18
dez

Resenha | Relatos de um Gato Viajante – Hiro Arikawa

Categorias: Livros

Olá, leitores!

Hoje vamos falar de Um gato viajante, um livro sobre uma amizade que desafia as fronteiras de um país e da própria vida.

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Título: Relatos de um Gato Viajante / Autor (a): Hiro Arikawa / Editora:  Alfaguara

Páginas: 256 / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★★

Sinopse: O gato Nana está viajando pelo Japão. Ele não sabe muito bem para onde está indo ou por que, mas ele está sentado no banco da van prata de Satoru, seu dono. Lado a lado, eles cruzam o país para visitar velhos amigos. O fazendeiro durão que acredita que gatos só servem para caçar ratos, o simpático casal dono de uma pousada que aceita animais, e o marido abandonado pela esposa que ama animais. Mas qual é o motivo dessa viagem? E por que todos estão tão interessados em Nana e Satoru? Ninguém sabe muito bem o que está acontecendo e Satoru não diz nada, mas quando Nana descobrir o motivo da viagem, seu pequeno coração passará por uma das mais difíceis provas de suas sete vidas. Narrado em vozes alternadas, esse romance emocionante e divertido nos mostra um jovem de grande coração e um narrador-gato muito esperto, numa amizade que desafia as fronteiras de um país e da própria vida.

Para quem não gosta de animais de estimação, ler sobre eles é um pouco estranho, mas por incrível que pareça, foi uma leitura bastante satisfatória.

Nesse livro acompanhamos a história do encontro entre Nana, um gato de rua, e Satoru Miyawaki, um gateiro de carteirinha.

Nana, antes mesmo de receber esse nome, havia escolhido o capô da van prata de Satoru como seu lugar para descanso e aos poucos deixou que ele, em troca de guloseimas, é claro, se aproximasse e fizesse carinhos.

Contudo um acontecimento faz com que ambos se reúnam e se tornem companheiros.

Após 5 anos de convívio Satoru infelizmente não pode mais abrigar Nana e empreende com ele uma viagem para visitar alguns candidatos para novos donos do gato…

A história é narrada em parte pelos humanos e parte por Nana e isso torna a história bem legal, já que nos dá uma perspectiva interessante dos acontecimentos.

Não é uma obra prima, mas é encantador como tudo se desenrola, os reencontros e percepções…

O motivo que levou Satoru a buscar um novo lar para Nana foi bastante fácil de deduzir e não foi uma surpresa a revelação, mas não tirou o impacto na vida do gato.

Creio que para quem ama gatos a história seria bem mais proveitosa, mas não é um requisito para gostar da escrita da Arikawa.

 

 

01
dez

Resenha | Não me abandone jamais – Kazuo Ishiguro

Categorias: Livros

Olá, leitores!

Recebi a chance de ler o ganhador do prêmio Nobel de literatura em 2017, Não me Abandone Jamais, de Kazuo Ishiguro, lançado pela Companhia das Letras.

Título: Não me abandone jamais / Autor (a): Kazuo Ishiguro Editora:  Companhia das Letras

Páginas: 344  / Skoob: Adicione / Minha avaliação: 3,5/5

Sinopse: Kathy, Tommy e Ruth são clones criados para doar órgãos. Tendo esse cenário de ficção científica por pano de fundo, e o triângulo amoroso como gancho, Kazuo Ishiguro fala de perda, de solidão e da sensação que às vezes temos de já ser “tarde demais”. Finalista do Man Booker Prize 2005.

Kathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de “cuidadora”. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto esse internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os “alunos” de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição.

Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino – doar seus órgãos até “concluir”. Embora à primeira vista pareça pertencer ao terreno da ficção científica, o livro de Ishiguro lança mão desses “doadores”, em tudo e por tudo idênticos a nós, para falar da existência. Pela voz ingênua e contida de Kathy, somos conduzidos até o terreno pantanoso da solidão e da desilusão onde, vez por outra, nos sentimos prestes a atolar.

Não me Abandone Jamais é uma ficção científica diferente de todas os outros livros que já li do gênero, e já li um bocadinho, pois é meu segundo gênero favorito.

Nesse livro nós acompanhamos Kathy H., que tem 31 anos e está em seu último ano como cuidadora. Ela conta sua história através de suas memórias do tempo vivido no colégio interno Hailsham, onde viveu cercada por várias crianças, algumas com mais importância em sua vida do que outras.

As crianças de Hailsham sabem que serão doadoras desde que começam a compreender, mas nada além disso lhes é revelado. Assim, Kathy está terminando seu papel de cuidadora e passará a ser um doadora e isso lhe desperta lembranças.

Ela vai nos contando suas lembranças sem uma ordem exata. Ela vai narrando conforme vai se lembrando dos fatos. Falando sobre sua infância, adolescência, descobertas, experiências e sentimentos.

Enquanto ela vai narrando, temos o surgimento de vários personagens que, de uma forma ou de outra, marcaram seu tempo em Hailsham. Mas os personagens mais importante são Ruth, uma amiga, e Tommy, quem despertou sua paixão desde cedo.

A Ruth é uma personagem que não cativa e não consegui gostar nadinha dela. Na verdade, com o passar da história, passo a praticamente odiá-la…

Como vamos acompanhando o que ela já vivenciou, acaba que sentimos a nostalgia dela com as lembranças que vão surgindo e as perguntas sem resposta acabam criando um mistério que aumenta a cada nova revelação do que ocorria dentro dos muros de Hailsham.

