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nov

Resenha | Desejo Insaciável – Kresley Cole (Série Imortais – Livro 1)

Categorias: Livros

Olá, amores!

Não é segredo pra ninguém que eu sou apaixonada por livros com histórias sobrenaturais. Dizer que tenho uma queda, é pouco, eu tenho um verdadeiro tombo, rsrsrs.

O livro da vez foi esse amorzinho HOT, que também é uma dos meus gêneros favoritos.

Título: Desejo Insaciável / Autor (a): Kresley Cole / Editora: Valentina

Páginas: 352  Série: Imortais – Vol. 1 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

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A história começa falando sobre Emmaline, nossa protagonista, que era fruto da união de uma Valquíria e um vampiro, então por herança ela era metade dos dois. O livro fala sobre suas origens e, principalmente, sobre como ela buscava conhecer a si mesma.

Emma sempre foi rotulada como indefesa, frágil, pequena, sem talento. Ela cresceu ao lado de suas tias e sua mãe adotiva, que eram todas valquírias e sempre a protegiam de tudo e até “dela mesma”. Até o dia em que Emma precisava seguir seu caminho e descobrir mais sobre si, porém, antes de sair para sua viagem, Nix uma de suas tias, lhe disse que nessa viagem ela iria fazer aquilo para o qual havia sido destinada. O que seria isso? Que mistérios rondavam a vida de Emmaline?

Já em Paris, em busca de informações sobre seus verdadeiros pais, Emma encontra Laclain, um Likae que até então estava preso nas catacumbas abaixo da cidade. Ele fora aprisionado havia mais de um século, mas ao sentir o cheiro de Emma (sua prometida), ele lutou com todas as forças que lhe restava para conseguir se libertar. Laclain não podia e não queria perdê-la, não depois de já ter procurado tanto por ela.

Já livre de seu cativeiro, e ainda meio confuso com o século em que estavam, ele sai à sua procura e, e quando a encontra, ele a sequestra, cheio de autoritarismo pra cima da pequena Emmaline, que não entende nada, só treme de medo.  Nesse momento do livro eu já estava “oi bresel? Como assim?

Fiquei revoltada com a forma como ele a tratou; bruto, cheio de ordens e dono da razão. Ele achou que o fato dela ser “sua”, lhe dava o direito de ter posse dela e da sua vida, lhe privando do direito de escolha. Foi um misto de amor e ódio por Laclain. Em alguns momentos era doce, carinhoso e cuidadoso com ela, já em outros, lhe tratava com arrogância e queria lhe impor seus desejos e vontades, é meio que chocante como você pode sentir as emoções da história, porque eu gostava do Laclain à medida que Emma também gostava, bem louco, eu sei.

Ao longo da história, Emma começa a se perguntar como era possível ela está desenvolvendo sentimentos e desejos por aquele que havia lhe sequestrado, mas era inevitável negar a atração que ela sentiu instantaneamente ao vê-lo pela primeira vez. Ele despertou nela desejos que até então ela nem sabia que existiam, lhe permitiu conhecer melhor até mesmo seu corpo, e devido ao desejo de se “libertar” dele, ela passou até a perceber que não era tão fraca como pensava. Pouco a pouco, Emma vai se apaixonando pelo Rei dos Likaes, mas ainda assim, tenta fugir de seus desejos mais profundos.

Já de volta a seu castelo, Laclain tenta ao máximo fazer Emma ficar, ela está mais forte, conhece mais de si mesma do que nunca achou que conheceria, e mesmo assim tem medo de viver esse amor, nesse meio tempo em que eles viajam até o castelo, acontece de tudo, (não chorem por que não vou dar spoiler). E essa viajem faz com que Emma e Laclain desenvolvam uma conexão maior entre si, até que na noite de lua cheia… BUMMMM! O inevitável acontece, Emma se entrega ao seu desejo por Laclain e, tomada por ele, em seus braços, se proclama sua, eternamente.

Seria bom se nesse momento de final feliz tudo estivesse resolvido, mas ainda existiam questões pendentes, como a vingança de Laclain a Demestriu (rei dos vampiros e quem havia lhe aprisionado), a busca por respostas de Emma, o fato de que sua família nunca aceitaria sua união com Laclain, e o mais importante: qual seria o destino para o qual a adorável Emma estava reservada?!

Desejo Insaciável tem uma leitura leve, as vezes descontraída, cheia de mistérios e com personagens que você quer também saber qual o fim de suas histórias. Achei um livro muito bom, mas acredito que a autora poderia ter explorado mais o romance dos personagens principais. O que teve mais ênfase não foi a história de amor, e sim um autoconhecimento e crescimento dos protagonistas, o que tornou o grande diferencial do livro, pois a história não virou mais um clichê de “eles viveram felizes para sempre”.

