13
ago

Resenha | Serafina e a Capa Preta – Robert Beatty

Categorias: Livros

Fazia um bom tempo que não lia nada infantil, não para mim, pelo menos, já que volta e meia estou lendo para minha sobrinha. E preciso dizer que fiquei muito feliz com minha escolha para voltar a ler tais livros! Quer saber mais sobre Serafina e a Capa Preta? É só continuar lendo esse post. 😉

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Título: Serafina e a Capa Preta / Autor (a): Robert Beatty/ Editora: Valentina

Páginas: 240 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Serafina nunca teve motivos para desobedecer ao seu pai e se aventurar além da Mansão Biltmore. Há espaço de sobra para ser explorado naquela casa imensa, embora ela precise tomar cuidado para jamais ser vista. Nenhum dos ricaços lá de cima sabe da existência de Serafina; ela e o pai, o responsável pela manutenção das máquinas, moram secretamente no porão desde que a garota se entende por gente. Mas quando as crianças da propriedade começam a desaparecer, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore à noite. Após ela própria ter conseguido – depois de uma incrível disputa de habilidades – escapar do vilão, Serafina arriscará tudo ao unir forças com Braeden Vanderbilt, o jovem sobrinho dos donos de Biltmore. Braeden e Serafina deverão descobrir a verdadeira identidade do Homem da Capa Preta antes que todas as crianças… A busca de Serafina a levará ao interior da mesma floresta que tanto aprendeu a temer. Lá, descobrirá um esquecido legado de magia, que tem relação com a sua própria origem. Para salvar as crianças, Serafina deverá procurar as respostas que solucionarão o quebra-cabeça do seu passado.

 

Nós somos apresentados à Serafina, uma garota de 12 anos e que é, com muito orgulho, a COR da mansão Baltimore (COR é Caçadora Oficial de Ratos). Ela mora, desde que se lembra, no porão da mansão, junto com seu pai, que trabalha na manutenção da propriedade. Como ela não pode deixar que as outras pessoas que moram, visitam ou trabalham na mansão saibam que ela e o pai vivem no porão, Serafina acaba tendo que trocar o dia pela noite, já que nesse momento as pessoas ou já voltaram para suas casas ou estão dormindo.

A escuridão e o silêncio noturno são suas melhores companhias e é com elas que Serafina consegue desenvolver suas capacidades. Nunca se aventurou além dos limites da floresta que, para ela, é um limite intransponível, por ordem de seu pai, pois na floresta pode se esconder todo tipo de coisa que poderia causar mal à Serafina. Também apesar de ver as pessoas, não tem contato com elas, até que tudo muda…

Numa de suas andanças noturnas se depara com algo nunca antes visto; um ser maligno, portando uma capa preta ataca uma menina que estava hospedada na mansão e que a assusta terrivelmente, afinal, ela conhece aqueles corredores como ninguém e não sabe bem o que fazer em seguida.

No dia seguinte tudo se revela real quando as pessoas na mansão, em especial o casal Vanderbilt, os donos da mansão, que preocupados, mobilizam todos para tentar encontrar a menina de vestido amarelo que desapareceu…

Serafina conta para seu pai o que ela presenciou, mas ele não acredita e ela chega a solução de que somente ela poderá ajudar a encontrar as crianças que noite após noite estão desaparecendo.

Ela acompanha, nas sombras, os acontecimentos na casa e crê que qualquer um pode ser o homem da capa preta. Durante uma de suas espiadelas, se encontra com o jovem Braedan, o sobrinho órfão dos Vanderbilt, e que se mostra como a pessoa que poderá ajudá-la na aventura.

Apesar de ser o enredo principal, o homem da capa preta não é a única história que se desenvolve nesse livro. Em paralelo ocorrem novas descobertas e verdades são reveladas. Ficamos sabendo por que seu pai a quer longe da floresta, quem realmente ela é e porque é diferente das outras pessoas. Uma garotinha linda, especial, corajosa, única!

O livro tem um ritmo maravilhoso, em terceira pessoa e com capítulos pequenos. Mescla de forma genial amizade, momentos de angústia, questionamentos sobre quem somos no mundo, e sobre o bem e o mal…

Serafina e a Capa Preta, apesar de ser o primeiro de uma série, encerra a história começada nele, então creio que cada um terá sua própria história na mansão Biltmore.

