28
abr

Resenha | A chama dentro de nós – Brittainy C. Cherry

Categorias: Livros

Hoje vamos de Brittainy C. Cherry com o livro A chama dentro de nós. Esse é o segundo volume da série Elementos; o primeiro é O Ar que Ele respira, também publicado pela Editora Record.

Título: A chama dentro de nós / Autor: Brittainy C. Cherry  / Série: Elementos / Editora: Record

Páginas: 350 / Skoob: Adicione /  Compare e Compre: Buscapé

Sinopse: Uma bela amizade. Uma improvável história de amor. Uma tragédia que pode pôr tudo a perder. Da mesma autora de Sr. Daniels e O ar que ele respira. Logan Silverstone e Alyssa Walters não têm nada em comum. Ele passa os dias contando centavos para pagar o aluguel, sofrendo com a rejeição dos pais e tentando encontrar um rumo para sua vida caótica. Ela, por outro lado, parece ter um futuro brilhante pela frente. Um dia, porém, um simples gesto dá origem a uma improvável amizade. Ao longo dos anos, o sentimento que os une se transforma em algo até então desconhecido para os dois. Alyssa e Logan não conseguem resistir à atração que sempre sentiram um pelo outro e finalmente descobrem o amor. Mas uma tragédia promete separá-los para sempre. Ou pelo menos é isso que eles pensam. Seriam as reviravoltas do destino e as feridas do coração capazes de apagar para sempre a chama que há dentro deles?

A chama dentro de nós conta a história de Alyssa e Logan. Eles são o oposto um do outro. Aly, como é conhecida por todos, é uma musicista apaixonada pelo que faz e sonha em ser uma grande pianista, em contrapartida não consegue lidar com a falta de atenção do pai e a indiferença da mãe que não concorda com nada que ela faz.

Lo é aquele tipo de cara que arranca suspiro da mulherada por onde passa mas que internamente trava uma luta diária pra se manter de pé e firme. O fato de ele ter nascido numa família desestruturada não ajuda em nada, pois em decorrência disso ele não se acha capaz de ser alguém melhor e de ter uma vida “digna”.

Pelo menos essa era a mentira que eu dizia a mim mesmo todos os dias para não me machucar. A maioria das pessoas acreditava que o amor era uma recompensa, mas eu sabia que não. Tinha visto minha mãe amar meu pai durante anos, e nada de bom veio desse sentimento. O amor não era uma benção, era uma maldição, e, um vez que você o deixava entrar em seu coração, ele o queimava por completo.” Pagina 26

Quem poderia imaginar que duas pessoas completamente diferentes poderiam se tornar melhores amigos e que, com o passar dos anos, essa amizade viria a ser um amor capaz de transcender até mesmo o tempo?

Mas como nem tudo são flores, a vida Aly e Lo não é essa maravilha toda e é justamente esse ponto que faz com os dois fiquem tão próximos. Porém, por medo de perderem a amizade um do outro, eles optam por não se declarar e passam anos vivendo escondidos atrás dessa amizade, até que chega o ponto onde o sentimento que ambos nutrem se torna mais forte, eles não conseguem resistir e acabam se entregando a essa paixão. Mas justamente quando tudo parece que vai bem, o destino prega uma peça nos dois, pondo à prova todo o sentimento que eles dizem sentir. Mas a pergunta que fica é: “Será que essa CHAMA vai continuar acesa mesmo diante de tantas dificuldades?”.

“Descobri que um lar não é um lugar específico, mas a sensação que temos quando estamos com as pessoas que são importantes para nós, um sentimento de paz que apaga os incêndios da alma” Página 36

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“Não consigo parar de pensar em te beijar bem devagar.

Mas tem ser bem devagar, porque assim o beijo vai durar mais tempo.

