09
ago

Resenha | Casada até quarta – Catherine Bybee

Categorias: Livros

Sabe aquele romance “levinho”, charmoso, que quando terminamos de ler estamos suspirando e completamente encantadas? Foi exatamente assim que me senti quando terminei Casada até Quarta, o primeiro volume da série Noivas da Semana.

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Título: Casada até Quarta / Série: Noivas da Semana / Autor (a): Catherine Bybee / Editora: Verus

Páginas: 196 / Skoob: Adicione / Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Blake Harrison: rico, nobre, charmoso… e precisando de uma esposa até quarta-feira. Para isso, Blake recorre a Sam Elliot, que não é o homem de negócios que ele esperava. Em vez disso, ele encontra Samantha Elliot, linda e exuberante, com a voz mais sexy que ele já ouviu.

Samantha Elliot: dona da agência de casamentos Alliance, ela não está no menu de pretendentes… até Blake lhe oferecer milhões de dólares por um contrato de um ano. Não há nada de indecente na proposta dele, e além disso o dinheiro vai ser muito útil para quitar as contas médicas da família dela. Samantha só precisa disfarçar a atração que sente por seu novo marido e evitar a todo custo a cama dele. 

Mas os beijos ardentes de Blake e seu charme inegável se provam muito difíceis de resistir. Era um contrato de casamento que previa tudo… menos se apaixonar. Agora só resta a Samantha proteger seu coração até que o contrato chegue ao fim.

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Blake Harrison é rico, charmoso e um nobre (um duque, para ser mais exata). Quando ele solicita uma reunião para contratar uma esposa o mais rápido possível, afim de cumprir as exigências do testamente de seu falecido pai e receber a herança milionária, não poderia imaginar o que estava por vir, pois achar uma esposa nos termos exigidos por ele não seria tarefa fácil.

Sam Elliot, que não é o homem de negócios que Blake esperava, é uma ruiva linda, segura de si e dona da agência de casamentos Alliance. Ela não está no “menu”, mas é a Sam que Blake oferece milhões de dólares e o contrato de um ano para que eles se casem. Sam, que era uma menina rica e de repente se vê precisando trabalhar para pagar as contas, acaba aceitando a proposta, afinal, sua vida havia mudado completamente por conta de alguns deslizes de seu pai e ela ainda precisava arcar com os custos do tratamento da irmã.

Tudo estava correndo perfeitamente bem e de maneira conveniente para ambos, a não ser pelo fato de que os dois precisariam provar que estavam apaixonados diante dos olhos da sociedade, o que não seria muito difícil para Samantha, já que ela não conseguia resistir a atração pelo seu marido e por esse mesmo motivo precisava a todo custo evitar ir a cama com ele. Como nem tudo é perfeito, existe algumas intrigas que ambos terão que superar para que consigam cumprir o exigido pelo contrato.

A narrativa feita em terceira pessoa é leve, simples, rápida e fluida. Catherine Bybee foi direto ao ponto nesse primeiro volume da série e isso me deixou muito satisfeita, sem contar que a narrativa intercala os pontos de vistas dos protagonistas, e isso nos permite conhecer melhor os sentimentos de ambos. A edição do livro também é algo que preciso mencionar, pois está maravilhosa. Não encontrei erros de ortografia e me apaixonei por essa capa lindíssima!

Como eu já mencionei antes, Casada até Quarta é simplesmente encantador e já me deixou ansiosa pelo próximo volume da série. É uma história de amor sem muitas reviravoltas e, apesar do desenrolar não ser muito inesperado, não deixa de ser uma leitura prazerosa. Então pra quem gosta de romances curtos e bem objetivos, eis aqui uma super dica!

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“Eu te amo Samantha Harrison. E, se você está esperando o dia que eu te peça para sair da minha vida, pode se preparar para esperar pela eternidade.” Página 187

Um beijo e até a próxima!

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21
jul

Resenha | Nossas Noites – Kent Haruf

Categorias: Livros

Olá, leitores!

Hoje tenho o prazer de compartilhar com vocês a resenha do livro Nossas Noites, publicado pela Companhia das Letras e escrito pelo norte-americano Kent Haruf. Um livro simples, curtinho mas de uma profundidade que tocou meu coração.