Eles tiveram seu final feliz, mas para isso acontecer cada um percorreu um caminho. Emma traçou sua história em busca da verdade. Sobre suas origens e sobre ela mesma, descobriu ser capaz de fazer muito além do que um dia imaginou, teve de crescer e também aprender a confiar no que seus próprios instintos lhe diziam.

Laclain teve uma jornada difícil de autocontrole, precisou aprender dominar a fera que havia dentro de si, teve que reaprender a viver em uma época diferente, contra tudo o que acreditava, passou a confiar em quem ele antes julgava ser um inimigo, e aprendeu como o peso de um ato não pensado pode mudar muita coisa em sua vida.

Dou a esse livro 3 estrelas porque mesmo achando que foi uma boa leitura, o livro demorou a me “pegar”, mas a história não deixa de ser ótima.

E é isso, amores. Espero que tenham gostado! Vejo vocês na próxima leitura, até lá divirtam-se com novos livros e também com nossas resenhas.

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01
nov

Resenha | Perto o bastante para tocar – Colleen Oakley

Categorias: Livros

Já conseguiu se imaginar nascendo com uma doença rara que te deixe tão incapacitado ao ponto de você não poder ter contato nenhum com outros seres humanos? Essa é a temática do livro que você vai conhecer na resenha de hoje: Perto o bastante para tocar, de Colleen Oakley.

 

Título: Perto o bastante para tocar / Editora: Bertrand Brasil / Páginas: 350

Autor (a): Colleen Oakley / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora, sua mãe está morta, e, sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido – e as pessoas que o habitam.

Uma dessas pessoa é Erik Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa de seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos livros. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee…

Jubilee tem uma doença rara e até onde sabemos também é incurável. Doença essa que é caraterizada por uma alergia ao toque humano. Depois do seu tão sonhado porém drástico primeiro beijo, ela decide ficar reclusa em casa. Conforme os anos se seguem, Jubilee descobre que com a internet é possível se ter quase tudo, mas ela também acaba desenvolvendo algumas fobias devido aos longos nove anos que não sai de casa.

Entretanto, o que Jubilee não esperava acontece: sua mãe falece, assim, ela perde também a mesada que recebia mensalmente. Consequentemente as dívidas começam a se acumular e ela precisa sair de casa para encontrar um emprego; mas como ela faria isso se nem ao velório da mãe foi capaz de ir?! porém nossa protagonista é uma jovem inteligente, determinada e finalmente quando decide sair de casa, encontra uma “velha amiga” que acaba lhe arrumando uma vaga na biblioteca municipal da cidade. E é la onde ela conhece Eric!

Eric não é o típico masculino maravilhoso, mas é um pai super atencioso e preocupado com seu filho (que diga-se de passagem é uma figura!). Porém nem tudo são flores para ele também, já que tem outra filha com quem “não fala” há alguns anos e isso é o que mais o tortura.

E no meio disso tudo Jubilee e Eric acabam se aproximando e, apesar de não poderem se tocar, acabam encontrando conforto um no outro e se ajudando.

Apesar de ter achado um tanto devagar todo o desfecho da história, eu gostei bastante por ser um romance leve e sensível, mas principalmente pelo crescimento dos personagens. Além disso, é um livro divertido onde temos vários momentos engraçados que nos fazem rir com algumas atitudes dos personagens. E outro ponto a ser ressaltado é que logo quando li a sinopse lembrei de Tudo e todas as coisas, onde a personagem também tem uma doença que a impede de sair de casa, só que diferente do outro mencionado, aqui os personagens já são adultos e com uma bagagem emocional bem marcante.

O livro é narrado em primeira pessoa, por Erik e Jubilee, que são muito cativantes apesar de suas personalidades diferentes. E é claro que não poderia deixar de dizer o quanto amei essa capa né gente? Pra quem gosta desse tipo de leitura, eu super recomendo!

 

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04
out

Resenha | O Diabo Ataca em Wimbledon – Lauren Weisberger

Categorias: Livros

Acho que todos já assistiram ou pelo menos já ouviram falar no filme O Diabo veste Prada, né? Eu adoro essa adaptação cinematográfica e fiquei super interessada em conhecer a escrita da autora, e tive a oportunidade de fazer isso quando a Editora Record lançou outra obra dela, O Diabo Ataca em Wimbledon, que conta a história da tenista Charlotte e sua luta para alcançar o topo do sucesso.