E eu quero que dure.” Página 78

Eu estava muito ansiosa para fazer a leitura de A chama dentro de nós porque outro livro dessa série, O Ar que Ele respira, estava sendo muito bem recomendado no Booktube, então fui com todo gás pra ler, pois minhas expectativas eram altíssimas. Logo nas primeiras páginas do livro me deparei com uma cena que tocou meu lado mais sensível, cena essa em que Alyssa tem seu primeiro contato com Logan e que, diga-se de passagem, ficou gravado na minha memória (não adianta perguntar porque não vou contar, vocês precisam ler… hahaha), então só aí a autora já ganhou muitos pontinhos comigo. Mas como nem tudo que reluz é ouro…

Confesso que em alguns momentos eu achei dramático demais. O relacionamento conturbado com os pais, as drogas, a distância e outras coisas que vão surgindo ao longo da narrativa (e que eu não posso revelar) acabaram me cansando um pouco. Contudo, não posso deixar de mencionar que, fora esses detalhes, eu gostei bastante da história, não só por ser um romance, mas também por todo o conflito social e psicológico abordado pela autora, sem falar que ainda temos uma linda história de superação dos personagens secundários.

Também não posso deixar de mencionar que a narrativa em primeira pessoa, alternando os pontos de vista dos protagonistas, me permitiu mergulhar ainda mais no universo dos personagens, entender quais eram seus medos, fraquezas e o que cada um verdadeiramente sentia. A narrativa é simples, direta, objetiva e muito fluida, daquelas que você ler rapidinho, apesar das 350 páginas. Uma leitura que vai agradar sobretudo quem não dispensa um romance.

Agora que vocês já sabem como foi minha experiência de leitura com o livro A chama dentro de nós, é a minha vez de saber se vocês já leram, ouviram falar ou ficaram interessados nesse livro. Me conta aqui nos comentários, tá?

“Quando encontramos alguém capaz de nos fazer rir quando nosso coração está triste, não podemos deixá-lo escapar. Esse é o tipo de pessoa que muda nossa vida para melhor.” Página 91.

Ótima leitura a todas e até breve!

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17
abr

Resenha | Rock Star – S. C. Stephens

Categorias: Livros

Oi, gente!

O livro resenhado hoje vai abordar um dos triângulos amorosos mais intensos da literatura contemporânea. Estou falando de Rock Star, o romance de Intenso Demais,  pelo ponto de vista de Kellan Kyle.

Título: Rock Star / Autor: S. C. Stephens / Editora: Valentina / Páginas: 512

 Skoob: Adicione /  Compare e Compre: Buscapé

Sinopse: Ele é intenso, complicado e perigoso. Ele é demais! O único lugar onde Kellan Kyle sempre se sentiu em casa foi no centro de um palco. Tocando guitarra num bar escuro, ele consegue esquecer o passado doloroso. Nos últimos tempos a sua vi da se resume em três coisas: música, seus companheiros de banda e intensos encontros sexuais. Até que uma mulher muda tudo… Kiera é o tipo de garota que Kellan jamais deveria desejar — ela é inteligente, doce, e também a namorada do seu melhor amigo. Convencido de que nunca conseguirá merecer o amor dela, ele esconde a sua crescente atração… até que o coração atormentado de Kiera oferece a Kellan algumas pistas de que os sentimentos dele podem ser correspondidos. Agora, não importam as consequências, Kellan tem uma certeza: não vai deixar Kiera escapar sem lutar por ela. Em Intenso Demais, Kiera contou sua história. Agora é a sua vez ouvir a versão pela boca do “rock star” sexy que cativou fãs do mundo inteiro.

Kellan Kyle foi fruto de uma traição de sua mãe; logo, cresceu sabendo que era um filho indesejado. Essa situação marcou muito a sua vida, pois vivendo em um lar sem afeto e sofrendo abusos e humilhações pelo “pai”, Kellan passou a acreditar que jamais poderia ser amado por alguém.

Já adulto, morando sozinho e sendo vocalista da banda de rock D-Bags, Kellan leva a vida tentando preencher os espaços vazios que existiam dentro de si. A música, além de uma profissão, é algo com o que ele poderia se conectar, que o traz uma paz completa.

Durante muito tempo, a música foi o único relacionamento verdadeiro que Kellan teve. Claro que houve muitas mulheres em sua vida, afinal, essa era sua “válvula de escape” e ele ansiava pela sensação de proximidade que o sexo lhe proporcionava. Porém, o lindo, gostoso e talentoso Kellan Kyle se sentia cada vez mais solitário e não fazia a menor ideia do que deveria fazer para mudar isso.