Pela sinopse já sabemos que eles são clones criados especialmente para serem doadores, mas quem os criou, para quem eles doarão e tudo mais que nos intriga durante a leitura somente se revelarão quando a Kathy vai nos dando informações que, juntamente com suas lembranças, montam o quadro geral do que ocorre.

E, posso afirmar sem perigo de estar exagerando, que triste quando tudo é revelado e nem sei mais o que dizer, só que é triste demais. Chega a ser algo doloroso saber as respostas ao que intrigou durante boa parte do livro.

Não sei se por não seguir o que estava acostumada e me tirar da minha zona de conforto, acabei não me empolgando tanto com a leitura e por diversos momentos a achei um tanto cansativa e repetitiva, mas creio que era a vontade do autor que acontecesse assim, pois realmente parece que a Kathy é real e está nos abrindo as portas de sua vida. Acho que vou guardá-lo para reler em outro momento de minha vida…

Então, para quem quiser ler algo intrigante, desafiador e que lhe tire da zona de conforto, esse livro é a pedida certa!

Até a próxima!

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27
set

Resenha | A História da Ciência para Quem Tem Pressa – Nicola Chalton e Meredith MacArdle

Categorias: Livros

Olá, leitores!

Estou de volta com mais uma resenha pra vocês. Dessa vez, vou compartilhar minhas impressões sobre A História da Ciência para Quem Tem Pressa, um excelente guia pra quem tem interesse em saber mais sobre o mundo de forma bem prática.

Título: A História da Ciência para Quem Tem Pressa / Editora: Valentina / Páginas: 406

Autores: Nicola Chalton e Meredith MacArdle / Skoob: Adicione / Minha avaliação: ★★★★

Sinopse: 2.500 anos de descobertas — os feitos dos grandes cientistas, desde os tempos antigos até a era moderna. Desde os tempos antigos, homens e mulheres de brilhante intelecto tentam entender o universo observando muito além da capacidade de ver ou mesmo tocar — de minúsculos átomos às mais distantes estrelas. A História da Ciência para Quem Tem Pressa é um guia essencial para o leitor que deseja conhecer os resultados de milhares de anos de atividades e esforços na área da ciência. É uma obra que resume, em ordem cronológica, as principais descobertas dos mais fecundos pensadores, entre os quais podemos citar Aristóteles, Arquimedes, Lavoisier, Fibonacci, Darwin, Da Vinci, Curie, Turing, Edison, Euclides, Newton, Einstein, Pasteur, Kepler, Copérnico e Hipócrates. O livro destaca também, em sintéticas biografias, a vida e os trabalhos dos cientistas que mais influenciaram nosso planeta. Nele, o leitor saberá, entre muitas outras coisas superinteressantes, que Ptolomeu teve que corrigir certo aspecto de suas convicções para se harmonizar com suas teorias; que Freud usava cocaína em suas sessões de atendimento psicoterápico para ‘expandir’ a própria mente; e que Tim Berners-Lee, o inventor da WWW, foi proibido de usar os computadores da sua universidade depois que descobriram que ele estava hackeando o sistema. Também com o objetivo de demonstrar que a curiosidade humana não tem limites, esta obra apresenta os experimentos que ousaram contestar ‘verdades’ consagradas e cujas teorias mudaram a nossa forma de ver o mundo. Para sempre.

Minha opinião:

A editora Valentina lançou uma coleção histórica para quem tem pressa. Uma ideia que acho particularmente interessante. Já foram lançados A História do Mundo para Quem Tem PressaA História do Brasil para Quem Tem PressaA História da Mitologia para Quem Tem Pressa.

Esse em questão trata da história da ciência que em pouco menos de 200 páginas consegue mostrar a evolução de diversas áreas da ciência desde seus primórdios. Esse livro foi elaborado por Nicola Chalton e Meredith MacArdle.

Ele se divide em sete áreas científicas diferentes, que são: Astronomia e Cosmologia, Matemática, Física, Química, Biologia, O ser humano e a Medicina e Geologia e Meteorologia.

O início de cada capítulo traz de forma bastante sucinta, na verdade tudo é bastante sucinto, como tal área do conhecimento deu seus primeiros passos. E é muito legal saber as ideias e como antigamente o mundo era visto e sentido.

As autoras fizeram um trabalho espetacular em usar dados de todo o mundo para montar os cenários da evolução do pensamento e da ciência em si. E é incrível como elas conseguiram passar o necessário de forma concisa e sem passar a sensação de que cortou o assunto pela metade, na verdade parece ser bem completo.

Cada capítulo traz particularidades interessantes do assunto abordado e isso tornou tudo bem mais divertido de ler. A leitura é fácil e tão interessante que nem percebia o tempo passando e terminei de ler o livro muito rápido, pois além do assunto ser interessante a leitura é bastante fluida.

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A edição é bem simples, mas bastante caprichada, como já é de praxe da editora Valentina. Não gosto muito do fato de usarem folhas brancas e ter poucas ilustrações.

Assim, super recomendo-o para quem tem interesse em conhecer sobre ciência, mas não possui tempo ou interesse para se aprofundar no assunto, ou para quem quer dar seus primeiros passos nesse mundo tão magnífico.

Um beijo e até a próxima!

Páginas1234

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