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Nossas Noites conta a história dos vizinhos Addie e Louis e, embora não sejam amigos, moram na mesma rua há anos e sabem muito da vida um do outro. Certo dia, Addie decide fazer uma visita a Louis e propõe que ele faça companhia a ela todas as noites para que assim eles possam ter com quem conversar antes de dormir. A iniciativa surpreende Louis, porém ele aceita o convite, afinal, não teria nada a perder.

Com isso começa a nova rotina: ao cair da noite Louis vai a casa da vizinha, tira e dobra suas roupas e veste o pijama, em seguida os dois deitam na cama e conversam até adormecerem. A princípio a falta de intimidade pesa entre Addie e Louis, mas com passar dos dias, as trocas de experiências vão cada vez mais criando um laço entre os dois, despertando uma espécie de felicidade.

No entanto, os vizinhos estranham e começam a surgir boatos maldosos por toda cidade, o que acaba chegando aos ouvidos dos filhos que tentam interferir na relação. Mas nem isso impede a rotina dos dois, e quando Jamie (neto de Addie) precisa vir passar um tempo com ela, os dois passam a se reinventar para manter a relação que construíram.

A história é simples, não há um ponto alto definido nem reviravoltas. Nossas Noites me conquistou justamente por ser uma narrativa envolvente, sensível e realista. O autor foi muito feliz ao abordar um tema envolvendo a vida de pessoas que passam a viver sozinhas depois de terem construído uma família e, mesmo sendo considerados idosos, decidem viver de novo sem se incomodar com que a opinião das pessoas.

Eu só posso finalizar essa resenha dizendo que eu amei Nossas Noites e valeu cada minuto do dia que dediquei a essa leitura tão cheia de carinho e ternura em cada página. E, para aqueles que quando lerem se apaixonarem tanto quanto eu, ouvi dizer que a Netflix já vai lançar uma adaptação desse romance. Tomara que seja tão bom quanto o livro!

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Um beijo e até a próxima!

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12
jul

Resenha | A Identidade secreta dos Super-Heróis – Brian J. Robb

Categorias: Livros

Olá, leitores!

A resenha de hoje é especialmente para os fãs de HQs. Vamos falar sobre A Identidade secreta dos Super-Heróis, um livro que promete desvendar as histórias e origens dos maiores sucessos das HQs.

Título: A Identidade secreta dos Super-Heróis / Autor (a): Brian J. Robb / Editora: Valentina

Páginas: 304 / Skoob: Adicione / Compare e Compre: Buscapé / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: Do Super-Homem aos Vingadores, a evolução das lendas dos quadrinhos. A primeira aparição do Super-Homem em 1938 foi um momento sísmico na cultura pop mundial. Desde então, centenas de super-heróis foram criados, desconstruídos e reinventados para novas gerações de fãs de revistas em quadrinhos, especialmente os ícones da DC, Batman e Mulher-Maravilha, e os X-Men e Vingadores, do Universo Marvel. Você sabia que o Capitão América surgiu socando Adolph Hitler em sua revista de estreia? Que vários elementos da mitologia do Super-Homem, como a kriptonita — seu ponto fraco — e o amigo Jimmy Olsen, vieram do seriado de rádio e só depois foram incorporados aos gibis? Que a famosa minissérie Guerras Secretas, da Marvel, foi criada por encomenda para lançar uma linha de brinquedos e que foi publicada no Brasil completamente adulterada e mutilada? Esses e outros segredos guardados a sete chaves pelos personagens das HQs estão em A Identidade Secreta dos Super-Heróis. Nesta ampla e fascinante exploração do fenômeno dos heróis dos quadrinhos, Brian J. Robb mapeia a ascensão dos super-heróis americanos, do auge inicial na era da Grande Depressão em gibis descartáveis ao renascimento brilhante nos blockbusters mais populares do cinema do século XXI.

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Eu, como qualquer fã de HQs, quando vi esse lançamento da Editora Valentina, fiquei mega interessada em lê-lo. Esse livro mostra as principais informações sobre o surgimento, desenvolvimento, queda e ascensão dos heróis.

Brian J. Robb dividiu o livro em cinco partes: Origens!; Crise!; Excelsior!; Confusão! e Dominação!.

Ele começa em 1938, quando foi lançada a Action Comics (DC Comics) nº 1, que deu o pontapé inicial para algo fenomenal com o lançamento do icônico Superman, afinal até aquele momento só existiam as tirinhas em periódicos e revistas.