Kiera largou sua família e sua cidade para acompanhar o homem que amava, Denny. Ele tinha acabado de se formar e estava em busca de um futuro promissor em Seattle. Era lá que Kellan morava, e foi o nosso protagonista quem se ofereceu para dividir seu apartamento com o casal, afinal, Denny era um grande amigo e uma das poucas lembranças felizes de sua infância.  

Como já dá pra imaginar, essa ideia de Kiera e Kellan dividindo o mesmo teto não resultou em algo bom, pois a atração que os dois sentiam um pelo outro era muito forte e capaz de mudar profundamente suas vidas.

Até aqui você deve até estar pensando que Kellan é apenas mais um destruidor de relacionamentos, uma vez que fica com a namorada de seu melhor amigo, porém com a leitura de Rock Star, passamos a entender os sentimentos dele. Através de sua narrativa, percebemos que aquela atração não era só carência e desejo; pela primeira vez em muito tempo, Kellan era olhado de uma forma diferente. Kiera não enxergava apenas a estrela de rock ou o playboy descontraído, mas conseguia ver o seu eu verdadeiro e somente ela se importava de verdade com ele.

Esse foi o meu primeiro contato com a autora e foi uma experiência completamente diferente me aventurar por essa narrativa. Apesar de me envolver com a trama e querer loucamente descobrir o desfecho final, eu confesso que algumas vezes tinha a sensação de que Kellan estava repetindo a história com palavras diferentes. Ele enfatizava muito a sua dor para só depois passar para o próximo ponto.

A narrativa do livro é lenta, minuciosa e descritiva, de modo que pode-se encontrar páginas e páginas sem a presença de um diálogo, característica que talvez incomode os leitores que gostam de obras mais diretas e objetivas.

Por outro lado, essa escrita da autora contribuiu para que as sensações e reações dos personagens fossem muito reais. Por exemplo: quando os caras da D-Bags estavam conversando no bar, eu conseguia me imaginar na mesma mesa, participando daquele ciclo de amizade. Quando eles estavam fazendo alguma apresentação, eu conseguia me imaginar na platéia, curtindo o show. E quando Kellan estava nos momentos hot com a Kiera, eu me sentia como uma intrusa naquele ambiente, tamanha a dose de realidade das cenas descritas pela S. C. Stephens. Então vai muito do gosto pessoal de cada leitor. Enquanto alguns acham a narrativa arrastada, outros adoram a dose de realidade do livro.

E se você que leu até aqui ficou curioso para saber mais desse triângulo amoroso, existe a história completa a partir do ponto de vista da Kiera: Intenso Demais, Complicado Demais e Perigoso Demais, todos lançados pela Valentina. E pelo que andei sondando com a editora, a autora não tem planos de narrar mais livros através do ponto de vista do Kellan, mas escreveu a história do Griffin, integrante da D-Bags e um dos personagens secundários mais intrigantes desse livro. A previsão de lançamento é para o segundo semestre desse ano. Um presentão para os fãs da autora, né?

Enfim, eu espero muito que vocês tenham gostado do post, porque meu irmão nem sonha que eu usei a guitarra dele pra deixar as fotos à altura dessa edição linda e super caprichada da Valentina. Hahaha! 😉

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Mil beijos!

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07
abr

Resenha | O Visconde que me amava – Julia Quinn

Categorias: Livros

O Visconde que me amava é o segundo volume da série Os Bridgertons. Neste livro conheceremos a história de Anthony, o filho mais velho de Edmund e Violet, e também o visconde mais rico, charmoso e irresistível desta temporada. Se você já ficou curioso pra saber mais desse livro lindo e apaixonante, eu te convido a ler a resenha completa e já adianto que vale a pena a leitura desse romance que, em alguns momentos, vai te levar a viver os calores de um verão intenso.

Título: O Visconde que me amava / Série: Os Bridgertons / Autor (a): Julia Quinn / Editora: Arqueiro

Skoob: Adicione / Compre: BuscapéPáginas: 288 / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. 
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. 
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele. Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.  
Considerada a Jane Austen contemporânea, Julia Quinn mantém, neste segundo livro da série Os Bridgertons, o senso de humor e a capacidade de despertar emoções que lhe permitem construir personagens carismáticos e histórias inesquecíveis.

