11
set

Resenha | Dumplin’ – Julie Murphy

Categorias: Livros

Oi, gente!

Hoje vamos falar sobre um dos mais recentes lançamentos da Editora Valentina, Dumplin’, uma história divertida sobra uma garota que mostra que ser confiante e amar a vida e a si mesmo nem sempre está relacionado aos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade. Se você ficou curioso para saber um pouquinho mais sobre esse livro, vem comigo que vou te contar mais.

Título: Dumplin’ / Autor (a): Julie Murphy Editora: Valentina

Páginas: 300 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Especialmente para os fãs de John Green e Rainbow Rowell, apresentamos uma destemida heroína e sua inesquecível história sobre empoderamento feminino, bullying, relação mãe e filha, e a busca da autoaceitação. Sob um céu estrelado e ao som de Dolly Parton, questões como o primeiro beijo, a melhor amiga, a perda de alguém que amamos demais e “estou acima do peso e ninguém tem nada com isso” fazem de Dumplin’ um sucesso que mexerá com o seu coração. Para sempre. Gorda assumida, Willowdean Dickson (apelidada de Dumplin’ pela mãe, uma ex-miss) convive bem com o próprio corpo. Na companhia da melhor amiga, Ellen, uma beldade tipicamente americana, as coisas sempre deram certo… até Will arrumar um emprego numa lanchonete de fast-food. Lá, ela conhece Bo, o Garoto da Escola Particular… e ele é tudo de bom. Will não fica surpresa quando se sente atraída por Bo. Mas leva um tremendo susto quando descobre que a atração é recíproca. Ao contrário do que se imaginava – a relação com Bo aumentaria ainda mais a sua autoestima –, Will começa a duvidar de si mesma e temer a reação dos colegas da escola. É então que decide recuperar a autoconfiança fazendo a coisa mais surreal que consegue imaginar: inscreve-se no Concurso Miss Jovem Flor do Texas – junto com três amigas totalmente fora do padrão –, para mostrar ao mundo que merece pisar naquele palco tanto quanto qualquer magricela.

Willowdean Dickson ou simplesmente Will, é uma adolescente que vive em Clover City, uma pequena cidade do Texas, com a mãe (uma ex-miss). Ela tem uma paixão enorme por Dolly Parton, algo que herdou de sua tia Lucy, a qual nunca esqueceu, mesmo depois de sua morte, e foi justamente essa paixão que a aproximou de sua melhor amiga Ellen.

Apesar de serem muito diferentes, Will e Ellen se amam e se completam de maneira que só melhores amigas conseguem. Quando a situação na casa de Will fica complicada, ela começa a trabalhar em um fast food para ajudar nas despesas da casa e lá conhece Bo, o garoto mais lindo que ela já tinha visto, e também o mais fechado e calado (o que será que ele esconde, hein?). O que sabemos é que a maneira como ele olha para Will demonstra algum tipo de interesse…

Mesmo passando por alguns momentos delicados e estando fora dos padrões de beleza, Will lida com isso tudo de maneira confiante e sempre tira algo de bom de cada situação adversa que enfrenta. Não bastasse o fato de ela se aceitar, ainda ajuda algumas meninas a fazerem o mesmo.

“A perfeição não é nada mais que um fantasma que perseguimos”

Quando Will começa a se envolver com Bo, ela muda completamente. Começa uma briga dos sentimentos dele por ela e dela com seu corpo, sua fragilidade fica ainda pior quando questões familiares vão se agregando a tudo isso, principalmente porque é nesse momento que a amizade com sua melhor amiga está estremecida.

 

“Fazer bem a coisa não significa que se tenha obrigação de fazê-la. Só porque é fácil não quer dizer que seja certo.”

A narrativa é muito boa, há alguns acontecimentos engraçados e outros bem reais, o que traz certa veracidade ao livro. É uma história que eu tenho certeza que muitas garotas vão se identificar, pois Will representa boa parte da sociedade atual, por ter uma protagonista que dá voz às mulheres que não se encaixam em determinados padrões; pelo contrário, ela se aceita da maneira como é e, independente do número que veste, não mudaria nada em seu corpo.

Dumplin’ aborda ainda outros temas como perdas, bullying, empoderamento feminino, perda da virgindade e outros.