O que mais falar? Somente que a história é linda, a narrativa é simples, mas profunda e ainda estou encantada por ele! Que venham os próximos!

Até mais, pessoal!

28
fev

Resenha | Querido Dane-se – Kéfera Buchmann

Categorias: Livros

Oi, gente! Tudo bem com vocês?!

Por aqui está tudo ótimo. =) Como sempre muitas leituras bacanas pra compartilhar.

Hoje nossa conversa vai ser bem curtinha porque o livro da vez é pequeno e não tenho muito o que contar… Mentira! Vocês, por acaso, já viram alguma resenha minha curta rs? Claro que tenho muito o que falar. Apesar de ser um livro pequeno, eu fiquei meio chocada. Entendam o porquê.

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Título: Querido Dane-se / Autor (a): Kéfera Buchmann / Editora: Paralela

Páginas: 224 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

Querido Dane-se é o terceiro livro da youtuber Kéfera Buchmann, e o primeiro de ficção que ela escreve. A narrativa tem como protagonista Jussara, ou Sara, como prefere ser chamada, já que considera seu nome, “nome de tia”.

Sara é uma estilista que tem o sonho de ter seu próprio ateliê, mas trabalha como costureira em um ateliê com sua melhor amiga Denise. Junto com o sonho de ter seu próprio negócio, ela almeja conhecer Paris, casar e formar sua família antes dos 30, caso contrário acha que ficará para tia (bem neurótica né!?).

Tudo começa a desabar quando o namorado de Sara, que até então ela achava ser o amor de sua vida e com quem ela aparentemente estava bem, termina o relacionamento via whatsapp e simplesmente desaparece da face da terra. Daí pra frente parece que é um balde de água fria atrás do outro na vida dessa personagem.

Balde de água gelada nº 1: perto dos 30, largada, sem perspectiva de crescimento profissional, sentindo-se perdida na vida, sem autoconhecimento, Sara se viu encurralada e prestes a surtar.

Foi quando sua terapeuta lhe recomendou escrever em um diário, pra ela lidar com a perda de Henrique e conhecer um pouco de si mesma.

Um dia, sua chefe a chama para conversar, e ela vai jurando que vai ser demitida. Mas não, é uma promoção. Achando que sua vida poderia ganhar um novo sentido, Sara fica super animada ao saber que vai agora trabalhar em tempo integral para Gio Bresser, uma das socialites ricas, famosíssima no Instagram e com um corpo perfeito de quem dorme 2h por dia no formol.

Balde de água gelada nº 2: No primeiro dia em que chega à casa de Gio para pegar suas medidas, Sara e Gio se identificam de cara e ficam conversando, rindo à toa por um bom tempo, até que o novo namorado da amiga chega e ela o apresenta a Sara. E lá está ele: Henrique, seu ex “desaparecido”. Aquilo foi como um soco bem no meio de seu estômago, e para piorar a situação que já não era boa pra ela, quando finalmente ficaram a sós e conversaram, ele diz que terminou com ela porque ela não tinha a condição financeira que ele queria. (Fala sério, que calhorda!!)

Balde de água gelada nº 3: Enfurecida com a descoberta sobre Henrique, Sara decide entrar pro Happn (é como o Tinder da vida). Lá ela conhece o Thiago, que mais cedo tinham se esbarrado na rua em um acidente muito engraçado. Ele parece ser o cara perfeito, gosta de vinhos, leva croissant pra ela pela manhã e eles têm muita química. Porém ele sempre some por dias, e ela fica procurando desculpas para o seu desaparecimento. Tinha horas que eu me perguntava se ela era burra ou se passava de tonta mesmo. Thiago era casado, e ela estava apenas sendo a outra em sua vida, mas o bom disso foi a forma como ela descobriu e se vingou dele, foi hilário!

Depois disso foi a gota d’água pra Sara, ela achou que havia acabado pra ela, podia se enterrar naquele instante porque estava morta fazia tempo e não sabia. Mesmo tendo todo o apoio de sua amiga, que sempre lhe dizia para não se prender aos detalhes da vida e simplesmente vivê-la, Sara estava convicta de que estava destinada a ficar pra titia, ser um fracasso profissional, e nunca conhecer Paris ou a si mesma. A frase: “Quem é você, Sara?” martelava em sua cabeça constantemente, e ela percebia a cada dia que ela nunca criou para si seus próprios gostos, sempre deixou os outros decidirem por ela na maioria das vezes.