“Era engaçado, refletiu mais tarde, como a vida de alguém podia mudar num único instante, como tudo podia ser de um jeito num minuto e, no seguinte, simplesmente se transformar em algo… diferente”

Não é segredo pra ninguém que a família Bridgerton, além de numerosa e rica, não teme em demonstrar seu amor uns pelos outros. Em meio à todos os filhos está Anthony que, aliás, é o primogênito e herdeiro do título de seu pai. Devido a isso, em algum momento muito em breve, ele terá que se casar para dar continuidade a linhagem da família. É aí que a história começa a se desenrolar, pois com o início da temporada de bailes, também surgem as mães casamenteiras, que já estão em busca de maridos para suas filhas.

  “Poucas coisas me agradam mais que um desafio”

E como não era de se esperar, o nosso visconde charmoso, rico e, além de tudo, elegante, decide que enfim chegou a hora de sair de sua maravilhosa vida de libertino, contrariando a tudo aquilo em que acredita. Ele está disposto a se casar, mas a dama que vier a ser sua ser futura esposa tem que ser bonita e, no mínimo, ter um cérebro (palavras do próprio Anthony, que não quer que os seus filhos sejam burros, kkkkk). A candidata perfeita para ocupar essa posição é Edwina Sheffield, a debutante mais linda da temporada; o que Anthony não contava era que, para leva-lá ao altar, teria primeiro que conseguir a permissão de sua irmã mais velha, Kate Sheffield.

“A senhorita é uma ameaça a sociedade

Casar-se com Edwina se tornou uma tarefa trabalhosa para Anthony, pois Kate não acreditava que ex-libertinos pudessem se tornar bons maridos e, com isso, o visconde começa a sua árdua missão em busca de aprovação para fazer a corte a Edwina. Porém, mesmo em meio a todas as opiniões não tão favoráveis a respeito de Anthony, Kate acaba descobrindo que o visconde devasso é também um homem carinhoso e gentil, ao mesmo tempo que Anthony passa a sonhar com a futura cunhada, mesmo achando ela a criatura mais insuportável de toda Londres.

“Talvez conseguisse ouvir o sorriso na voz dele”

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Não sei se já compartilhei com vocês minha paixão por romances de época. Sempre que leio um parece que viajo no tempo, com todos aqueles bailes e casarões. Sem falar que na maioria das vezes me vejo como a heroína que anseia o seu “final feliz”. Com esse segundo volume da série não foi diferente. Apaixonei-me ainda mais por essa autora que está conquistando milhares de fãs ao redor do mundo. Julia Quinn consegue mesmo prender o leitor logo nas primeiras páginas, com sua escrita cativante e repleta de paixão e humor na dose certa.

Mergulhar no universo de Anthony foi simplesmente incrível, não só por ele ser lindo e charmoso (convenhamos que isso ajuda um pouco muito… kkk) mas principalmente pelo fato de o protagonista, ao longo das páginas, mostrar o seu verdadeiro eu por trás de toda a fama de libertino. Na verdade, Anthony é amoroso, cuidadoso, responsável, honesto e capaz de fazer tudo pela felicidade e bem estar de sua família. Ele mostrou um lado mais sensível, carinhoso e tantas outras qualidades que o tornaram um dos personagens mais carismáticos da série Os Bridgertons. Tem como não amar esse homem? Não, queridos leitores, não tem. Se você ainda não se encantou com ele é porque ainda não conhece esse livro, e se você ainda não conhece, você não sabe o que tá perdendo! O Visconde que me amava tem de tudo um pouco: humor, brigas, discussões, recordações, paixão e o mais nobre dos sentimentos: o amor.

 

“Era impressionante como ele queria ser a pessoa a fazê-la sentir-se melhor.”

Mas como será que terminou toda essa história entre o visconde, Edwina e Kate? Será que ele conseguiu cortejar a adorável Edwina e finalmente fazer dela sua esposa ou essa história teve um outro desfecho? O que vocês acham? Eu tenho algumas suspeitas mas não posso revelar.

“…Significa que o amor não tem nada a ver com o medo de que tudo acabe, mas como encontrar alguém que o complete, que faça de você um ser humano melhor do que jamais sonhou em ser. É olhar nos olhos de sua esposa e ter a certeza de que ela é a melhor pessoa que você já conheceu.”

Um beijo e até a próxima!

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