E pra encerrar, não poderia deixar de mencionar que essa edição da Editora Valentina está caprichadíssima. A capa está linda e os marcadores personalizados de Dumplin um espetáculo!   

“As vezes descobrir quem você é implica em entender que o ser humano é um mosaico de experiências. Eu sou Dumplin. Will. Willowdean. Gorda. Feliz. Insegura. Corajosa.”

Um beijo e até a próxima!

ACOMPANHE AS REDES SOCIAIS DO BLOG:

Instagram ❤ Facebook ❤ Google + ❤  Pinterest ❤ Skoob ❤ Twitter ❤  YouTube

08
set

Resenha | Em Águas Sombrias – Paula Hawkins

Categorias: Livros

Hoje a resenha é do livro de uma autora muito conhecida pelo best-seller internacional A Garota do Trem. Estou falando de Paula Hawkins e seu último livro publicado pela Editora RecordEm Águas Sombrias, um thriller psicológico que promete revelar segredos há muito submersos.

Título: Em Águas Sombrias / Autor (a): Paula Hawkins / Editora: Record

Páginas: 364 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos… Com a mesma escrita frenética e a mesma noção precisa dos instintos humanos que cativaram milhões de leitores ao redor do mundo em seu explosivo livro de estreia, A garota no trem, Paula Hawkins nos presenteia com uma leitura vigorosa e que supera quaisquer expectativas, partindo das histórias que contamos sobre nosso passado e do poder que elas têm de destruir a vida que levamos no presente.

Em Águas Sombrias começa com o aparecimento de uma mulher morta no rio Beckford, que atravessa a cidade, sendo que pouco tempo antes, uma adolescente também teve o mesmo trágico fim. Embora o livro comece falando dessas mortes em específico, estas não foram as primeiras mulheres perdidas nas águas escuras desse rio, e cada uma delas tem segredos que ficaram submersos junto com elas.

 

“Beckford não é um local de suicídios. 

Beckford é um local para se livrar de mulheres encrenqueiras.”

A narrativa do livro é feita tanto em primeira pessoa como em terceira pessoa, por vários personagens distintos. Apesar dos capítulos serem pequenos, o fato de serem muitos narradores me deixou confusa em alguns momentos, principalmente no início. Mas isso não prejudica a leitura, pois cada narrador tem suas particularidades e segredos pra contar, o que ao longo dos capítulos vai nos ajudando a desvendar o mistério por trás das águas sombrias do rio Beckford, ou Poço dos Afogamentos, como também é chamado.

Eu confesso que estava bastante ansiosa para ler Em Águas Sombrias, por causa dos inúmeros elogios dados a autora por conta do sucesso que foi A Garota do Trem, que inclusive ganhou adaptação cinematográfica e eu gostei bastante. Contudo, eu esperava um pouco mais desse thriller psicológico; apesar de que, de um modo geral, eu fiquei feliz por ter lido esse livro e de, aos poucos, estar introduzindo esse gênero literário nas minhas leituras.

Ah! Não posso deixar de mencionar que a trama envolve diversas histórias paralelas, e isso dá mais veracidade aos temas abordados e aos personagens, por serem tão complexos e cheios de falhas, como nós somos na vida real.

Então fica a indicação desse livro com muitos segredos, revelações e um alto clima de suspense. Quem ama thrillers psicológicos certamente irá gostar da leitura de Em Águas Sombrias. E pra encerrar, deixo aqui o meu agradecimento a Editora Record, que enviou esse exemplar de cortesia para o blog. Não dá pra negar que essa edição está lindíssima, né gente?

“Era como se ele estivesse em águas profundas tentando agarrar alguma coisa, qualquer coisa, para se salvar…”

 

Um beijo e até a próxima!

ACOMPANHE AS REDES SOCIAIS DO BLOG:

Instagram ❤ Facebook ❤ Google + ❤  Pinterest ❤ Skoob ❤ Twitter ❤  YouTube

06
set

Resenha | O Sorriso da Hiena – Gustavo Ávila

Categorias: Livros

Já anota aí a dica de um suspense psicológico incrível: O Sorriso da Hiena, do autor nacional Gustavo Ávila. O livro foi recentemente publicado pela Editora Verus, mas já fazia um enorme sucesso na internet, através da publicação independente do autor. Inclusive eu já tinha interesse em fazer essa leitura há um bom tempo, por isso fiquei muito feliz quando soube que uma editora tão importante resolveu reproduzir essa história.