Sara desenhou alguns vestidos para Gio na esperança de um dia mostrar, mas a coragem nunca lhe chegou para fazer isso. Mesmo assim uma incrível coincidência fez com que a socialite achasse seus desenhos e a vida de Sara mudou bruscamente; em pouco tempo ela tinha conseguido quase tudo o que sempre sonhou na vida, mas resolveu abrir mão do seu maior sonho para passar um tempo com a pessoa que ela menos conhecia: ela mesma!

Gente, sério, eu não me arrependo de ter feito a leitura desse livro de forma alguma. Foi uma leitura rápida, às vezes engraçada, mas, no meu ponto de vista deixou muito a desejar. Eu entendi que ela queria falar sobre a superação da personagem, mas gente, pelo amor da santa protetora das leituras, essa mulher tinha – 0 de amor próprio, ela teve toda uma vida para se conhecer, mas ao invés de fazer isso ela emendou um relacionamento atrás do outro, sempre tentando preencher o vazio que ela sentia pela falta de autoconhecimento suficiente, ela não era capaz de definir sequer o gênero musical que gostava, passou a vida se preocupando com o fato de ficar pra tia quando deveria ter se preocupado em se conhecer, saber do que gosta, como gosta, isso certamente evitaria muitas topadas em sua vida.

Mesmo assim chega o momento em que ela decide fazer isso, BOM, eu não acho que o momento era o oportuno, mas ela seguiu sua jornada de autoconhecimento, o que tem reservado pra ela nesse caminho ficou em incógnita, assim como qual seria o destino de suas outras conquistas, no momento deixadas em Stand by. Não acho que seja um gancho pra um novo livro, acho mesmo que a intensão foi fazer cada leitor definir que caminho cada coisa levaria, enfim, eu tenho as minhas conclusões do assunto, mas não posso falar porque senão será spoiler!

Vejo vocês na próxima leitura!

Beijinhos!

02
fev

Resenha | Sorrisos Quebrados – Sofia Silva

Categorias: Livros

Olá, mores!

Vocês bem sabem que a leitura transcende a pessoa, né? Mas essa, essa me levou muito além! Chego a pensar que foi mágico! Então sem mais demora, vamos conversar sobre o meu último livro lido: Sorrisos Quebrados, da portuguesa Sofia Silva.

Título: Sorrisos Quebrados / Autor (a): Sofia Silva / Editora: Valentina

Páginas: 232 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★★

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Sorrisos Quebrados tem três protagonistas (Paola, André e Sol), que por história de vida não deveriam nunca se encontrar, ou se conhecer, mas não foi bem assim que aconteceu.

O primeiro capítulo conta a história de Paola. O relacionamento abusivo que ela viveu foi descrito de uma forma tão intensa, que já nas primeiras folhas eu estava chorando. Roberto sempre se mostrou um príncipe aos olhos das pessoas, quando a realidade era outra quando estava sozinho com Paola.

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“Ele era o meu conto de fadas. Só não imaginei que o papel dele na nossa história não seria o de príncipe, mas o do pior dos vilões.”

Foi uma relação onde o abuso não era só físico, mas psicológico, muito intenso, até que ela “morre”. E gente, eu quase morro junto, ainda bem que meu coração não é tão fraco…

Seis anos depois, lá está Paola, viva (por um milagre), mas com marcas que iam além de físicas; suas marcas estavam gravadas na alma. Roberto destruiu não só sua aparência, mas também sua capacidade de achar possível ser amada e feliz algum dia na vida. Ela morava em uma clínica que tratava pessoas com problemas mentais e físicos; foi uma escolha sua viver ali, e morando lá nunca imaginou ser capaz de vivenciar algo tão forte quanto o que estava por vir.

O dia em que ela conhece André foi tão perturbador, que seu corpo e mente traumatizados, ao ver a figura daquele homem enorme não suportou e desabou. André era grande devido ter que trabalhar muito para poder dar o melhor a sua filha; ele mesmo tinha seus próprios traumas, e seu único motivo de sair da cama todos os dias era seu pequeno raio de sol, sua filha.

“Será que algum dia alguém compreenderá o quão especial ela é e amará nem que seja um pouco?”