Robb faz aqui um pequeno apanhado do que havia antes do lançamento da Action Comics nº 1, onde se tem notícia dos primeiros quadrinhos e como ele se desenvolveu no decorrer dos anos. E assim acontece a Era de Ouro das revistas em quadrinhos.

Depois vem a crise que ocorreu após a era de ouro que ocorreu entre os anos de 1940 e 1945, momento em que havia uma enxurrada de gibis em circulação. E cada vez mais os quadrinhos se tornavam patrióticos e de alguma forma incluíam a guerra em suas histórias. Só que após a guerra as vendas começaram a cair cada vez mais, pois com o excesso de material o que mais se encontrava eram histórias rasas com tramas bobas.

Também nessa época surgiu o Comics Code Authority que impunha regras para que os quadrinhos pudessem ser publicados e vendidos. Até mesmo um estudo apareceu para afirmar que os quadrinhos não eram recomendados para crianças e adolescentes e isso causou uma enorme censura nos gibis de heróis por quase sessenta anos.

Contudo nesse momento surgiu um novo tipo de quadrinho voltado exclusivamente para o público infantil, onde os personagens são Mickey, Pateta e cia, Tarzan e outros que fazem sucesso até hoje.

Depois Robb conta como a Marvel Comics, principal rival da DC surgiu, trazendo heróis que tinham traços mais realistas e uma abordagem diferente. Inclusive quando se iniciou a era de prata dos quadrinhos, enquanto a DC relançava seus sucessos da era de ouro, a Marvel publicava novos personagens e os roteiristas buscavam criar certa identificação entre os personagens e os leitores.

Com isso a Marvel passou a ter uma atenção maior do publico e passou a ser referência no que diz respeito às HQs. E essa foi a Era de Prata dos quadrinhos.

Com o fim da era de prata houveram mudanças tanto nas editoras quanto no clima político, o que acabou se refletindo nas revistas em quadrinhos e um novo tipo de personalidade apareceu, o anti-herói… Enquanto os heróis estão ali para salvar o mundo, os anti-heróis se situam na estreita faixa entre o bonzinho e o vilão… Eles buscam fazer justiça, mas ao seu modo e nem sempre de acordo com as regras e da forma como deveria ser.

Como meus personagens preferidos são anti-heróis, adorei conhecer mais sobre esse aparecimento nas histórias! Os heróis são bonzinhos e certinhos demais. Prefiro até os vilões aos heróis rsrsrsrsrsrs.

Nos anos 70 algo novo surgiu e deu um novo gás ao mercado editorial de HQs, uma espécie de desconstrução do que é ser um super-herói. Agora os quadrinhos se preocupavam com o modo que as revistas seriam vistas pelos leitores, os personagens já famosos ganharam novas facetas ao serem remodelados, os que iam surgindo já apareciam bem mais complexos e profundos, as editoras passaram a criar novos selos para esse novo material.

A forma como os editores da DC viram para reconstruir o Homem de Aço foi com a inesperada e fantástica morte do Super-Homem, que foi um grandioso marco e mostrou ao mundo como ele seria se de fato ele morresse. Quando lançaram O Retorno do Super-Homem, uma série de cinco revistas que se tornaram as mais vendidas do mês, todos quiseram saber o que havia acontecido e como ele conseguiu voltar.

Após essa repaginada feita nos personagens das HQs não havia mais dúvidas de que o mundo era delas! Os heróis estavam aparecendo em outros meios, principalmente, no primeiro momento, nas radionovelas. Mas a cada momento eles iam ganhando mais e mais espaço nas outras mídias e se tornou o que vemos hoje em dia, em que existem na TV, no cinema, em brinquedos, vídeos do Youtube, etc.

Mesmo quem não conhece nada de quadrinhos não se sentirá perdido lendo esse livro, o autor conseguiu mostrar de uma forma bastante acessível os detalhes que rodeiam a criação e o desenvolvimento das HQs.

E, mais uma vez, a Editora Valentina fez um trabalho fantástico com a edição desse livro. A capa, além das cores chamativas com heróis voando, veio com uma textura quase igual as páginas das antigas HQs. Antes de cada capítulo existe uma separação com detalhes e desenhos que também seguem o estilo das HQs.

Mesmo com os capítulos extensos, a leitura de A Identidade secreta dos Super-Heróis flui de uma forma bem legal.

E é claro que eu super recomendo sua leitura!

 

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