ela é  filha de uma deputada e tem uma conduta “certinha” devido às exigências da mãe. Samantha tem também uma irmã mais velha, a Tracy, que é a rebelde da família e que tem uma participação pequena na trama porque vai passar as férias de verão fora de casa.

Os vizinhos de Sam são os Garrett, uma família grande, barulhenta, engraçada e totalmente diferente da família de Samantha. Eles também são unidos, amorosos e se preocupam uns com os outros. Grace, a mãe de Sam, faz questão que as filhas se mantenham distantes deles. Mas o que ela não sabe é que Samantha sempre observa os os vizinhos e que quando ela menos imaginar, sua caçula estará mais próxima dos Garrett do que dela mesma.

“Minha mãe nunca ficou sabendo de uma coisa, algo que ela reprovaria radicalmente: eu observava os Garrett. O tempo todo.”

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Eu queria ter gostado muito mais de Minha vida mora ao lado, porque sei que existem leitores apaixonados por esse livro. Mas a verdade é que achei a leitura um pouca cansativa. A falta de conflitos interessantes, de reviravoltas e de personagens cativantes me deixaram desmotivada.

O ponto alto do livro pra mim foi Jase e sua família. Ele é um amorzinho! Trabalhador, responsável, lindo e apaixonado. E o Sr. e a Sra Garrett formam um casal de fazer inveja. Que lindas as cenas em que a família estava toda reunida, eu adorava! Até agora estou pra entender qual o problema e preconceito com famílias numerosas.

Tim, um adolescente que até metade do livro só faz besteira, no fim é o personagem secundário que mais cresce na trama. Além do seu próprio amadurecimento, ele prova que é um grande amigo e tem uma função super importante para a união do casal protagonista. Os outros personagens não me agradaram tanto. Samantha é uma adolescente comum. Apesar de ser rica por herança e filha da deputada, ela não é aquela garota mimada e chata. Pelo contrário, trabalha em dois empregos, isso sem contar com o de babá dos Garrett. Nesse ponto ela é admirável, mas em alguns momentos se mostrou insegura, ao apenas aceitar sem questionar o que lhe era imposto. Ainda bem que a autora trabalhou o amadurecimento dela e, ao final do livro, encontramos uma Samantha muito mais confiante. Grace, a mãe da nossa protagonista, é aquele tipo de mulher que só pensa no trabalho e esquece a família. O namorado dela, Clay, é um cara irritante. Nan, a melhor amiga de Samantha, eu prefiro nem comentar. Ganhou a minha antipatia, mas preciso admitir que é exatamente o tipo de pessoa que existe na vida de qualquer um. Além do mais, personagens como esses foram importantes para a autora trabalhar temas como ética e valores.

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Resumindo: eu achei o começo desse livro bem interessante. Os fatos foram acontecendo rápido (inclusive o romance) e eu estava num ritmo de leitura muito bom. Porém no meio do livro as coisas foram ficando mais lentas e eu fui me desmotivando. Sabe quando você tem a sensação de que nada mais vai acontecer? Pois é… Mas eis que surge uma reviravolta bem lá pro finalzinho do livro, mas pra mim já foi tarde demais, porque tive a impressão de que tudo foi jogado muito depressa e que algumas perguntas ficaram sem resposta.

Mas essa é uma opinião muito pessoal. Tenho certeza de que várias pessoas pensam o contrário, tanto é que foi justamente por ler diversos comentários positivos que eu decidi fazer essa leitura. Talvez eu não estivesse no momento certo para mais um young adult ou talvez ter lido dois livros da mesma autora em sequência tenha me deixado enfadada, não sei. O que sei é que você precisa tirar suas próprias conclusões sobre essa leitura, porque cada um tem um gosto e, diferente do que aconteceu comigo, Minha vida mora ao lado pode ser incrível pra você.

Esse é o segundo livro que leio da Huntley Fitzpatrick. O primeiro foi o Pensei que fosse verdade, que também é uma história com protagonistas adolescentes e que se passa no verão, também publicado pela Editora Valentina. Por falar em editora, o projeto gráfico do livro está lindo. A capa, as orelhas, a lombada… tudo! Gostei especialmente da capa, ela simboliza bem o conteúdo do livro: o primeiro amor!

 

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Beijos e até a próxima!

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