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Sol era uma doce menina, linda, alegre e carinhosa, mas que tinha medo de todas as pessoas, fossem elas pequenas ou adultas. As únicas pessoas que ela permitia que fizessem parte de sua vida eram seu pai André, seus avós, seu terapeuta e a dona da clínica que frequentava. Até que ela conhece Paola, por quem ela se encanta no primeiro instante; ninguém conseguiu explicar tal reação, tudo que souberam naquele instante foi que uma poderia curar as feridas uma da outra, e assim começou a relação entre elas. Paola ficou apaixonada por Sol no instante em que a conheceu, e cada novo dia de pintura com ela era uma possibilidade nova dela conseguir curar seus traumas. Sol, por sua vez, não sentiu medo ao ver suas cicatrizes, pelo contrário, o fato de ela as possuir foi o que deu a certeza a Sol de que Paola não a machucaria.

Convivendo com Sol todos os dias, Paola passou a encontrar frequentemente André, que a olhava como se tentasse descobrir como alguém teria sido capaz de causar tanto sofrimento a alguém tão doce como ela. E vendo a forma como ele trata Sol, ela pôde perceber que apesar de seu tamanho, ele nunca usaria sua força para machucar outra pessoa.

“Ele é aquele pai que morreria mil mortes dolorosas todas as manhã se soubesse que a filha seria feliz alguns minutos.”

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Paola passa a se permitir ficar mais tempo próxima de André, ainda que seu coração fique batendo em sua mão cada vez que ele chega perto. Depois de conhecê-lo e ver o quão escuro ele também é por dentro, ela percebe que mesmo enorme por fora, por dentro ele está em pedaços, assim como ela.

André e Paola passam a partilhar o mesmo amor; Sol é a alegria de suas vidas, ela colore todos os dias e as noites de cada um deles, e sem saber se é pelo amor que ela sente por sua pequena filha, ou por ver nela a beleza que está oculta aos olhos de todos, André e Paola vivem noites de intenso amor, enquanto “fingem” ser tudo o que o outro precisa naquele instante. Mas o que era para ser apenas mais uma noite, acaba se tornando algo mais forte dentro dela. E aí, será que isso acaba bem, ou esse será um novo problema pra sua vida já traumática?

Seria possível para Paola ser amada e desejada por um homem, mesmo com tantas marcas em seu corpo? Para André, seria possível abrir seu coração para que novamente o amor pudesse habitar nele, sem dor, sem mágoas, ou sem arrependimentos? E Sol, um dia conseguiria deixar que outras pessoas fossem capazes de amá-la, mesmo ela tendo medo do desconhecido?

São muitas perguntas sem resposta, não acham? O que posso lhes garantir é que todas elas estão nas páginas desse livro, e que é viciante, cativante, penetrante e intenso a cada página lida. No meio do livro eu já estava “bugada”, sem saber qual o sentido da minha vida. Quando conclui a leitura estava só os farrapos que sobraram; passei dias pra me recuperar desse trauma maravilhoso, e se pudesse faria uma releitura todos os dias novamente. A personagem da Paola traz citações ao livro, que cada vez que surgiam eu ficava em estado catatônico, procurando minha cara que tinha caído no chão, era impressionante que mesmo com todos os motivos pra ela viver presa dentro de um quarto só chorando sua dor, ela resolve botar a cara pra bater e ir à luta, mesmo fraca, mesmo frágil, e trazendo pra nossa realidade, faria muitas pessoas questionarem o real motivo de desistirem de algo diante do primeiro problema. Ao ver que Sol era mais frágil que ela, ela juntou sua dor, colocou no bolso e foi lá ajudar aquela pequena, e isso é emocionante.

Por fim quero declarar que ainda estou em estado de lua de mel com essa belezinha de livro, acrescentar que essa edição da Editora Valentina está impecável e muito caprichada, e dizer a vocês que apesar de ser uma história fictícia, Sorrisos Quebrados traz muito mais pra nossa vida do julgamos imaginar; ele nos mostra que nunca, mesmo nos sentindo frágeis, devemos permitir que outra pessoa assuma o controle de nossa vida; somos nós os responsáveis pelo que fazer com cada um dos nossos dias.

“A vida não deve ser medida por “mais um dia”. Não. Ela é feita por pequenos e efêmeros momentos que mudam tudo.”

Espero que vocês aproveitem a leitura. Em breve nos encontramos aqui novamente!

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