Já deu pra perceber o quanto esse livro é querido, né? Pois fica de olho na resenha, que vou te contar um pouco de como foi essa experiência de leitura.

—-

Título: O Sorriso da Hiena / Autor (a): Gustavo Ávila / Editora: Verus

Páginas: 266 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Atormentado por achar que não faz o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor, William, um respeitável psicólogo infantil, tem a chance de realizar um estudo que pode ajudar a entender o desenvolvimento da maldade humana. Porém, a proposta feita pelo misterioso David coloca o psicólogo diante de um complexo dilema moral. 
Para saber se é uma pessoa má por ter presenciado o brutal assassinato dos seus pais quando tinha apenas oito anos, David planeja repetir com outras famílias o mesmo que aconteceu com a dele, dando a William a chance de acompanhar o crescimento das crianças órfãs e descobrir a influência desse trauma na vida delas.
Até onde ele será capaz de ir? É possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?

O Sorriso da Hiena é um daqueles livros com final surpreendente e de tirar o fôlego. Ele é narrado em terceira pessoa, a partir do ponto de vista de três homens distintos: David, Artur e William.

David era só uma criança que ficou órfã aos oito anos de idade quando assistiu ao brutal assassinato dos pais. Vinte e quatro anos depois, ele se torna um serial killer e planeja repetir com outras famílias o que aconteceu com a dele.

É aí que entra em cena Artur, o detetive responsável por desvendar os crimes e colocar o assassino atrás das grades. Ele fora diagnosticado desde criança com síndrome de Asperger, um tipo de autismo que molda a pessoa com certas particularidades, o que o torna um sujeito esperto e excêntrico. Sem dúvidas, esse foi o personagem que mais me atraiu.

O último protagonista que apresento a vocês é William, o psicólogo infantil contratado pela polícia para acompanhar crianças que foram vítimas de violência. Ele fez uma tese de doutorado sobre o desenvolvimento da maldade humana, porém seu estudo era formado apenas por questões hipotéticas, visto que para confirmar sua tese ele teria que ter casos reais de assassinatos com as mesmas características.

A trama fica ainda mais interessante quando David propõe a William um acordo perigoso: ele continuaria cometendo o mesmo crime com vários casais para que o psicólogo pudesse estudar as crianças, afim de saber se um trauma sofrido na infância seria capaz de transformar a pessoa em um monstro. E com isso o autor levanta uma questão: “é possível justificar o mal quando há a intenção de fazer o bem?

“A única maneira de sobreviver é evoluir para um estado que podemos chamar popularmente de bondade, em que você aprende o que é certo e errado, e em que as pessoas se importam com as outras e não só com suas próprias necessidades.” Página 204

Esse foi o romance de estreia de Gustavo Ávila e eu gostei demais da maneira instigante e inteligente de como ele conduziu a história. Os capítulos são curtos e objetivos, alternando a visão dos três protagonistas. Há ainda a presença de alguns personagens secundários que foram essenciais para a construção de personalidade dos protagonistas e para o desfecho da trama.

Foi muito fácil me envolver com a história e criar minhas próprias teorias sobre os acontecimentos por trás dos crimes. Sem contar que a narrativa fluida e envolvente do autor não me deixou largar o livro enquanto não cheguei ao final.

O Sorriso da Hiena acabou entrando para minha lista de suspenses psicológicos favoritos tanto pela leitura extremamente prazerosa que me proporcionou quanto pelas discussões levantadas sobre a maldade humana. Foi uma leitura rápida, fascinante, inteligente, entusiástica, intensa e, por fim, ímpar, por ser totalmente diferente de tudo que já li e pelo fato do autor ter fugido de esteriótipos.

Então sim, eu A-M-E-I esse livro e encerro essa simples resenha reforçando a recomendação. Não somente para quem apoia a literatura nacional ou adora um thriller psicológico, mas para todos os leitores sedentos de um livro inteligente e dinâmico.

Um beijo e até a próxima!

ME ENCONTRE TAMBÉM AQUI:

Instagram ❤ Facebook ❤ Google + ❤  Pinterest ❤ Skoob ❤ Twitter ❤  YouTube

Páginas123456... 25»

Helen Dutra - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2017