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Título: O Diabo Ataca em Wimbledon / Autor (a): Lauren Weisberger / Editora: Record

Páginas: 400 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★

Sinopse: Até onde você iria para chegar ao topo? Da mesma autora de O diabo veste prada!”
Quando a tenista queridinha dos americanos, Charlotte “Charlie” Silver, faz um pacto com o diabo — o treinador carrasco Todd Feltner —, é catapultada para um mundo de estilistas famosos, festas exclusivas, jogos beneficentes a bordo de iates gigantescos e encontros românticos com a realeza hollywoodiana. Sob a nova direção impiedosa de Todd, Charlie, a menina boa, já era. Todd só quer saber de Charlie, a “Princesa Guerreira”. Afinal de contas, ninguém chega ao topo sendo bonzinho. Revistas e blogs de fofocas seguem Charlie freneticamente em suas viagens pelo mundo perseguindo vitórias em Grand Slams e manchetes no Page Six. Mas, quando a estrela da Princesa Guerreira ascende dentro e fora das quadras, há um preço a pagar. Num mundo obcecado por aparências e celebridades, estaria Charlie Silver disposta a se perder para vencer a todo custo? De Wimbledon ao Caribe, do US Open ao Mediterrâneo, O diabo ataca em Wimbledon é um passeio sexy e perversamente divertido por um mundo em que as apostas são altas — e as regras do jogo nem sempre são respeitadas.

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Em O Diabo ataca em Wimblendon, somos levados ao mundo dos esportes, mais precisamente às quadras e aos bastidores do tênis, pois a protagonista, Charlotte, ou apenas Charlie, é uma tenista profissional que acaba de sofrer uma grave lesão que pode comprometer toda a sua carreira.

Depois de ser aconselhada a abandonar o esporte, Charlie decide dispensar sua atual treinadora e amiga, e contratar o melhor técnico do tênis, Todd Feltner. Ele, que até então só havia treinado homens, aceita a missão de colocar o nome de Charlie no topo do ranking, mas para isso exigirá dela muitas renúncias, sacrifícios, mudanças de hábitos e até mesmo de personalidade.

“… eu estava sempre tentando fazer todos gostarem de mim. Ninguém mais parece se importar com isso, então por que eu deveria me preocupar?” Página 220

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Não é difícil imaginar que o diabo dessa história é o técnico Todd. Em seu currículo, ele já ajudou vários jogadores a chegarem ao topo do pódio; por outro lado, é um sujeito extremamente exigente, carrasco e grosseiro. Além das longas horas de treino, academia, uma dieta super restrita e muitas outras regras, o novo treinador também decide mudar a imagem “boazinha” de Charlie. A partir de então, a tenista começa a frequentar festas exclusivas, a ser acompanhada por estilistas renomados, a fechar patrocínios com grandes marcas e até a se relacionar com gente famosa, tudo em nome da imagem de “Princesa Guerreira” que Todd cria para ela.  

Porém, quanto mais vitórias Charlie vai acumulando nas quadras, mais complicada fica sua vida fora das competições. Ela começa se questionar se realmente está disposta a vencer custe o que custar, enquanto nós, leitores, somos levados a refletir sobre até que ponto devemos ir para alcançar nossos objetivos.

Apesar de amar chick-lits, eu não consegui me envolver muito com o livro. Achei que a autora se prolongou muito em alguns assuntos e não desenvolveu certos pontos que eu estava ansiosa por um desfecho feliz, como por exemplo o relacionamento com Dan, que foi um fofo e uma companhia constante de Charlie nos treinos (adorava as cenas com ele!). Os personagens não me cativaram; Charlie foi uma protagonista sem personalidade; fazia tudo lhe mandavam fazer e no final, quando percebeu que tinha feito escolhas erradas, já era tarde demais. Gostaria de vê-la dando a volta por cima nas quadras e “acabando com azinimigas”.

Alguns personagens secundários tiveram destaque, como o agente de Charlie, que também era seu irmão e tinha uma relação linda com ela; gostei da forma de como um cuidava do outro. Vale mencionar também o pai da tenista, que estava sempre por perto, tentando abrir os olhos da filha.

De um modo geral foi uma leitura de entretenimento. Não me acrescentou nada, mas também não odiei ter lido. Achei que foi um livro que focou nas escolhas de uma pessoa e suas consequências. Senti falta de uma aprofundação no romance, afinal, Charlie merecia um amor que compensasse seu lado de entrega à profissão. Mas como a própria autora deixou claro na história: ser atleta não é fácil. Tem todo o lado do glamour e da fama, mas só quem viaja o ano inteiro de torneio em torneio, sabe como é se sentir sozinha, sem muitos amigos por perto e sem um relacionamento verdadeiramente sólido.

Ainda pretendo ler O Diabo veste Prada, pois como mencionei anteriormente, adoro o filme e espero que o livro seja bem divertido. Deixo como recomendação O Diabo ataca em Wimblendon pra você que gosta de leituras como essa ou deseja um livro leve e fácil.

Beijos e até a próxima!

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